Legislativas 2015: Manuel Coelho do Livre/Tempo de Avançar responde ao nosso Desafio.

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Questões e Problemas:

I – Quais os problemas do Distrito e de Sines

1 – Os problemas mais sentidos pela população do Distrito de Setúbal e de Sines, são, em primeiro lugar:
O desemprego – que atinge dezenas de milhares de jovens e trabalhadores de outros extratos etários;
O trabalho precário – com baixíssimos salários e sem qualquer segurança no presente e no futuro.
A falta de apoios e incentivos às pequenas e médias empresas – para se dinamizarem e criarem emprego.
A dramática falta de médicos de família nos Centros de Saúde e o caos nos Serviços de Urgência dos Hospitais que não conseguem responder às necessidades dos doentes, com consequências graves para a saúde das pessoas, particularmente os idosos.
As deficientes acessibilidades aos serviços de saúde e a desarticulação dos serviços de transportes rodoviários e ferroviários;
O endividamento à banca das famílias com menores recursos – com a perda de habitação por não conseguirem pagar os custos dos empréstimos.

2 – Os problemas estruturais são a falta (e a necessidade urgente) de redinamização da economia; da reindustrialização na Península de Setúbal e de Sines, como um dos maiores Pólos Económicos e Industriais do País.
A redinamização da Agricultura e das Pescas – através da criação de empresas, com incentivos económicos, inovação e preços justos pelos bens que produzem;
O desenvolvimento do Turismo a nível Regional – com programas de inovação e da sua promoção no País e no estrangeiro – que mostrem a qualidade dos recursos desta Região e atraiam investimentos e turistas.

II – Soluções
Saúde – Dar prioridade à Rede de Cuidados Primários de Saúde, dotando-a do número de médicos de família necessários para se garantir uma prestação de cuidados de saúde de qualidade a todas as pessoas e aliviar os Serviços de Urgência dos Hospitais – que são caóticos e com deficiente resposta aos doentes.
Investir nas Especialidades dos Hospitais – garantindo respostas em todas as Especialidades médicas e cirúrgicas, acabando com os tarefeiros e com as longas listas de espera para consultas e tratamentos. Com estas medidas consegue-se resolver os problemas aos doentes e reduzir custos, tendo em conta os custos da irracionalidade atual.
O desemprego está ligado às políticas da economia e desenvolvimento económico e social. Investir num programa de criação de emprego, abrangente – para os jovens e quadros qualificados; para os desempregados em geral, através de estímulos à dinamização da economia, com apoio às pequenas e médias empresas.
Reindustrialização com a criação de empresas âncora: na península de Setúbal e em Sines, que produzam bens de valor acrescentado para consumo interno e, principalmente, para exportação melhorando a Balança Comercial e a Economia do País.
Estudar o Terminal Portuário do Barreiro; dinamizar o Porto de Setúbal.
Em Sines, é prioritário e fundamental um investimento vultuoso na expansão do Terminal de Contentores, que garanta a competitividade deste Porto com os do Sul de Espanha – com a correspondente criação de milhares de postos de trabalho e a atração de novas empresas com diversificação da atividade económica deste Pólo Portuário / Industrial e de Serviços – que vai também beneficiar o emprego e a economia dos concelhos limítrofes.
É urgente construir a nova Ferrovia de Mercadorias Sines – Poceirão – Espanha, como um elemento determinante na competitividade deste Porto e deste Polo Económico Internacional.
É urgente uma Rodovia em perfil de auto-estrada para dinamizar o Turismo nesta Região: Setúbal – Costa Litoral e Alentejana – com repercussão na criação de postos de trabalho e na economia local e regional.
É imperativo continuar a investir na qualidade da Escola Pública e no Ensino Profissional – como garante da qualificação de todas as crianças e jovens, numa política de inclusão e de garantir oportunidades para todos – no acesso ao emprego e perspetivas de vida digna.
É necessário um Programa que resolva o drama do endividamento das famílias e a salvaguarda do direito às suas habitações.
São necessárias políticas de qualificação das Cidades e Centros Urbanos com Programas de Regeneração Urbana – espaços públicos humanizados e atrativos – à população local e aos turistas.
São necessárias políticas de apoio e suporte aos idosos, nos seus problemas de saúde e de isolamento, numa política solidária de coesão, humanização e na qualidade de vida destas pessoas.

III – Perspetivas para o Futuro de Sines
Esta região tem uma posição geográfica privilegiada com recursos naturais e endógenos extraordinários.
O Mar é a nossa marca forte e decisiva: no Turismo; nos Portos e Atividades Económicas associadas às operações portuárias e à circulação de cargas – com a criação de grandes e pequenas empresas associadas às atividades portuárias – e que criam milhares de postos de trabalho.
As Pescas continuam a ser um potencial a desenvolver, tendo em conta a qualidade do pescado; a gastronomia – ligada aos produtos do mar. É imperativo defender e promover a actividade da pesca e os direitos e interesses dos pescadores e armadores – na transformação e comercialização do pescado.
A agricultura e a industria agropecuária devem ser desenvolvidas na Península de Setúbal; no Vale do Sado e no Sul do Distrito.
É nosso dever lutar pelo desenvolvimento da agricultura, da agropecuária, com políticas de apoio aos agricultores, disponibilizando-lhes formação, programas de inovação – e garantia de escoamento das suas produções a preços justos.

IV – Que contributo pode dar o Livre / Tempo de Avançar para o Distrito e Sines
O Movimento Livre / Tempo de Avançar – é uma organização jovem, dotada de pessoas experientes, qualificadas, e de muitos jovens e extratos sociais que querem trabalhar para uma nova ação política agregadora das forças progressistas, num programa voltado para a solução dos problemas reais e sentidos das pessoas, que defenda a justiça social, o combate à pobreza, às desigualdades e promova o desenvolvimento económico e social do nosso País.
Propor entendimentos e alianças com todas as forças progressistas para construir uma nova governação, liberta do poder financeiro especulativo;
Pugnar por uma nova União Europeia inclusiva, promotora da coesão e não das desigualdades entre Povos e Países.

V – Qual o impacto das eleições em Sines
O impacto destas eleições em Sines, depende muito dos resultados eleitorais e da manifestação de vontade dos novos militantes em continuarem a trabalhar para defender o desenvolvimento deste município, da região litoral e do nosso País.

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