Como Sines se veste a rigor para receber o mundo

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A cidade, “triste ao longo do ano”, por estes dias veste calças largas e lenços na cabeça para receber nomes como Salif Keita ou os LA-33.

Samba e batucada entram ouvidos dentro. Os olhos veem o mar da baía de Sines à frente e, atrás, a subida que leva à muralha do castelo. Em torno daquele lugar da avenida da Praia onde os Skalaba Tuka tocam freneticamente os seus instrumentos de percussão (feitos ali mesmo, em Sines, por uma empresa que faz estruturas para as linhas de fábricas) muitos corpos dançam por entre uma e outra bolha de sabão que se passeia pelo ar ou pelas pessoas que vão saindo da praia. Era o quinto dia do Festival Músicas do Mundo (FMM), segundo em Sines, após Porto Covo.

Paula está sentada num banco, observa quem dança. “É uma cidade assim um bocado triste ao longo do ano e o festival traz muita animação”. Aos sábados, quando não está na recepção do hotel em que trabalha, aproveita os concertos. Lembra-se de um grupo que viu uma vez. “Muito bom, qualquer coisa Bordel…” Gogol Bordello. “Isso mesmo.” Estávamos em 2006. Nesta edição de que o maliano Salif Keita (sábado às 00.15) é cabeça de cartaz, contam-se 17 anos de FMM.

João Matos, o maestro que está no centro formado pelos Skalaba Tuka para por um momento os apitos e tambores. Conta que, no Carnaval, são cerca de 35 elementos. Agora são menos, de um número que a dança constante impede de contar.

Notícias de Sines com DN

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