REN corta em 39% o investimento previsto para a rede elétrica

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EN – Redes Energéticas Nacionais, que possui uma unidade em Sines, baixou em 39% a sua previsão de investimentos na rede eléctrica nacional para o período de 2016 a 2018, segundo o plano proposto pela empresa ao Estado, e que entra agora em consulta pública através da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Nos próximos três anos a empresa deverá investir na rede um total de 368 milhões de euros, valor que fica 39% abaixo do que a empresa previa para este mesmo período no seu anterior plano, que tinha sido apresentado em 2013.

De acordo com a empresa, o plano de investimento agora apresentado prevê ainda para o horizonte de 2020 um nível de despesa na rede eléctrica que poupa 283 milhões de euros face ao valor que constava do anterior plano da empresa.

O plano agora divulgado pela ERSE para efeitos de consulta pública é um documento que traça as perspectivas de investimento que a REN tem para a próxima década (2016 a 2025) no âmbito da sua concessão para o transporte de electricidade em Portugal. De dois em dois anos a empresa tem de actualizar perante a entidade concedente (o Estado português) o seu plano, de modo que o Governo possa aprovar ou não os investimentos planeados, já que eles influenciam as tarifas que serão pagas pelos consumidores de electricidade.

REN quer investir em média 117 milhões por ano

Neste novo plano a REN propõe para a próxima década um investimento médio anual de 117 milhões de euros na rede eléctrica. Mas a execução dessa despesa variará muito de ano para ano, como mostra a trajectória prevista, por exemplo, para o próximo triénio: em 2016 a REN prevê aplicar 116 milhões de euros, para 2017 projecta um investimento de 155 milhões e em 2018 deverá investir 97 milhões.

No seu plano a REN nota que os investimentos apresentados influenciam apenas uma pequena parte da estrutura de custos do sistema eléctrico que se reflecte nas tarifas pagas pelos consumidores finais. Segundo a REN, em 2015 a rubrica das tarifas relativas ao transporte e à gestão do sistema eléctrico (que está na concessão da REN) representa 5,5% do preço médio da electricidade em Portugal.

De resto, por cada euro que os portugueses pagam pela energia eléctrica pouco mais de 20% cobrem os custos da distribuição e comercialização da electricidade, 44,4% são o custo da energia propriamente dita e 30% são custos de interesse económico geral (que incluem custos decorrentes de medidas de política energética).

Notícias de Sines com Expresso

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