Arte contemporânea e pintura realista dialogam em Sines

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A nova exposição do Centro de Artes de Sines, “Da Raiz”, é inaugurada no dia 21 de novembro, às 18h00. Da raiz da terra chegam os materiais utilizados pela artista contemporânea Andreia Tocha, cuja mostra Fata Morgana constitui a primeira metade desta exposição. Da raiz desta terra, Sines, chegam as vivências e representações criadas por Madalena Palminha e pelas alunas de Ateliê de Pintura do Centro de Artes de Sines. Do encontro destas raízes espera-se que frutifique a união – ou pelo menos, a compreensão – entre arte contemporânea e representações realistas do que nos rodeia.

Andreia Tocha, na sua mostra Fata Morgana, cria um jogo de ilusão, de fadas, de imaginário repleto de lentes, luzes, espelhos, cerâmicas desconstruídas, cortiça e ninhos. Observa-se uma proximidade com a obra de Bordalo, de crítica, de olhar de soslaio para a vida, de a espreitar por curiosidade pura, de a ver com outros olhos. Usando um modo muito próprio do humorista, Andreia brinca, joga, cria novos reais com materiais e objetos que nos são familiares.

Madalena Palminha trabalha óleo e pastel seco em pinturas realistas que espelham Sines, os seus lugares e as suas gentes. Madalena dinamizou também o Ateliê de Pintura do Centro de Artes de Sines em 2014/2015 e algumas das obras aí realizadas estarão igualmente expostas, como uma merecida homenagem à dedicação de Maria Lucília Figueira, Isabel Medeiros, Maria Isabel Confeiteiro, Manuela Coutinho, Maria do Céu Lopes Paulo, Maria Manuela Baia-Baia, Lestina Carrinho e Maria Cristina Rombo.

Andreia Tocha vive e trabalha em Lisboa. Estudou design industrial e concluiu a sua licenciatura no ano de 2003. Chamada de “untitled artist”, pelas suas múltiplas facetas, tem vindo a explorar a luz e os seus efeitos no seu trabalho. Um dos primeiros e mais marcantes temas que desenvolveu foi objetos de luz, os quais assentam no conceito “das coisas nascem coisas”, apresentados na exposição de design “Elogio da Sombra” (Lisboa, 2011). Continuou a desenvolver os seus projetos em instalações como “Precisão Arbitrária” (Megarim-adn, Lisboa, 2012) e “Os Abanicos” (Centro de Artes de Sines, 2013); ou em “Super Súber”, design de mobiliário em cortiça (no âmbito da Experimenta Design, na Galeria Bessa Pereira, Lisboa 2013). Tem participado em diversas exposições coletivas em Portugal e Espanha.

Madalena Palminha inicia a sua relação com a pintura aos 15 anos, idade com que pinta as primeiras telas. Desde então, percorre um percurso autodidata de experimentação, exploração e descoberta, sempre focado na pintura realista. Frequenta vários cursos de pintura sobre as técnicas clássicas da pintura a óleo e, atualmente, está a concluir a sua formação em Estudos Artísticos. Tem participado em várias exposições, particulares e coletivas, e ministra aulas de iniciação à pintura a óleo.

A exposição pode ser visitada até 17 de janeiro de 2016, todos os dias, entre as 14h00 e as 20h00. A entrada é livre.

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