Cabo de fibra óptica entre Sines e Brasil activo em 2020

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Segundo avança o jornal digital Dinheiro Vivo, um grupo de 11 redes de investigação e educação europeias e latino-americanas assinou ontem um acordo para a construção do cabo de fibra óptica submarino “Ellalink” no Atlântico, que ligará Europa e América Latina através de Portugal e Brasil. A Comissão Europeia, principal investidor do consórcio BELLA (sigla em inglês para “Ligando Europa e América Latina”), anunciou ontem a assinatura do acordo contratual entre as plataformas que constituem o consórcio para a construção do cabo óptico submarino que deverá estar operacional dentro de dois anos, em 2020. O executivo comunitário sublinha que esta “nova autoestrada de dados digitais”, que garantirá “uma elevada capacidade de transmissão”, começará a ser construída nos próximos meses, e ligará Portugal e Brasil — designadamente Sines e Fortaleza –, com planos para estender a sua conectividade tanto dentro da União Europeia como na América Latina, com vista à criação de um espaço comum de investigação entre ambos os continentes, um objetivo já traçado na cimeira UE-Brasil celebrada em 2014. Bruxelas aponta que o total de recursos mobilizados para este projeto é na ordem dos 53 milhões de euros, contribuindo a Comissão Europeia com 26,5 milhões, através de fundos do programa científico da UE, o “Horizonte 2020”, do programa “Copérnico” e do instrumento regional de Desenvolvimento e Cooperação, sendo os restantes assegurados pelos restantes membros do consórcio, do Brasil, Chile, Colômbia, Equador, França, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal. Em outubro passado, por ocasião da assinatura, em Sines, do contrato para a instalação da estação de entrada na Europa do cabo submarino de comunicações, o director comercial da “Ellalink”, Jesús Bernad, apontou que a ideia é “converter Sines num ‘hub’ de cabos submarinos”. O mesmo responsável explicou que, além de o cabo passar a fazer uma ligação directa, mais curta em distância, é um equipamento de “última geração”, com “uma capacidade inicial de 50 terabytes, podendo chegar [no futuro] a 72 terabytes”. A nova conexão de mais de 10 mil quilómetros vai ainda permitir, segundo divulgou num comunicado enviado à agência Lusa a AICEP Global Parques, “a redução de preço do serviço de internet” e “dará maior segurança na comunicação direta entre a América Latina e a Europa”. O cabo submarino vai ligar Sines em Portugal, a Fortaleza, no Brasil, e, posteriormente, “numa segunda fase, Fortaleza a São Paulo”.

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