Sines quer expansão do Terminal XXI decidida este ano

Dentro de três anos, Sines pode ser o terceiro porto de contentores da Península. Mas para continuar a crescer é urgente resolver a  questão da expansão do Terminal XXI, avisa João Franco, presidente da APS.

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Em entrevista ao “Sem Mais”, o presidente dos portos de Sines e do Algarve (Faro e Portimão) lembra que as negociações com a PSA Sines para a expansão do terminal de contentores acabaram com uma “solução minimalista”, que  apenas permitirá aumentar a capacidade de 1,7 milhões para 2 milhões de TEU/ano.

A solução proposta pela PSA Sines,e rejeitada pelo anterior Governo, era “uma solução equilibrada”, defende João Franco, mesmo se implicava o reforço do investimento público (65 milhões de euros), no prolongamento do molhe de protecção, a acompanhar um esforço de 130 milhões de euros na concessionária no aumento da frente de cais e do parque de contentores. “Quanto a mim, era uma solução equilibrada, porque se o aumento do cais é feito pelo concessionário, este precisa de uma protecção igualmente prolongada”, refere.

Agora o gestor espera que as negociações sejam retomadas. Porque dentro de três anos, a crescer como tem crescido, o terminal de Sines estará esgotado, e porque parar é morrer, e a PSA Sines, a MSC (e a Maersk Line) “tendo necessidade de espaço, de crescer, de competir a nível internacional, não o podendo fazer, vão embora!”.

Por isso, João Franco diz ter já pedido à ministra Mar, Ana Paula Vitorino, “que este assunto pudesse ser res0lvido no espaço de um ano”. Até porque “um terminal leva um ano a construir”.

Para crescer no tráfego de contentores, Sines poderá também optar por lançar um segundo terminal (hipótese várias vezes aventada). “Mas esse caminho acarreta fortes indemnizações, porque vai contra a exclusividade da actual concessão”,avisa João Franco. “Não defendo esse caminho, como também não alinho na tese de nada fazer”, remata.

Resultados líquidos de 16 milhões em 2015

No ano passado, a APSS realizou um volume de negócios de 44 milhões de euros (mais 7,5% em termos homólogos) e atingiu um EBITDA de cerca de 25 milhões de euros (22,7 milhões em 2014), refere João Franco.

Os resultados líquidos, esses rondaram os 16 milhões de euros, em comparação com os 14,3 milhões de euros do exercício anterior.

João Franco sublinha a propósito que os resultados poderiam ser ainda melhores não fossem os investimentos realizados nos portos do Algarve. Faro e Portimão, resumiu, representam perdas anuais de 1,5 milhões de euros. “Gostaria que nos próximos anos fossem minorados esses rácios, mas não acredito que na próxima meia dúzia de anos isso possa acontecer”.

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