A reabertura do Tribunal sabe a pouco?

No Tribunal de Sines foram atendidas cinco a seis pessoas por dia e nenhum julgamento foi ainda efectuado

Mais de um mês após os 20 tribunais fechados na altura de vigência da Troika, em 2014 terem reaberto as portas, ainda se sente não só a pouca organização, como existem falta de recursos humanos e meios, factos esses que se reflectem na desilusão de quem se sente enganado pela expectativa criada. Os tribunais não possuem magistrados residentes, não tem existido julgamentos e dá a sensação de que os outrora edifícios ao serviço da Justiça nada mais são que meros balcões de atendimento. Os primeiros tempos foram, sem grandes meios humanos, somente para emissão de certificados de registo criminal, o que parece muito pouco perante o tanto que foi prometido. Para além da desilusão, a classe dos advogados não escapa a essa percepção de parca utilidade do tribunal como está. Palavras ou frases como “desilusão”, “Não chega”, “É necessário mais” e “Necessitamos de todas as valências”, ecoam entre uma classe que necessita de avanço para ajudar na Justiça. As visitas dos Deputados do PS ao Tribunal como “o cumprir de uma promessa”, não apaga o descontentamento dos utentes de Sines, pois a promessa dada é afinal uma gota de água no oceano prometido.

 

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