Um novo capítulo da História de Sines?

 

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A exposição “Memórias da Praia de São Torpes”, patente no Museu de Sines, revela pela primeira vez uma das mais importantes descobertas arqueológicas feitas em Sines nos últimos anos: uma inscrição islâmica, que se crê ser a pedra fundacional de uma rábita (mosteiro árabe), datada do ano de 1009.

Até ao momento quase nada se sabia sobre Sines durante esta época, pelo que esta descoberta abre todo um novo capítulo da história da cidade.

A pedra foi encontrada pela arqueóloga Isabel Inácio, durante os trabalhos de recuperação do Castelo.

Devido ao seu grande interesse científico, foi estudada ao mais alto nível, tendo a sua transcrição sido feita pela professora Ana Labarta, catedrática de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Valência, Espanha.

Transcrição provisória

[… esta] rábita para que seja mencionado (o nome de Deus), se Deus quiser. E isso (foi) no mês de / Ramadão do ano 399 […] / Deus […] / […]

Fibra óptica irá ligar Sines ao Brasil

Projecto com origem de duas empresas, do lado europeu e do lado sul-americano irá proporcionar uma ligação directa entre a Europa e o Brasil.

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“No mundo dos cabos submarinos este projecto é a resposta a uma necessidade imperiosa”, disse à agência Lusa o presidente do conselho de administração da EllaLink, Alfonso Gajate, acrescentando que “Portugal também tem todo o interesse neste investimento”. Alfonso Gajate é Presidente da Ellalink, um consórcio onde a espanhola Eulalink tem 65 % do capital e a brasileira Telebras 35 %. Sines e Santos, no Estado de São Paulo no Brasil irão ser “unidos” por um cabo de 9400 quilómetros com ramificações para Fortaleza (Brasil), Cabo Verde, Ilhas Canárias (Espanha) e Madeira (Portugal). O projecto pretende ser uma resposta ao responder a enorme necessidade de redes de alta capacidade, mas também é justificado por razões culturais e históricas para justificar uma ligação directa entre estas duas partes do mundo. E até foi afirmada um facto curioso: “o Brasil está mais perto de Sines do que Miami (Estados Unidos)”, onde existe uma grande comunidade de cidadãos brasileiros.

Programa do Sines Tall Ships Festival

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É já na próxima sexta-feira que começa o RDV 2017 – Sines Tall Ships Festival. A cerimónia de abertura inicia-se às 17h no Palco dos Oceanos, sendo que no mesmo palco entre as 20h e a 1h irá haver concerto e DJ, com Filipe Gonçalves e Dj Nokin. No palco do Castelo irá haver o Concerto da Raquel Tavares pelas 22h e Dj Set – Bailarico Sofisticado a partir da 00h. No dia seguinte, Sábado Dia 29, às 17h teremos a Parada dos tripulantes e as 18h no Castelo a entrega de prémios, sendo que pelas 20h irão iniciar-se Concertos e Djs com Rocky Marsiano & Meu Kamba Sound e depois Dj André Henrique. Domingo, dia 30 na Baía dos Piratas & Palco dos Oceanos: Pelas 12:30, Celebração da Missa, das 20h à 1h teremos o Dj Kamala, sendo que a 00:00 irá haver fogo de artificio. No mesmo dia pelas 00:30, o esperado concerto dos Expensive Soul no Palco do Castelo. O festival termina com um desfile naútico na Segunda, dia 1 de Maio.

Oleoduto Sines – Aveiras teve rombo no Montijo.

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Foi detectada no Montijo, mais precisamente na zona de Santo Isidro de Pegões, uma rotura no oleoduto que faz a ligação entre Sines e Aveiras de Cima, que resulta de um tentativa de furto. A GNR recebeu uma queixa de um cidadão que alegou que oleoduto estaria a jorrar combustível como consequência de um furo feito no chão. As autoridades deslocaram-se ao local, com a presença de elementos da Protecção da Natureza e das Matérias Perigosas, por parte da GNR, a Corporação Local dos Bombeiros e elementos da CLC – Companhia Logística de Combustíveis, que terá efectuado a contenção da zona afectada e posterior limpeza. Ao que tudo indica as operações da CLC não terão tido um impacto negativo.

Lucros da REN caem 13,7%.

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A REN apresentou um recuo do resultado líquido em 2016 de 13,7% para os 100,2 milhões de euros, face aos 116,1 milhões registados em 2015. A REN justifica a queda dos lucros com “os ganhos não recorrentes” registados em 2015, um ano de resultados “extraordinários” devido à venda da participação na Enagás, e com a Contribuição Extraordinária sobre o sector energético que no ano passado ascendeu a 25,9 milhões de euros. A REN aponta ainda a diminuição da remuneração dos ativos do gás natural, ao abrigo do novo quadro regulatório, como um dos fatores que esteve na base da queda dos lucros. Em termos recorrentes, o lucro aumentou 7% para 126,1 milhões de euros. O presidente da energética garante que os resultados ficaram dentro do esperado pela empresa. O EBITDA caiu 2,8% para 476 milhões de euros. Já o custo médio da dívida caiu de 4,1% para 3,2%. A energia renovável representou 57% do consumo de electricidade em 2016, um aumento de 10% em relação ao exercício anterior. As centrais hidroelétricas abasteceram 28% do consumo, face aos 22% registados pelas eólicas e centrais de biomassa.

Comissões de Moradores com Filme e Livro

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Sines estreia no dia 25 de Abril, às 16h00, no auditório do Centro de Artes de Sines, o filme documentário integrado no projecto “Comissões de Moradores no Concelho de Sines: da Tradição à Modernidade”. Na mesma sessão, será apresentado o livro “Sines na Revolução dos Cravos: a construção da democracia”.

As comissões de moradores foram, no pós-25 de Abril, experiências de democracia nas comunidades. Os seus membros uniram-se, de forma voluntária, para escrever o seu próprio destino. Quando não existia saneamento básico, electrificação, vias de comunicação, espaços de fruição cultural, habitação condigna, foram estes homens e mulheres que, unindo-se, procuraram resolver os seus principais problemas.

Foram ainda as comissões de moradores que procuraram preservar a tradição das comunidades rurais cada vez mais depauperadas, através da realização de actividades tradicionais, como os mastros ou os jogos populares, ou da recolha da poesia popular.

O projecto que se encontra a ser desenvolvido pela Câmara Municipal de Sines no âmbito do Programa Tradições da EDP tem como objectivo assegurar a sobrevivência das tradições populares numa zona que sofreu rápidas e profundas alterações socioeconómicas e registar a forma como as comissões de moradores as transpuseram para a nova realidade emergente e lhe deram continuidade.

O documentário em estreia no dia 25 de Abril foi um projecto coordenado pelo Arquivo Municipal de Sines e pela equipa constituída por Diogo Vilhena e António Campos, com a colaboração do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.

Reunir esse património imaterial e devolvê-lo à comunidade na forma de um documentário de modo a preservar a memória desses processos é uma das formas de atingir o objectivo, assim como o são a edição de um livro, em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, e um extenso programa educativo dirigido à comunidade escolar.

O livro, intitulado “Sines na Revolução dos Cravos: a construção da democracia”, foi coordenado por Raquel Varela e permite ao leitor compreender a história do concelho nos anos da Revolução, quando a democracia estava em construção.