Sines: Identificado por ameaças com arma de fogo e posse ilegal de armas

O Comando Territorial de Setúbal, através do Posto Territorial de Sines, durante o dia de ontem, identificou um homem de 79 anos por ameaças com arma de fogo e posse ilegal de armas.

No âmbito de uma investigação por ameaças com recurso a arma de fogo, os militares da Guarda apuraram que o suspeito não tinha licença de uso e porte de arma. No seguimento das diligências policiais, foi efectuada uma busca domiciliária que culminou na apreensão do seguinte material:

· Uma arma de caça;

· Uma arma de ar comprimido;

· Duas réplicas de armas de fogo;

· Um machado;

· Sete cartuchos de calibre 12.

O suspeito foi constituído arguido, e os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Sines.

Câmara de Sines faz entrega de refeições escolares ao domicílio.

A Câmara Municipal de Sines, atendendo à decisão do Governo de suspender as actividades letivas por 15 dias, determinou medidas excepcionais sobre refeições escolares no concelho, procedem a entregas de refeições em casa dos alunos, evitando assim deslocações e a concentração de pessoas nas horas de levantamento das refeições.

A autarquia informa que serão fornecidas refeições escolares a alunos do pré-escolar e dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, estendendo-se igualmente este serviço aos alunos do ensino secundário que sejam beneficiários do Escalão 1 do Escalão 2 da Acção Social Escolar (serviço habitualmente tratado pelo Ministério da Educação).

O Município irá apoiar as famílias dos alunos do pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, beneficiários dos Escalões 1 e 2 da Ação Social Escolar, no entanto, estes devem contactar os serviços municipais de Educação através do telemóvel 968 491 547 ou do endereço de correio eletrónico educacao@mun-sines.pt, até às 12h00 do dia anterior, para efectuar marcação.

O mesmo processo aplica-se para os alunos do 2º e 3º ciclo e secundário, onde poderão requesitar a sua refeição através do email: almoco.sines@gmail.com

As famílias dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos (5.º ao 9.º anos), beneficiários do Escalão 1 e 2 da Acção Social Escolar, que frequentam a Escola Vasco da Gama devem contactar os serviços, através do telefone 269 870 490 ou do endereço de electrónico almoco.sines@gmail.com, até às 12h00 do dia anterior, para efectuar marcação.

As famílias dos alunos do 3.º ciclo e secundário, beneficiários do Escalão 1 e 2 da Acção Social Escolar, que frequentam a Escola Poeta Al Berto devem contactar os serviços através do telefone 960 471 977, até às 12h00 do dia anterior para efectuar marcação.

Porto de Sines fecha 2020 a crescer 13% nos contentores.

O Porto de Sines encerrou 2020 com um aumento da carga contentorizada de 13% em relação ao ano anterior. Este foi o terceiro melhor resultado de sempre em termos de movimentação de contentores, com a particularidade de ter sido alcançado num contexto pandémico em que as projeções mundiais apontam para um decréscimo neste segmento. Na carga contentorizada importa ainda destacar o aumento do volume relacionado com o hinterland que representa já mais de 442 mil TEU, demonstrando a crescente importância de Sines nos fluxos de importação e exportação das empresas.

No segmento dos granéis líquidos registou-se um ligeiro crescimento de 1% em relação a 2019, para um total de 21,5 milhões de toneladas. Neste segmento, assumem especial relevância a receção de mais de 8,3 milhões de toneladas de crude para abastecimento da refinaria de Sines, a movimentação de 7,3 milhões de toneladas de refinados (gasolinas, gasóleos e similares), na sua maioria para exportação, e ainda a receção de mais de 4 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL), que representam mais de 90% das necessidades do país em gás natural.

O segmento dos granéis sólidos apresentou um resultado negativo, com uma quebra de 80% da movimentação, explicada pelo anunciado encerramento das centrais termoelétricas a carvão. A quebra na movimentação deste mineral insere-se no âmbito do plano de descarbonização da economia que tem tido impacto na movimentação do Porto de Sines nos últimos anos e que, em 2020, representou menos 2,5 milhões de toneladas movimentadas.

Na soma dos três segmentos de carga, o Porto de Sines encerrou o ano com uma movimentação total de 42,2 milhões de toneladas em todos os terminais portuários, refletindo um crescimento de 1% face ao ano transato.

2020 foi também o ano em que o Porto de Sines apresentou o novo plano estratégico, orientado para o reforço da centralidade e da conectividade assente num modelo de gestão de rede ou de coordenação do sistema, e um compromisso firme com a sustentabilidade ambiental e social, preparando o porto para um futuro cada vez mais moderno, inovador, digital e eficiente.

2020 foi um ano diferente de todos os outros. O contexto pandémico em que vivemos obrigou as empresas a adaptarem-se a novas realidades e a encontrar novas soluções para servir os clientes. Os resultados positivos alcançados pelo Porto de Sines, tanto na movimentação total como, particularmente, na carga contentorizada demonstram a capacidade e resiliência de todos os que trabalham nesta infraestrutura portuária e que garantem uma resposta adequada às necessidades das empresas localizadas do hinterland, tanto em Portugal como em Espanha.

Covid-19 “cancela” Carnaval de Sines 2021

“Queremos fazer a festa e ir para a rua, mas só quando as coisas estiverem bem”, diz presidente da associação local do Carnaval. “Essa deve ser a nossa principal preocupação, que se cuidem das vidas humanas primeiro”.

A Associação de Carnaval de Sines, decidiu cancelar os festejos da edição deste ano do Carnaval devido à pandemia de covid-19.

“O Carnaval de 2021 está cancelado, assim como alguns projectos que tínhamos pensado para assinalar a data. Com o aumento de casos de covid-19 na região e no país já não vai ser possível”, avançou à agência Lusa o presidente da associação de Carnaval de Sines, Rui Encarnação.

A decisão foi tomada na sequência do confinamento geral determinado pelo Governo, em vigor a partir desde quarta-feira, que compromete a realização de algumas iniciativas, previstas para o mês de Fevereiro, como forma de assinalar uma festa que envolve toda a comunidade.

Os Skalabá Tuka anunciou há pouco tempo uma parceria com a associação de Carnaval que estava a ser estudada, caso os números [covid-19] se mantivessem baixos. Como isso não aconteceu, decidimos que o melhor seria cancelar”, adiantou.

Assim, a associação decidiu não avançar com algumas das iniciativas programadas, como o desfile de um “trio eléctrico” pelas ruas da cidade, um evento online e uma exposição no Centro de Artes de Sines.

No entanto, indicou, a associação está “a ponderar, em conjunto com a Câmara Municipal de Sines, lançar um vídeo do início do Carnaval para que a data não passe em branco”.

“Queremos fazer a festa e ir para a rua, mas só quando as coisas estiverem bem e essa deve ser a nossa principal preocupação, que se cuidem das vidas humanas primeiro. Quando o Carnaval de Sines voltar será uma grande festa da união”, realçou.

Segundo Rui Encarnação, esta situação representa “prejuízos para a associação”, que “não está a conseguir cumprir com os acordos de pagamentos com as empresas” referentes a dívidas.

“A nossa grande fonte de receita é o Carnaval, além de outros eventos como as Tasquinhas de Sines e a festa de Passagem de Ano, onde era possível angariar algum dinheiro para cumprir com esses acordos de pagamento relativamente a dívidas do passado”, lamentou o responsável.

Para conseguir ultrapassar esta situação, a associação “conta realizar alguns eventos, mesmo que não sejam físicos, para tentar angariar alguma verba e cumprir com todas as obrigações”.

Os festejos, que se celebram em Sines desde 1926, contaram o ano passado com a visita de 50 mil pessoas e a participação de cinco escolas de samba, 17 carros alegóricos, 15 grupos alegóricos e oito foliões.

Durante os três dias de folia, além dos desfiles na principal avenida da cidade, incluindo o corso nocturno, o programa do Carnaval costuma incluir desfile de matrafonas, baile de máscaras sénior, torneio de futebol trapalhão, bailes nocturnos e o já tradicional enterro do Entrudo. 

Sines: Número de pescadores reduzido a um terço.

Original do Diário do Alentejo.

Restam apenas 236 pescadores em atividade no porto de Sines. Um terço dos 708 que exerciam a profissão em 2015. Os números, recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), traduzem uma realidade pré-pandemia de covid-19. Pelo que a sua atualização deverão revelar uma realidade ainda mais preocupante para a economia local.

Em março deste ano, no advento da pandemia, Ricardo Santos presidente da Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sines e Sesimbra (Sesibal), dizia, desalentado, que já não valia a pena “ir para o mar”. Estávamos no início da crise pandémica e a situação, daí para cá, agravou-se com as medidas de contenção exigidas aos vários setores da economia. Na altura, o presidente da Sesibal, reconhecia que o setor estava envelhecido e constatava que nem metade dos barcos andava no mar.

Queixava-se ainda de uma brutal queda dos preços na lota, mas denunciava o aumento do preço do pescado nos supermercados onde, a título de exemplo, a cavala fresca era vendida a três euros por quilo, qualquer coisa como 13 vezes mais do que recebiam os pescadores na primeira venda.

Dina Baião, da direção da Associação de Armadores de Pesca Artesanal do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina (Aapacsacv) confirma os dados revelados pelo INE e justifica a situação “com a falta de atratividade do setor que se caracteriza pela incerteza do valor do rendimento mensal”. Mas não só. Esta dirigente aponta ainda o dedo às “restrições impostas pela tutela e pela União Europeia, como sejam, a redução de áreas de pesca, imposição de quotas de pesca, excesso de burocracia e fiscalização efetuada por extenso rol de entidades” como causa da desistência desta atividade.

“Os mais velhos reformam-se e os mais novos, na sua maioria, optam por trabalhar em empresas locais ou vão para fora do país”, diz Dina Baião ao “Diário do Alentejo”. No entanto, acrescenta, esta situação “poderá  ser invertida se houver um incentivo do Estado para a reestruturação da frota da pesca artesanal, que constitui cerca de 90 por cento da frota pesqueira, permitindo a renovação e modernização destas embarcações que se encontram envelhecidas, tornando-as mais competitivas e otimizando as condições de trabalho a bordo”.

Dina Baião admite que o Governo tem feito um “esforço” para reduzir a burocracia, mas constata “que ainda não se relevou suficiente e que constitui um entrave ao regular funcionamento da atividade”, concluindo que o cenário descrito não permite motivar “o interesse dos mais jovens” pela pesca profissional, o que a curto prazo “coloca em risco a sua subsistência”.

Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara de Sines, confirma a redução do número de pescadores matriculados no que diz ser “uma tendência a nível nacional desde pelo menos a década de 80”. Para o autarca “os números do INE apontam para que nesta região se acompanhe essa tendência, particularmente, no segmento da pesca polivalente”.

No entanto, o presidente da Câmara ressalva que os dados estatísticos se referem aos portos abrangidos pela Capitania de Sines, que, “para todos os efeitos”, representa a pesca em todo o Alentejo e não apenas no concelho de Sines, “muito embora o porto de Sines seja de longe o maior da região”. Mesmo assim, a situação “é preocupante pela importância que a pesca tem para Sines e para a região, que vai muito além da simples dimensão económica e do peso que o setor tem no emprego”.

Quanto ao efeito que o declínio da atividade e a pandemia teve noutros setores, como, por exemplo, a pesca de lazer, ou a habitação turística e a restauração, Nuno Mascarenhas diz não ter números concretos, admitindo, porém, que possa ter tido “algum impacto”. No entanto, explica, “a multiplicidade de causas para a diminuição de receita na habitação turística e na restauração não permite limitá-la unicamente à provável quebra da atividade de pesca turística ou de lazer.  

Texto de autoria de Aníbal Fernandes – Diário do Alentejo – 18.01.2021.

Escolas fecham amanhã. Explosão de casos entre jovens leva Governo a tomar medidas.

A explosão de casos entre jovens no grupo etário entre os 13 e os 17 anos será uma das razões para o Governo antecipar o encerramento das escolas, medida que até agora tem vindo a ser sucessivamente adiada pelo Governo, especialmente por António Costa, apesar da descontrolada evolução da pandemia em Portugal.

Os últimos dias têm sido os mais negros desde o início da pandemia, piores até do que os que obrigaram ao encerramento das escolas no primeiro confinamento, em 2020.

Marcelo Rebelo de Sousa tem sido um dos maiores defensores do encerramento das escolas e fez mesmo pressão para que a medida fosse antecipada. As autarquias e os directores das escolas defendem a mesma solução para evitar uma ainda maior propagação do vírus.

A reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira deverá oficializar a medida e António Costa falará ao País cerca das 13h00. A medida deverá atingir todos os níveis de ensino e não deverão existir excepções.

Reabilitação da Travessa “Ti Carlota” teve início.

A Câmara Municipal de Sines iniciou ontem a empreitada de reabilitação da Travessa da Ti Carlota, situada entre o Estádio Municipal de Sines e a Escola Vasco da Gama.

Serão realizados trabalhos de desmatação, limpeza do talude, instalação de vedação metálica, pavimentação, rede de drenagem de águas, rede de IP e colocação de bancos e árvores.

A empreitada é um investimento de 126 577 € e tem um prazo de execução de 60 dias.

Covid-19. Testes rápidos nas escolas arrancam esta quarta-feira

A campanha de testagem rápida, com recurso a testes de antigénio, vai arrancar esta quarta-feira nas escolas secundárias localizadas em concelhos que se encontram actualmente em risco extremamente elevado de contágio.

O anúncio, que foi feito tarde pelos Ministérios da Saúde e da Educação num comunicado enviado às redações, foi corroborado horas depois pelo primeiro-ministro, na Assembleia da República.

Em caso de identificação de surtos activos, a testagem, que irá decorrer em instituições públicas e privadas, será intensificada.

“A realização de testes de antigénio visa aumentar a rapidez da detecção e rastreamento de eventuais casos de SARS-CoV-2, em alunos, pessoal docente e não docente”, pode ler-se no comunicado.

Para esta testagem, as autoridades de saúde “(…) elaboraram um modelo de consentimento informado a obter junto dos encarregados de educação”, ou seja, caberá aos diretores de agrupamentos e escolas recolher o consentimento dos encarregados de educação no caso dos alunos menores e assegurar as condições logísticas necessárias à realização dos testes.

Escola Vasco da Gama em 2° Lugar Nacional na Recolha de Resíduos Eléctricos

A Escola EB 2,3 Vasco da Gama, em Sines, foi a 2.a
escola do País que mais Resíduos de Equipamentos
Eléctricos e Electrónicos (REEE) e pilhas recolheu no âmbito da 12.a edição da campanha Geração Depositrão, referente ao ano lectivo 2019-2020.
A recolha nesta escola de Sines, que atingiu as 14
toneladas, representou quase metade dos resíduos
recolhidos em todas as escolas do distrito de Setúbal participantes – cerca de 31 toneladas -, contribuindo decisivamente para que este distrito integrasse pela primeira vez o top 5 do ranking nacional. Promovida em parceria pela ERP Portugal, Entidade Gestora de Resíduos, e o Programa Eco-Escolas, a campanha permitiu às escolas e entidades aderentes recolherem, no último ano lectivo, cerca de 385 toneladas
de REEE e 15 toneladas de pilhas, depositadas num total de 427 pontos espalhados por todo o País.
A cerimónia final da 12.a edição da iniciativa decorreu a 12 de janeiro, em formato “online”, e contou com a presença da vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Sines, Paula Ledo.

Porto de Sines pode receber interposto de exportação de fruta e carne brasileira.

Após contactos dire tos entre os dois Ministérios da Agricultura, está em cima da mesa a possibilidade de implantação em Sines de um terminal para exportação de frutas e carnes brasileiras para outros países europeus, para o norte de África e para o Médio Oriente.

“A CPLS – Comunidade Portuária e Logística de Sines celebrou um protocolo de cooperação com a Câmara de Comércio Brasil Portugal – Centro Oeste (CCBP-CO) com o objetivo de estudar e promover uma solução logística eficaz e eficiente para a exportação de produtos agropecuários brasileiros pelos portos brasileiros, preferencialmente os localizados no Arco Norte, com destino à Europa e ao Norte de África, através do porto de Sines”, revela um comunicado da Comunidade Portuária de Sines. 

A CCBP-CO representa os interesses dos produtores do Centro Oeste do Brasil que, na sua totalidade, são responsáveis por cerca de 45% de toda a produção agrícola brasileira.