A entrega de Nástio Mosquito ao concerto de Sines

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O multifacetado artista angolano Nástio Mosquito foi a estrela da noite. A sua visão do mundo, de Angola, da vida, chamaram ao recinto do Castelo de Sines muitas pessoas. Mas a noite ficou ainda marcada por Mulatu Astatke e Mélissa Laveaux.

 

O Castelo esteve quase cheio para assistir a mais uma noite do Festival Músicas do Mundo (FMM). Os portugueses Galandum Galundaina abriram o palco do Castelo que trouxeram a Sines os ritmos de Miranda do Douro, cantando em mirandês.

Num passeio até à Avenida da Praia, os Arreola+Carballo trouxeram ao FMM uma fusão entre o rock (por vezes “pesado”) e o recitar de poesia em espanhol e em náhuatl, língua falada por dois milhões de mexicanos. Um concerto que hiptnotizou muitos dos presentes. A influência da literatura e poesia vem desde a infância, pois os irmãos Alonso e Chema são netos de um popular escritor mexicano, Juan José Arreola – conhecem e gostam de autores portugueses como Fernando Pessoa e José Saramago – por isso decidiram juntar a essa paixão a do rock. Mardonio Carballo recita e canta os temas.

Mulatu Astatke foi um dos grandes concertos da noite. O músico etíope compõe e toca diferentes instrumentos. Considerado o pai do ethio-jazz, mistura ainda um pouco de jazz e música latina. O público gostou e não foi fácil para Astatke sair de palco devido os pedidos para tocar mais.

À espera estava Nástio Mosquito, um dos concertos mais aguardado. Em palco, o artista angolano entrega-se como poucos às suas performances. Comunica constantemente com o público, mas é através das suas letras e a forma intensa como as interpreta que agarra a atenção e cativa tantas pessoas. Recentemente Nástio Mosquito editou o álbum “Se Eu Fosse Angolano”, no qual é autor e compositor de todos os temas. E não esquecer que Nástio Mosquito também é um artista plástico com exposições em Inglaterra, EUA, Japão, Brasil e também em Portugal, no Museu Berardo.

“O festival é tremendo. Estou muito contente por aqui estar, com casa cheia”, salientou Nástio Mosquito. A forma como se dedica nos seus concertos fica comprovada ao admitir que nem se apercebe da reacção do público. “Estou tão focado em dar o meu melhor que nem percebi”, confessou, mas acrescentou que sentiu “ser muito exigente”.

Para finalizar a noite no Castelo, o estilo pop, com o toque de folk de Mélissa Laveaux trouxe ritmos diferentes. Valei a pena esperar pelo espectáculo da cantora do Canadá, com origens no Haiti (os seus pais) que devia ter sido na quarta-feira, mas devido a um problema de voos foi adiado um dia.

Mas a noite em Sines ainda estava longe de terminar. Na Avenida da Praia subiram ao palco os colombianos Meridian Brothers e para as 04.00 estava previsto o indiano Niladri Kumar encerrar os concertos.

Para hoje, o português que quase é um sinónimo de cavaquinho, Júlio Pereira, sobe ao palco do Castelo às 19.00. Do Irão chega Mohammad Reza Mortazavi (20.15, na Avenida da Praia. Às 21.45 realiza-se um dos espectáculos mais aguardados do FMM. Uma das vozes de referência da nova geração do fado, Gisela João, atua no Castelo e partir das 21.45. Segue-se Tigran (Arménia), Anthony Joseph (Trinidad e Tobago), Mó Kalamity & The Wizards (Cabo Verde/França) já na Avenida da Praia. Os sérvios Shazalakazoo fecham, a partir da 04.15 o penúltimo dia do festival em Sines.

Notícias de Sines com DN

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