Manutenção da Petrogal com empregos em risco

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Os cerca de 250 trabalhadores do consórcio que assegura a manutenção na refinaria de Sines foram informados pelas suas entidades patronais durante o decorrer da semana passada, que decidiram pôr termo ao contrato com a Petrogal a partir de 12 de fevereiro, o que implicaria a perda dos postos de trabalho. Nas cartas que enviaram aos trabalhadores, a EFATM, ATM, CMN e AC Services consideram não existir viabilidade para manter as prestações dos seus serviços devido à manutenção de manter os baixos preços impostos pela Petrogal. Os trabalhadores reuniram-se em plenário e conjuntamente provaram uma resolução que enviaram à Petrogal. “Tendo como pano de fundo toda a grave situação desencadeada pelas cartas de despedimento enviadas aos cerca de 250 trabalhadores do Contrato de Manutenção da Refinaria de Sines, vimos indagar junto de Vossas Excelências sobre qual a forma encontrada para assegurar os postos de trabalho de todos aqueles trabalhadores, não perdendo de vista a efetividade de cada um no respetivo posto de trabalho na Área de Manutenção da Refinaria de Sines”, diz a resolução aprovada e enviada pelo Site Sul. Fonte da Galp salientou à Lusa que “a Refinaria de Sines é a maior unidade industrial do país, a mais complexa e tecnologicamente avançada e representa cerca de 7% das exportações nacionais”. Disse ainda que “as actividades de manutenção são um ponto essencial para a sua operação, e requerem uma atenção permanente que de forma alguma está posta em causa”. A mesma fonte oficial afirmou que, por princípio, a empresa não comenta a situação contratual dos seus parceiros/prestadores de serviços. Segundo o SITE Sul, tratam-se de “postos de trabalho permanentes e necessários todos os dias, preenchidos com contratos de prestação de serviço precários, entre a EFATM (cujo maior acionista é o Grupo Mello) e uma série de outras empresas subcontratadas, algumas delas de cedência de trabalhadores e de trabalho temporário (como a Globaltemp).” Por isso, o sindicato reivindica, que todos os trabalhadores sejam reconhecidos pela Petrogal e pela EFATM como efetivos, em postos de trabalho permanentes, e que a Petrogal termine com a contratação de empresas de trabalho temporário.

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