Porto de Sines será «a principal ponte dos novos negócios» entre a Bahia e Portugal

Após uma agenda de 20 reuniões, o Vice-Governador da Bahia e Secretário do Planeamento, João Leão, acompanhado da sua comitiva, encerrou a visita oficial a Portugal com a assinatura de um memorando de entendimentos com o Porto de Sines. O maior porto artificial português será a principal ponte dos novos negócios estabelecidos entre o estado baiano e o país. O anúncio foi feito durante o evento “Portugal Descobrindo a Bahia do Futuro”, realizado na terça-feira, dia 26, em Lisboa.

A visita de oito dias do Governo da Bahia ao território português é um atestado da vontade de transformar em acção os diversos diagnósticos técnicos favoráveis à cooperação entre o estado e Portugal. “O que nós queremos é que, através de expertise e cooperação, a Bahia e Portugal cresçam mais e juntos”, resumiu o vice-governador, na abertura do encontro de negócios.

Porto de Sines cresce 16,9% nos segmentos de carga até final de setembro

Segundo avança o ECO, o Porto de Sines cresceu 16,9% em todos os segmentos de carga nos primeiros nove meses deste ano, face a período homólogo de 2020, com uma movimentação total de 35,9 milhões de toneladas, foi esta terça-feira revelado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) revela que este registo permite ao porto alentejano “consolidar a posição de líder nacional em volume de carga, responsável por mais de 50% do total movimentado no país”.

Na que respeita à carga contentorizada, o Porto de Sines “registou 1,38 milhões de TEU [contentores de 20 pés] acumulados de janeiro a setembro”, ou seja, “mais 18,5%” do que em igual período do ano passado, realça.

De acordo com a APS, o segmento de Carga Geral (onde se inclui a carga contentorizada) “representa já 46,7% do total da carga movimentada no porto, tendo evidenciado um aumento de 14,9% face ao mesmo período” de 2020, “para um total acumulado de 16,8 milhões de toneladas”.

Também o segmento de Granéis Líquidos, no qual se incluem o crude, os refinados, os produtos petroquímicos e o gás natural liquefeito, registou um crescimento de 21,1% face ao período homólogo anterior, com um movimento acumulado de 18,8 milhões de toneladas, acrescenta.

“Este segmento representa actualmente 52,5% do total da carga movimentada no Porto de Sines, tendo nas importações o petróleo bruto e o gás natural como principais influenciadores e, nas exportações, os produtos refinados”, destaca.

Para a infraestrutura portuária, a obra de ampliação do Terminal de Contentores de Sines, em curso, e o recente lançamento, pela PSA Sines, do concurso para a expansão da área de parqueamento de contentores, no valor de 12,85 milhões de euros, “aumentará a capacidade operacional, reforçando a produtividade daquele terminal”.

No comunicado, a APS sublinha ainda que a entrada em funcionamento da Janela Única Logística (JUL), aplicada à carga contentorizada, no final do último trimestre, e do novo sistema de gestão interno da PSA Sines “irá aportar consideráveis benefícios aos utilizadores do porto”.

Vão permitir “uma maior integração de toda a cadeia logística e irá contribuir para uma maior eficiência e competitividade do Porto de Sines”, conclui.

Sines recebe exercício de combate à poluição

Realiza-se, nos próximos dias 27 e 28 de outubro, no concelho de Sines, mais uma edição do exercício de combate à poluição no meio marinho “ATLANTIC POLEX.PT 2021”, organizado pela Direcção de Combate à Poluição do Mar da Autoridade Marítima Nacional.

Este exercício terá por base a simulação de uma colisão entre dois navios a cerca de 20 milhas (aproximadamente 37 quilómetros) de Sines, da qual resulta um cenário de poluição no meio marinho com o derrame de grandes quantidades de crude (hidrocarboneto com elevada viscosidade), que afecta uma área em alto-mar e na zona costeira, nomeadamente no porto, na marina e em zonas de praia.

O objectivo do exercício é treinar os procedimentos de resposta em emergência em caso de ocorrência de poluição de nível regional do Plano Mar Limpo e preparar os recursos da Autoridade Marítima Nacional para o combate à poluição do meio marinho, em colaboração com outras entidades que integram o Sistema da Autoridade Marítima, com a realização de diversas acções de contenção, recolha e limpeza de material poluente em diferentes sub-cenários.

No dia 27 de outubro, irá realizar-se a primeira fase do exercício com a simulação de uma mancha de poluição em alto mar e as respectivas operações de contenção e recolha de material poluente, bem como a realização de um seminário que terá como tema “Preservação do meio marinho” onde serão abordados assuntos como a poluição do meio marinho e onde será apresentado o exercício combate à poluição do mar. Este seminário terá lugar no Auditório do Centro de Artes de Sines e é aberto à população em geral.

No segundo dia do exercício, dia 28 de outubro, irão realizar-se diversas ações de combate à poluição do mar, decorrente da simulação do incidente de poluição marítima, e serão empenhados diversos meios, em diferentes cenários, em terra e no mar.

O “ATLANTIC POLEX.PT 2021” é um exercício anual de resposta a incidentes de poluição do meio marinho, que treina nos diferentes tipos de cenários passíveis de ocorrer um incidente: no mar (offshore), no porto, em marinas e na praia.

Paragem em Sines vai custar até 10 milhões à Galp

Segundo avança o Jornal de Negócios, o acidente na unidade de destilação atmosférica da refinaria de Sines, que teve lugar no início de outubro, deverá custar entre “10 a 12 milhões de dólares” à Galp, ou seja, entre 8,5 e 10,3 milhões de euros. A informação foi adiantada esta segunda-feira pelo responsável pela unidade de produção e operações da empresa, Thore Kristiansen, numa conferência com analistas, no âmbito da apresentação das contas trimestrais da Galp. 

“Tivemos um problema operacional na unidade de destilação atmosférica que vai precisar de reparação. Os trabalhos de reparação já começaram e vão ter impacto nos nossos custos de capital no quarto trimestre. As nossas melhores previsões apontam para que gastemos entre 10 a 12 milhões de dólares com as reparações”, revelou o responsável. Os trabalhos deverão estar terminados até ao final do ano, “a não ser que haja surpresas durante os trabalhos de reparação”, explicou Thore Kristiansen.

Do acidente, que teve origem na explosão de um forno da unidade de destilação atmosférica, não resultaram feridos, acrescentou o CEO da Galp, Andy Brown. “Mas obrigou-nos a parar a produção temporariamente”, revelou. 

Em simultâneo, a empresa começou esta semana uma operação de manutenção da unidade de hidrocraqueamento de gasóleo pesado (Hydrocracker), que deverá durar 20 dias. A Galp antecipa que estas duas condicionantes tenham impacto nas margens de refinação durante o quarto trimestre de 2021. 

Tripulantes de veleiro auxiliados ao largo de Sines por causa de orcas

Segundo avança o Notícias ao Minuto, um homem de 49 anos de idade e uma mulher de 21 anos, de nacionalidade irlandesa, tiveram que ser auxiliados por elementos da Polícia Marítima, na tarde de ontem, ao largo de Sines, depois de uma interacção com orcas.

De acordo com um comunicado do Comando-local da Polícia Marítima de Sines, as orcas danificaram o leme do veleiro onde se encontravam os dois cidadãos irlandeses, a três milhas náuticas (cerca de cinco quilómetros) do Porto de Sines.

Os dois tripulantes encontravam-se bem, à chegada das autoridades, e não foi necessária assistência médica. O veleiro foi rebocado até ao porto de recreio de Sines.

“A Autoridade Marítima Nacional e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) recomendam a todos os navegantes que em caso de avistamento destes mamíferos, seja desligado o motor, por forma a inibir a rotação da hélice, e imobilizada a porta do leme, desmotivando assim estes mamíferos a interagir com as estruturas móveis das embarcações”, indica a autoridade, na mesma nota.

No passado dia 19 de outubro, sublinhe-se, um grupo de orcas atacou a embarcação de pesca de Setúbal Boa Estrela, danificou os fundos e destruiu o leme. Os dois tripulantes não sofreram qualquer ferimento.

Em Espanha, o Ministério para a Transição Ecológica e Desafio Demográfico anunciou que vai lançar um estudo para analisar a interação entre as orcas com embarcações em águas espanholas, para minimizar impactos e garantir segurança.

Câmara mantém periodicidade das suas reuniões.

A Câmara Municipal de Sines deliberou, a 13 de outubro, manter a realização das suas reuniões ordinárias duas vezes por mês, seguindo a periodicidade praticada há mais de 20 anos. Com efeito, as reuniões de Câmara ordinárias realizam-se na primeira e terceira quinta-feira de cada mês, às 14h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, sendo a segunda reunião mensal pública, nos termos da lei. Além das reuniões ordinárias, e sempre que os assuntos o justifiquem, serão convocadas reuniões extraordinárias do órgão executivo de modo a que as competências da Câmara sejam exercidas em função do interesse público.

Porto de Sines abre concurso para concessão do terminal multipurpose

Segundo avança o Jornal de Negócios, a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) já lançou o concurso para a concessão da exploração, em regime de serviço público, do terminal multipurpose, que será vocacionado para a movimentação de mercadorias diversas, incluindo contentores, granéis e cargas de projecto, devendo as propostas ser apresentadas até 15 de fevereiro de 2022.

Em comunicado, a APS salienta que “as condições do concurso foram desenhadas com o objectivo de colocar à concorrência um processo de concessão flexível, que possa ser atractivo para operadores de média/grande dimensão com diferentes vocações, que se disponham a assegurar simultaneamente a movimentação das cargas de proximidade e a reconversão da actividade do terminal”.

O prazo desta concessão, acrescenta, será proposto pelos concorrentes, tendo como máximo os 30 anos. O terminal multipurpose de Sines (TMS) iniciou a sua exploração em 1992, centrada na importação de carvão para as centrais termoelétricas de Sines e do Pego, tendo mais tarde sido ampliado para permitir a movimentação de vários tipos de carga.

Com o encerramento da actividade das duas centrais, “o TMS tem todas as condições não só para capturar mais carga de ‘hinterland’, como também para se reconverter num nó logístico especializado numa nova carga, seja na área do agroalimentar, de outros granéis sólidos, veículos, contentores ou cargas de projecto”, afirma a autoridade portuária liderada por José Luís Cacho.  

Em julho último, em entrevista ao Negócios e Antena 1, o presidente do Porto de Sines garantiu que a sustentabilidade futura da infraestrutura “está assegurada” com novos negócios e novas cargas, que “possam vir a substituir a economia do petróleo”. José Luís Cacho apontava então para breve o lançamento deste concurso, com “a perspetiva de captar novas áreas de negócio no segmento da carga sólida para o antigo terminal do carvão”.

Na mira do porto de Sines, assumiu, está o agronegócio, os minérios, designadamente o lítio, carga de projecto (peças fabricadas em Portugal ligadas à indústria da metalomecânica pesada), e o setor automóvel.

Sines assinala Dia Municipal para a Igualdade

Sines marca o Dia Municipal para a Igualdade (24 de outubro) com um conjunto de actividades sobre esta temática a desenvolver nas escolas e junto da comunidade. A partir do Dia Municipal para Igualdade, e até ao Dia Internacional para a Tolerância (16 de novembro), os temas da igualdade e da tolerância serão trabalhados com os alunos dos 3.º e 4.º anos que frequentam a AEC Património, com o objectivo de criar um trabalho por turma para exposição nas montras do comércio local. Esta actividade é uma parceria entre o Município de Sines, o Agrupamento de Escolas de Sines, o CLDS 4G-Viver+Sines e a Associação do Comércio Local de Sines.O projecto Entre Nós-E8G, com o apoio do Agrupamento de Escolas de Sines e da Escola Secundária Poeta Al Berto, apresenta um vídeo sobre violência no namoro, elaborado pelos participantes. O vídeo será um ponto de partida para a abordagem ao tema nas escolas. Trata-se de um trabalho realizado em parceria com a Intervir.Com, no âmbito do projecto Intervir sem Preconceitos. Na semana de 25 a 29 de outubro, o projeto Entre Nós-E8G exibe a exposição fotográfica “Dia Municipal para a Igualdade” na entrada da sede do projecto (antigo Centro de Saúde de Sines), visível do exterior.

30 Ex-trabalhadores da Termoeléctrica de Sines vão ter formação em energias renováveis.

Ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines, que encerrou em Janeiro, começam, esta semana, uma acção de formação de Técnico de Sistemas Solares Fotovoltaicos, que vai decorrer em Santiago do Cacém.

Esta iniciativa é promovida pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em sinergia com a EDP, no âmbito do projecto “Futuro Ativo Sines”.

Como programar, instalar, gerir, fazer manutenção ou reparar um parque solar são algumas das competências que podem ser adquiridas nestas primeiras acções de formação.

Esta iniciativa foi lançada dando «resposta ao interesse manifestado por mais de 30 ex-trabalhadores da Central de Sines em receber formação técnica na área das energias renováveis», explica a EDP em nota enviada às redacções.

A empresa explica que o projecto ‘Futuro Ativo Sines’ consiste numa «frente de trabalho iniciada pela EDP, logo após o encerramento da central termoelétrica de Sines, com a intenção de contribuir para uma reconversão da economia e emprego naquele território».

Governo lança leilão de hidrogénio em janeiro de 2022.

Chegou a estar marcado para abril de 2021 mas nunca avançou. Agora, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, garantiu numa entrevista ao ECO/Capital Verde que o leilão de hidrogénio vai mesmo avançar em janeiro de 2022. “Estamos a configurar o que que poderá ser um leilão de hidrogénio para o próximo ano. Dê-nos um ou dois meses para ver como é que isto evolui, estamos a trabalhar para isso e no início de janeiro quando for público o aviso do Fundo Ambiental vai haver o valor para o leilão de hidrogénio”, disse o ministro, explicando: “Até porque os 60% das verbas dos leilões CELE (licenças de emissão de carbono) a colocar no sistema eléctrico nacional, seriam com base no pressuposto de haver sobrecusto, mas como há sobreganho (nas renováveis), temos uma folga grande para os leilões do hidrogénio”. O ministro garante que produzir hidrogénio verde hoje é mais barato do que utilizar gás natural. E que face ao preço (acima dos 100 euros por MWh a que tem estado o gás natural na Europa o hidrogénio verde não precisa de apoios para ser produzido.“Vai este cenário prolongar-se ao longo de um ano? Não creio. É por isso que ainda faz todo o sentido realizar um leilão de hidrogénio. Lembro a conta: eram 500 milhões de euros a dividir por dez anos. Mas serão necessários? Só se a quantidade for maior porque se pensarmos no preço unitário, até é dinheiro a mais”, garante o governante.