Hospital do Litoral Alentejano está a fechar camas.

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Foi denunciada na RTP a falta de condições no Hospital do Litoral Alentejano, sendo que muitas destas situações são do conhecimento dos utentes que frequentam esta unidade. O Contrato-Programa 2017-2018 apontava para um número de camas na ordem dos 137, sendo que actualmente existiu um corte de 25%, derivado da falta de enfermeiros na unidade. Serviços como a Ortopedia, Medicina Interna e Cirurgia ficaram afectados, sendo que até os Cuidados Intensivos fecharam camas. Este encerramento de camas leva a que sejam adiadas cirurgias e que sejam transferidos doentes em estado urgente, como aconteceu no passado dia 15, quando uma paciente teve de ser transferida para Lisboa por falta de cama, após um acidente de viação. O Hospital do Litoral Alentejano, que serve cinco concelhos da região ( Sines, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Odemira), tem equipas de seis enfermeiros por turno, quando deveriam ser nove, o que desgasta ainda mais os profissionais de saúde. A falta de enfermeiros ( a volta de uma centena) conjugado com a falta de camas, tem feito com que haja doentes em macas nos corredores e aumentando exponencialmente a lista de espera. Outro factor apontado é a falta de especialistas, sendo que em especialidades como cardiologia e urologia somente possuem um elemento para 100 mil habitantes, o que dispara os dias de espera para consulta. A nível de contratação, para além de ser complicado atrair profissionais para a região, outro obstáculo apontado é a falta de autorização do Ministério da Saúde em contratar pessoal, que neste caso é uma decisão política do Ministério das Finanças liderado por Mário Centeno, que ao longo da legislatura tem feito cativações de verbas do Orçamento de Estado em várias áreas.

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Um pensamento sobre “Hospital do Litoral Alentejano está a fechar camas.

  1. Apesar das dificuldades, que são reais e existem desde a sua fundação, não se pode escamotear a inépcia do atual conselho de administração que por incompetência ou incapacidade continua a dizer que tem falta de recursos e que a culpa é de entidades externas, mas não é sério porque nunca a ULSLA teve tantos profissionais e só nos ultimos 4 meses foram autorizadas mais de 50 novas contratações (sem contar com médicos e com substituição temporária de outros prfissionais). Afinal quando vão assumir as suas responsabilidades e fazer um pouco de administração hospitalar competente?

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