Posição do SIM, PCP e CDS-PP sobre o Orçamento e Opções para 2017

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Posição do Movimento SIM

Este é o último Orçamento, e GOP’s, apresentado pela atual maioria e, à semelhança dos anteriores, caracteriza-se pela ausência de estratégia e por uma construção artificial para suportar as obras prometidas.

Basta analisar o quadro resumo “receitas e despesas correntes e receitas e despesas de capital“.

Este quadro apresenta uma previsão de receita de capital de 2 milhões e 900 mil euros e uma previsão de despesas de capital de 9 milhões e 580 mil euros. Onde vão conseguir os 6 milhões e 680 mil euros em falta para realizar as obras?

Para iludir esta questão colocam em orçamento 9 milhões de euros supostamente oferecidos pelas grandes empresas. Quem pode acreditar neste “milagre”?

Esta falta de transparência obriga-nos a desacreditar nestas GOP’s e na consistência deste Orçamento.

No SIM, sempre fizemos uma oposição responsável, criticando o que considerámos errado e as promessas nunca cumpridas. Mas sempre fizemos propostas de obras que devem ser realizadas, como a valorização da nova avenida da praia, a dinamização do Pavilhão Multiusos e a continuidade do GISA.

Todas estas propostas têm sido desprezadas.

Neste orçamento defendemos a realização de obras fundamentais, tais como a construção da nova ETAR, a requalificação das ruas (ainda por arranjar) do Centro Histórico, a requalificação da Rua Marquês de Pombal e da Estrada da Floresta, a requalificação do Brº. 1º. de Maio e a construção do Centro de Dia de Porto Covo.

Mas ao analisarmos o plano de obras, constatamos a ausência de estratégia, que se traduz na falta de prioridades para as obras estruturantes, gastos de duvidoso interesse e o arrastamento da construção do novo Parque de Campismo.

Constatamos também que algumas verbas são insuficientes:

  • Requalificação do Brº 1º de Maio, com uma verba para 2017 que representa 1/3 do previsto;
  • Requalificação da Rua Marquês de Pombal, com verbas que não preveem a substituição das velhas canalizações de águas e esgotos;
  • Requalificação da Estrada de S. Torpes / Porto Covo, com 400 mil euros, que se vai cingir a remendos no pavimento.

Aqui estão alguns exemplos de um exercício de ilusão e do faz de conta.

Em conclusão: estamos perante um orçamento eleitoralista, não acreditamos na capacidade de execução dos seus projetos, temos sérias dúvidas da utilidade de alguns investimentos e, neste contexto, não aprovamos este Orçamento.

Posição da CDU

A maioria do PS no Executivo apresenta um orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) como se tivesse renascido das cinzas, isto é, a menos de um ano do termo do mandato pretende pôr o conta-quilómetros a zero e fazer crer que agora tudo vai ser diferente porque haverá fundos comunitários.

Ao longo dos anos criou-se uma excessiva dependência dos fundos comunitários para o investimento municipal que muitas vezes desviou as verbas da câmara das reais necessidades da população. Desde os três primeiros anos deste mandato que se deviam ter dado passos para tornar a CMS mais autónoma no investimento e na sua concretização. Assim não aconteceu. O sentimento da população de três anos perdidos é justificado.

O Plano Plurianual de Investimentos (PPI 2017) demonstra a inexistência de investimento, enquanto as Atividades Mais Relevantes (AMR 2017) demonstram as reais opções deste executivo, onde a principal fatia é atribuída às categorias Cultura e Desporto, Recreio e Lazer. A forma redutora como é referida no documento das GOP a Cultura, “para potenciar a notoriedade do concelho de Sines”, é lamentável.

O Ambiente continua a ser o parente pobre neste orçamento. Apenas é referido iniciar uma nova fase do GISA como se fosse possível fazê-lo com seriedade nos cerca de 9 meses de mandato. É muito pouco, tendo em conta que muito pouco foi feito até aqui.

As novas captações de água, que deviam ter sido uma prioridade e realizadas no início do mandato, continuam ainda como um assunto a estudar. Já houve estudos e propostas para as mesmas captações e continuam na gaveta.

A valorização das zonas rurais foi uma bandeira eleitoral do PS, mas nada foi feito até aqui.

O cúmulo surge com o monumento aos pescadores que o executivo em três anos não construiu e propõe-se agora a fazê-lo.

A maioria do PS limitou-se à gestão corrente e prolongou os erros e vícios do passado.

Os afloramentos em termos da melhoria do espaço público que no próximo ano são prometidos à custa dos fundos comunitários deveriam ser antes o culminar de todo um processo de recuperação e valorização.

A CDU entende os quatro anos como um todo. Os primeiros anos em nada contribuem para que a população e bem assim, a CDU, antecipe uma alteração de fundo na política até aqui levada a cabo e por isso votará contra o Orçamento Municipal e as GOP.

Posição da CDS-PP

Apesar do CDS-PP não possuir cargo de vereação,  demos e iremos sempre dar a nossa opinião sobre as opções tomadas. O último orçamento deste executivo antes das eleições do próximo ano, mostra ao contrário dos três primeiros anos de mandato,  a tendência claramente eleitoralista do PS, a tentar fazer o possível para voltar a ser reeleito,  mesmo nada tendo feito para o merecer e agora ter uma atitude de tentar mostrar obra pela população que claramente se sente enganada pelas falsas promessas.

Estamos perante um executivo que nunca possuiu estratégia, que cometeu por um lado demasiados erros e por outro revelou uma apatia gritante. Sines não é uma cidade cuidada em termos da qualidade das nossas ruas, com buracos atrás de buracos que são um inferno para quem as usa. Não é a cidade florida e cuidada que já foi um dia. A qualidade de vida baixa porque não há acção do executivo,  que espera migalhas das empresas do complexo industrial e dos fundos comunitários para poder fazer um terço do que tem de ser feito.

Não há uma auditoria para apurar a origem de dívidas para uma responsabilização das mesmas. Somente um silêncio ensurdecedor.

Do maior bloco da oposição, do Movimento SIM, que se quer dar como alternativa lê-se que é um “exercicio de ilusão e do faz de conta”. Teria a sua piada se o antigo Presidente da Câmara do SIM, Manuel Coelho não fosse ele próprio um ilusionista. Um ilusionista que queria uma utópica mega cidade desportiva. Que queria a Câmara e os seus serviços onde está agora o Estádio Municipal. Que projectou um elevador que passa o maior tempo parado. Que é pai de grandes obras que aumentaram dívida mas que esqueceu as necessidades básicas da população. Que apela ao turismo,  mas foi o principal destruidor do parque de campismo e da pousada da juventude.  Que se preocupa com a saúde,  mas teve de ser um governo de centro-direita PSD/CDS a concretizar esse objectivo. Este Orçamento é do PS. Mas as opções tomadas por este executivo e pelo anterior,  são os principais motivos pelo qual Sines chegou a este estado. E a maioria silenciosa dos Sineenses sabem.

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