Novas Exposições do CCEN

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Centro Cultural Emmerico Nunes | Inaug. 20 de janeiro, às 16h30 | Terça-feira a domingo (excepto feriados), 14h00-18h00

«Memória Guardiã de Memórias», de Mário Soromenho Marques

Sala Emmerico Nunes

O espaço expositivo é constituído por fragmentos retirados desse arquivo, falível e labiríntico, que é a memória. Usando uma linguagem tridimensional e dispensando uma ordem cronológica ou fixidez conceptual são apresentadas peças, em materiais diversos, que procuram desassossegar.

«Origin», de Fábio Roque

Sala da Índias

Em 2015, encontrei uma pasta perdida, da qual ninguém sabia muito bem o paradeiro. Nessa mesma pasta, encontrei parte da minha história familiar, imagens que não constavam nos álbuns de família. Fiquei logo naquele instante apaixonado pelo que via.
A maioria do meu trabalho de autor até agora tem-se centrado muito nas questões pessoais enquanto indivíduo, e enquanto individuo na sociedade, e com o tempo e depois de deixar amadurecer a ideia, resolvi fazer um projecto com estas imagens perdidas, encontrei a minha própria visão pessoal para elas, e tentei-me encontrar nelas. Tentei ir mais além e descobrir as minhas origens, o como, o porquê, o quando.
Desta minha tentativa resultou o projecto e livro “Origin”, um revisitar do meu passado, através de uma visão muito particular, rostos, situações, eventos, muitos deles ainda sem explicação aos meus olhos, outros que me permitiram perceber algo. Saber da simplicidade das minhas origens, deu-me um sentimento de ternura profunda, ternura para com eles, perante todas as dificuldades que enfrentaram, o regime, a guerra, a fome, a procura de uma melhor vida fora do país. (FR)

«Transumância», de Fátima Abreu Ferreira

Sala do Beco Pé Piolho

Desde que tenho memória que viajar é-me natural. Quase como uma segunda pele. A ideia de movimento, de entrada no desconhecido, os sons, as vidas e as histórias das pessoas e dos espaços estranhos sempre foram questões que me motivaram a fotografar, pelo que, em junho de 2014 iniciei uma série de viagens pelo território português e espanhol com o intuito de documentar estas emoções.
Estas viagens deram origem ao projeto “Transumância”, um registo físico dos diferentes locais que visitei mas, também, um documento profundamente emocional sobre o que significa entrar num sítio completamente estranho e querer estar presente, compreendê-lo. É um universo de solidão, desassossego mas, também, de profundo fascínio. (FAF)

Imagem do topo (c) Fábio Roque

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