Hospital do Litoral Alentejano recusa degradação da Urgência

O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) recusou, a acusação de “degradação” do Serviço de Urgência do hospital  feita pelos chefes de equipa demissionários.

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Em comunicado enviado à agência Lusa, o Conselho de Administração (CA) da ULSLA confirma a recepção, por parte do Director clínico dos Cuidados de Saúde Primários, de um “abaixo-assinado, no qual catorze médicos do Hospital do Litoral Alentejano informam que se recusam a continuar a assumir a Chefia da Equipa de Urgência, alegando não terem condições”.

Na carta, a que a Lusa teve acesso, os médicos apontam “desconformidades sistemáticas da escala de urgência, nomeadamente do Atendimento Geral e do Atendimento Pediátrico”, que o CA da ULSLA recusa, contrapondo com escalas “já elaboradas e aprovadas” para o mês de março.

“É de salientar que apenas está por aprovar a designada escala de “1.º Atendimento”, onde faltam completar três turnos e três meios-dias”, indica a entidade, esclarecendo que este serviço funciona com recurso a dois médicos prestadores de serviços.

Na falta de um elemento, explica a ULSLA, que abrange os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, “existe uma equipa de médicos especialistas de retaguarda”, que inclui cerca de 10 elementos de várias especialidades.

O CA reconhece, contudo, que “existem problemas resultantes, entre outros, da falta de médicos na instituição”, o que se reflete no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica (SUMC), mas também nas restantes valências da ULSLA, incluindo os centros de saúde e os serviços de urgência básica.

A administração refere igualmente que a “orgânica do SUMC” é uma das suas “prioridades”, mas que “ainda não foi possível fechar este assunto, dado que existe uma enorme falta de médicos”, bem como “uma grande resistência à mudança”.

Para assegurar os serviços, a ULSLA diz precisar de 186 médicos, dispondo atualmente apenas de 79.

De acordo com os médicos, o CA “nunca se mostrou realmente interessado em discutir a problemática”, mas este indica que foram realizadas oito reuniões sobre o assunto e identificados 16 pontos “como eventuais melhorias”.

Inclusivamente, na quinta-feira, dia em que os chefes de equipa entregaram a carta recusando continuar a assumir o cargo, foi realizada uma reunião com “alguns médicos subscritores”, na qual “foram avançadas algumas eventuais soluções para melhoria do SUMC”, refere o CA.

Os clínicos afirmam também que não houve “reforço das equipas”, conforme “orientações da tutela”, no âmbito do Plano de Inverno 2015, ao que o CA responde que, “até ao momento”, não foi necessário “ir além” do primeiro nível do seu Plano de Infeções Respiratórias.

A administração da ULSLA afirma ainda desconhecer “qualquer alteração relevante” no que diz respeito à integração da Unidade de Cuidados Paliativos na Rede Nacional de Cuidados Continuados, apesar de os médicos garantirem que tal irá “agravar a capacidade de escoamento do Serviço de Urgência”.

A entidade informa igualmente que está em fase de conclusão o término do projeto de ampliação do SUMC, que irá “criar melhores condições físicas, técnicas e funcionais para o serviço e os seus utentes”.

Notícias de Sines com Lusa

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