Assinado contrato de 130,5ME para novo troço da ferrovia entre Sines e Caia

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Em comunicado, a Infraestruturas de Portugal (IP) disse ter procedido à assinatura do contrato para a empreitada com o consórcio Sacyr Somague, S.A./Sacyr Infraestructuras, S.A..

“O contrato foi assinado esta semana e segue agora para o Tribunal de Contas, para obtenção do visto prévio, após o qual a obra poderá ser consignada e começar no terreno”, adiantou à agência Lusa fonte da IP.

Esta empreitada, com 38,4 quilómetros de extensão, representa um investimento de 130,5 milhões de euros, de acordo com a IP, e consiste no último dos três troços cuja construção já foi contratada da nova Linha de Évora, do futuro Corredor Internacional Sul que vai ligar o Porto de Sines à Fronteira do Caia (Elvas).

 

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Centenas de jovens protestaram em Sines, “um concelho muito poluidor”.

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Centenas de estudantes do litoral alentejano manifestaram-se hoje em Sines, “um concelho muito poluidor” e com “muitas fábricas”, para defenderem o planeta, alertando que as alterações climáticas são “um problema atual, não do futuro”. “Temos a Central Termoelétrica de Sines, cujo encerramento defendemos, e muitas outras fábricas”, como as “da Repsol ou da Galp”, disse à agência Lusa Duarte Colaço, um dos porta-vozes da manifestação em defesa do planeta. Segundo este aluno, que frequenta o 11.º ano da Escola Secundária Poeta Al Berto, de Sines, trata-se, pois, de “um concelho muito poluidor” e, “de manhã e à noite”, isso nota-se: “Cheira mesmo muito mal, a enxofre e a gases tóxicos, o que não é muito agradável”. “E temos muita libertação de fumos das fábricas, o que é muito poluente e muito mau para o ambiente”, acrescentou o aluno. Em dia de greve climática estudantil, a manifestação em Sines começou por volta das 10:30, com uma concentração no Jardim das Descobertas, desfilando depois os alunos por diversas ruas da cidade até chegarem ao edifício da Câmara Municipal, cerca das 12:00, onde continuaram a protestar em defesa do ambiente e do futuro do planeta.Fonte da GNR de Sines disse à agência Lusa que, no início, a manifestação chegou a juntar “cerca de 400” pessoas, mas, no final do desfile, junto ao município, concentraram-se “perto de 200”. Duarte Colaço confirmou que, em frente a câmara estiveram “cerca de 200 estudantes”, porque “os alunos mais novos, por exemplo de escolas primárias, não participaram no desfile pelas ruas”. O protesto juntou estudantes de várias escolas de Sines, como as duas secundárias e uma básica, da escola Tecnológica do Litoral Alentejano, também no mesmo concelho, das escolas secundárias de Santiago do Cacém e Santo André e de escolas do concelho de Odemira (Beja).Com diversos participantes vestidos de preto, para simbolizar “o luto pelo planeta”, de acordo com Duarte Colaço, gritaram-se palavras de ordem como “Não há Planeta B” ou “Senhor presidente porque deixa esta bela cidade ter uma fábrica tão poluente”, numa mensagem dirigida ao autarca de Sines. Outros empunhavam cartazes que diziam “You Will die of old age, I will die of climate change” (“Tu vais morrer de velhice, eu vou morrer por causa das alterações climáticas”), “Oh mar quanto do teu sal é plástico de Portugal” e “Pequenas mudanças, grandes Repercussões”. “Os governos não se têm preocupado com o clima e os jovens é que vão revolucionar isto tudo. Nós temos mesmo de agir, somos o futuro e temos voz e poder para falar perante muitas pessoas e temos que ser ouvidos”, reivindicou Duarte Colaço. Outra aluna da mesma escola de Sines, mas do 10.º ano, Mafalda Carreira, insistiu à Lusa que “é importante” os jovens mostrarem “aos líderes políticos que não estão satisfeitos com o estado actual do planeta” e que “este é um problema actual, não é um problema do futuro. As mudanças têm de acontecer agora”.

Justiça: Abriu o Tribunal de Trabalho em Sines.

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O Tribunal de Sines voltou a ter juízo do Trabalho. Trata-se de um juízo de competência especializada, integrado na Comarca de Setúbal, e que se encontra já em funcionamento do edifício do Tribunal de Sines, na Alameda da Paz. No mesmo edifício funciona o Juízo de Proximidade de Sines.

A localização em Sines do Tribunal do Trabalho e do Juízo de Proximidade vem na sequência de um compromisso assumido pelo governo no âmbito da reforma judiciária, contribuindo para a universalidade do acesso de todos à justiça.

O presidente da Câmara Municipal de Sines destaca a relevância da abertura do tribunal do Trabalho em Sines:

“A abertura em Sines do tribunal do Trabalho corresponde ao reconhecimento, por parte do governo, de que esta área da justiça tem especial relevância neste concelho, onde a elevada procura de recursos humanos torna mais exigente a resposta que o Estado deve prover em matéria de salvaguarda dos direitos e contencioso laboral”, diz Nuno Mascarenhas.

“Congratulamo-nos, obviamente, com a concretização desta decisão e estamos certos que quer o governo quer a Comarca de Setúbal tudo farão para que, subsequentemente, a resposta judiciária em Sines seja valorizada.”

Homem detido com 1064 doses de droga em Sines

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Um homem, de 29 anos, foi detido ontem em Sines, Setúbal, por tráfico de droga. O detido foi encontrado numa zona florestal pela GNR de Setúbal na posse de 1064 doses de droga. No sequência dessa detenção foram apreendidas 800 doses de heroína, 264 doses de cocaína, três telemóveis, uma balança de precisão e 65€. O homem ficou detido nas instalações da GNR e foi presente hoje ao primeiro interrogatório judicial, no Tribunal Judicial de Setúbal.

Foto: GNR Setúbal

Junho volta a ser o mês do Teatro em Sines.

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O auditório do Centro de Artes de Sines recebe, de 31 de maio a 29 de junho, um programa de teatro com companhias de Portugal e da República Checa.

O primeiro espetáculo, marcado para 31 de maio, é trazido pela companhia EsTe – Estação Teatral e tem como título “Coração que é livre fica”. A peça é uma oportunidade de observar (a partir do romance “Chiquinho”, de Baltasar Lopes da Silva) todo um país, Cabo Verde, no início do século XX. Espectáculo com direção e dramaturgia de Nuno Pino Custódio e com cocriação de Carlos Pereira, Diana Taborda, Heloísa Simões e Tiago Sarmento.

No dia 8 de junho, a Companhia Certa apresenta “A prudência morreu de velha”. As protagonistas são duas velhas mulheres aterrorizadas pela insegurança reinante na sociedade. Reféns dos seus destinos, conseguem o feito de nos fazer divertir com o seu desespero. Texto de Cláudio Gotbeter, encenação de Eduardo Faria e interpretação de Ana Lídia Pereira, Bruna AS, Joana Soares.

No dia 14 de junho, chega “Avant tout”, pelo grupo checo Lenka Vagnerová & Company. Com direcção, conceito e dramaturgia de Lionel Ménard, música de Tomáš Vychytil e coreografia de Lenka Vagnerová, o espectáculo parte de uma experiência mental em que as primeiras memórias nos chegavam a partir do momento em que nascíamos, ou mesmo antes. Toda a experiência de milénios sem conta tornava-se fonte de sabedoria inconsciente e energia instintiva.

Finalmente, a 29 de junho, a companhia Gato SA põe em cena “Hot tea”, espectáculo baseado em textos de Harold Pinter, prémio Nobel da Literatura 2005, considerado um dos mais importantes renovadores do teatro moderno. “Hot tea” é baseado em “Nova Ordem Mundial”, “A Noite”, “O Candidato”, “Conferência de Imprensa”, “É só isso” e “Victoria Station”, seis histórias curtas de gente comum, encenadas por Mário Primo.

Todos os espectáculos estão marcados para as 21h30 e o bilhete para cada um deles tem o custo de 5 euros.

O programa de teatro em junho no Centro de Artes de Sines é organizado pela Câmara Municipal de Sines, com a parceria da AJAGATO.

Eletricidade em Portugal é a mais cara da União Europeia

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Portugal teve no segundo semestre de 2018 a eletricidade para consumo doméstico mais cara da União Europeia (UE) medida em paridade de poder de compra (PPC) e a terceira em euros, divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, os portugueses pagaram 28,2 PPC por 100 kWh de eletricidade, o valor mais alto da UE, seguido pela Alemanha (28,0 PPC por 100 kWh), a Espanha (27,4), a Bélgica (26,6), a Roménia (26,3) e Chipre (24,5 PPC por 100 kWh).

Este indicador é uma referência comum que elimina as diferenças de níveis de preços entre os países.

Em euros, os portugueses pagaram 22,9 por 100 kWh, o sexto preço mais alto, com a Dinamarca no topo da tabela (31,2 euros por kWh), seguindo-se a Alemanha (30,0 euros por 100 kWh), a Bélgica (29,4€), a Irlanda (25,4 euros por 100 kWh) e a Espanha (24,8 euros).

A proporção de taxas e impostos no preço total da eletricidade para consumo doméstico é, em Portugal, a segunda mais alta (55%), depois da Dinamarca (64%) e seguido da Alemanha (54%).

Anúncio do Programa de Concertos do FMM Sines 2019.

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O programa de concertos da 21.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, que se realiza de 18 a 27 de julho de 2019, está completo.

Este ano, estão programados 51 concertos de 31 países, distribuídos por 10 dias de música: os primeiros três na aldeia de Porto Covo (18, 19 e 20 de julho) e os restantes sete na cidade de Sines (21 a 27 de julho).

Em Porto Covo, o festival acontece na praça central da aldeia, o Largo Marquês de Pombal, onde ficará montado o palco INATEL. Na cidade de Sines, haverá concertos no castelo medieval, no passeio marítimo da Praia Vasco da Gama, no Largo Poeta Bocage e no auditório do Centro de Artes de Sines.

Vencedor do prémio de melhor grande festival nacional nos Iberian Festival Awards 2019, além dos prémios de festival português com melhor programa cultural e de festival ibérico que melhor promove o turismo, o FMM Sines apresenta-se como uma experiência de descoberta e diálogo intercultural através da música.

Em 2019, o festival cuja assinatura é “música com espírito de aventura” convida os espectadores a viajar com músicos e músicas da África do Sul, Alemanha, Angola, Argélia, Arménia, Bélgica, Brasil, Burundi, Cabo Verde, Colômbia, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Espanha, EUA, Finlândia, França, Gâmbia, Gana, Índia, Jamaica, Líbano, Malásia, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Palestina, Portugal, Reino Unido, Síria, Togo e Tunísia. Burundi e Malásia são estreias no festival.

No périplo pelo programa de concertos, começamos por referir os músicos que já se tornaram clássicos nos territórios em que se movimentam: Inner Circle, no reggae jamaicano; Ladysmith Black Mambazo, na música vocal sul-africana; Chico César, na música do nordeste brasileiro; António Marcos, na marrabenta de Moçambique; e Omar Souleyman, no dabkelevantino. O fenómeno da rumba flamenca estará representado em Sines pela formação Gipsy Kings by Diego Baliardo, que junta um guitarrista histórico do grupo a músicos da nova geração.

A 21.ª edição do festival será também marcada pela afirmação da criatividade feminina, com destaque para as artistas africanas: Sona Jobarteh (da Gâmbia), Dobet Gnahoré (da Costa do Marfim) e três vozes de Cabo Verde: Lucibela e a dupla Tété & Sara Alhinho. Da Ásia, vem um grupo formado só por mulheres – The Tune, da Coreia do Sul – e um grupo malaio liderado por uma mulher: The Venopian Solitude.

As músicas da Europa e dos EUA programadas têm em comum a abertura a outras culturas.

De França, chegam três grupos com ligações à música das três margens do Mediterrâneo – Fanfaraï Big BandRevolutionary Birds e Al-Qasar. No caso do trio Sax Machine, França recebe influências na música negra americana.

A Londres multicultural traz também uma delegação de peso: Kokoroko, grupo formado por músicos com raízes africanas; Nubya Garcia, saxofonista de origens caribenhas; e JP Bimeni, músico nascido no Burundi refugiado no Reino Unido.

As duas bandas alemãs programadas são outro exemplo de uma Europa acolhedora. LaBrassBandajunta a música festiva da Baviera a ritmos de todo o mundo. No caso de Shantel & Bucovina Club Orkestar, são as músicas dos Balcãs e do Mediterrâneo, entre outras, que inspiram a dança.

De Nova Iorque, a metrópole cosmopolita por excelência, vêm ao festival duas orquestras com matriz no afrobeat – Antibalas e Underground System– e uma terceira, Red Baraat, em que o bhangraindiano é o ingrediente principal.

O lado mais multicultural da capital portuguesa também estará presente, através de três exemplos do novo “som de Lisboa”, que recupera a ligação africana: Dino D’SantiagoBranko e Batida apresenta: IKOQWE.

Rincon Sapiência, revelação da música urbana, e duas cantautoras, Luedji Luna e Flavia Coelho, trazem música do Brasil ao FMM Sines. Ainda da América do Sul, recebemos um grupos ponta-de-lança da nueva cumbia colombiana, Frente Cumbiero.

Além dos já citados, vêm ao FMM mais três nomes de África, dois deles promovendo regressos às origens: ao som clássico de Lomé, no caso de Vaudou Game; e ao highlife do Gana, no caso do grupo Santrofi. Para o nigeriano Keziah Jones, África é indissociável da grande música afro-americana, dos blues ao funk.

Entre a Europa, a Ásia e África, o Levante tem, além do sírio Omar Souleyman, mais três representantes no alinhamento do FMM Sines 2019: um libanês – a banda de blues-rock The Wanton Bishops – e dois palestinos, Le Trio Joubran e Zenobia.

Da Índia, o festival recebe música ainda próxima ao folclore, com o trio The Barmer Boys, do Rajastão, e uma artista, Susheela Raman, para quem as raízes no sul do país são apenas uma das matérias-primas de muitas viagens e experimentações.

A música folk, sempre presente no alinhamento do festival, tem em 2019 uma grande força ibérica, com as bandas portuguesas Ronda da MadrugadaGaiteiros de Lisboa e Tranglomango e os galegos Davide Salvado e Banda das Crechas. No caso do agrupamento SANS, a folk serve para ligar a Europa de ponta a ponta, com músicos do Reino Unido, Finlândia e Arménia.

O jazz faz parte da formação musical de muitos artistas já referidos, mas, na componente vocal, tem na belga Melanie di Biasio a grande figura desta edição do FMM.

Também da Bélgica, embora com raízes portuguesas e cabo-verdianas, estreia-se em Sines a revelação Blu Samu, artista entre a soul, o jazz, o funk e o rap.

A juntar ao novo som afro de Lisboa e à folk, o retrato da diversidade da música feita em Portugal completa-se com a experiência de música e dança Ethno Portugal, o grupo de pop-rock alentejano Virgem Suta e o projeto Montanhas Azuis, que junta três artistas de personalidade artística vincada – Marco Franco, Norberto Lobo e Bruno Pernadas.

Para aos adeptos da música trance, estará em Sines um dos grupos que cultiva a sua vertente mais orgânica: La P’tite Fumée, de França.

Além dos concertos, a 21.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas Mundo irá oferecer um programa de iniciativas paralelas, com animação de rua e dos palcos, exposições, ateliês e espetáculos para crianças, encontros com artistas do festival, oficinas de música, visitas guiadas, feira do livro e do disco, encontros com escritores, ciclo de cinema e sessões de contos.

As entradas para os espetáculos já estão à venda, sendo necessários bilhetes para os concertos noturnos no Castelo (este ano com início mais cedo, logo a partir das 21h00) e no auditório do Centro de Artes de Sines. Os concertos em Porto Covo, no palco da Avenida Vasco da Gama e no Largo Poeta Bocage são todos de entrada livre. São também de entrada livre os espetáculos das 18h00 no Castelo.

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é uma organização da Câmara Municipal de Sines.