Portugal está na moda e todos os anos bate recorde de turistas

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Sector é responsável por cerca de 6% do PIB, emprega 8,2% da população e continua a criar postos de trabalho apesar da crise económica do país.

Aumentar o número de receitas do turismo é a grande aposta do sector, que todos os anos bate recordes em termos de visitantes. Só no ano passado recebemos 16 milhões de turistas e a ideia é continuar a subir. Do início do ano até Agosto recebemos mais de 11 milhões de viajantes.

A verdade é que Portugal está na moda e o número de turistas que chegam aos aeroportos e ficam alojados em Lisboa e Porto mais do que duplicou na última década. O ex- ministro da Economia Pires de Lima chegou a apontar 2014 como “o melhor ano turístico de sempre”.

Já em termos de gastos, os turistas estrangeiros despenderam, em média, 29 milhões de euros por dia no ano passado. Feitas as contas, foram gastos 10,4 mil milhões de euros. “Além do crescimento continuado de turistas, já temos um crescimento de receitas superior ao crescimento do número de turistas. Temos feito um upgrade do gasto médio dos turistas que nos visitam”, revela o presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo.
O responsável elogia ainda a forma como Portugal tem vindo a ganhar quota de mercado em relação aos seus concorrentes, mas admite que essa conquista não pode ser feita à custa dos preços baixos. “Estamos a crescer mais do que os nossos concorrentes. Este sector é hipercompetitivo, todos os países têm ofertas turísticas boas e tentam captar o máximo possível de turistas, e Portugal, ao crescer mais que esses países, mostra que está a ser mais competitivo. Isso garante que há uma perspectiva de que esta fase de crescimento sustentado vai continuar”, afirma.
O presidente do Turismo de Portugal mostra-se também satisfeito por, nos últimos dois anos e meio, não estarmos a assistir a uma redução dos preços médios praticados. “Hoje, quando falamos em número de turistas e na receita que estes turistas deixam, é de 1 para 1,5, ou seja, é 50% superior o número de receitas versus o número de turistas. E é uma tendência que irá continuar e contraria a tendência de alguns concorrentes nossos em que o crescimento é feito à custa da variável preço”, salienta.

Mas esta nova forma de olhar o sector implica que se continue a assistir a um aumento continuado da procura. “É preciso fazer um esforço permanente para manter a procura robusta. Só é possível manter este nível de preços se a procura for mais robusta do que o crescimento da oferta. Não podemos voltar a entrar em ciclos em que, depois de uma procura grande, existe uma euforia do lado da oferta e acaba por conduzir a tensões que reduzem os preços que se podem praticar”, alerta João Cotrim de Figueiredo.

Apostar na inovação e na qualidade é, considera o responsável, uma das fórmulas de sucesso do sector. “É importante trazer inovação para o turismo, a oferta não pode ser sempre assente na oferta que foi no passado. Somos, de facto, um país diverso em que há um pouco de tudo e para todos. E isso tem de continuar, temos de inovar e continuar a adaptar-nos àquilo que de diferente se passa no mundo. Sei que muito foi feito, sei que está a ter resultados, mas temos de ter essa insatisfação permanente para não dormirmos à sombra da bananeira”, alerta.
Também a forma como recebemos os turistas acaba por funcionar como uma mais-valia, principalmente nas cidades portuguesas que praticam preços semelhantes à concorrência europeia. “Há casos em que os preços estão completamente alinhados com os concorrentes directos e, mesmo aí, continuamos a ganhar quota. Há factores de competitividade muito além do preço, o que significa que a qualidade do produto oferecido é grande. E interessa sublinhar a capacidade de acolhimento dos portugueses. Tem feito diferença a forma autêntica e genuína como gostamos que os estrangeiros se sintam em casa”, explica Cotrim de Figueiredo.

Este sucesso na procura acaba por dinamizar este sector, que já é responsável por cerca de 6% do produto interno bruto (PIB), um valor muito acima quando comparado com o peso nos restantes países europeus, em que ronda a casa dos 3%.

O sector é também responsável por empregar 8,2% da população activa e por continuar a criar postos de trabalho, apesar da instabilidade económica. Segundo as contas do responsável, desde o início da crise foram criados mais de 50 mil empregos só na área do turismo, mais alguns indirectos. E no passado teve “um papel determinante na criação de emprego”, para o que contribuiu com 30% dos novos postos de trabalho criados em 2014.

“Além do crescimento em número, este crescimento do emprego é particularmente útil porque é um emprego jovem e crescentemente qualificado. Já não se trata de uma indústria que emprega pessoas pouco qualificadas para fazer o trabalho na hotelaria e na restauração”, diz.

Mas os números não ficam por aqui. Depois de a balança comercial do país neste sector se ter fixado nos sete mil milhões de euros em 2014, este ano deverá atingir um valor próximo dos 7,8 mil milhões de euros.
O sector tem também um peso importante no aumento das receitas directas e indirectas que gera, contribuindo com cerca de 46% das exportações dos serviços e mais de 14% das exportações totais – mais uma vez, uma percentagem bastante superior à média europeia.

Adolfo Mesquita Nunes, o ainda secretário de Estado do Turismo, diz que “o contributo do turismo para o PIB, para as exportações, para o investimento e para a criação de emprego é de tal forma relevante que não hesito em dizer que é um dos principais sectores, senão o principal, da nossa economia”, lamentando que a “relevância mediática” seja “desproporcionalmente inferior ao seu peso na economia”.

As perspectivas para o futuro também são animadoras. De acordo com as últimas estimativas da Organização Mundial do Turismo (OMT), o sector deverá crescer a nível mundial a um ritmo de cerca de 3,3% ao ano até 2030, o que representa um fluxo de mais 40 a 43 milhões de turistas – um número que representa um ciclo de oportunidades para os negócios do turismo em Portugal e que acaba por ter reflexos na economia nacional.

Notícias de Sines com I

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