REN. Empresa culpa impostos por queda de 8,1% nos lucros.

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O lucro da REN – Redes Energéticas Nacionais caiu 8,1% para 115,7 milhões de euros, no ano passado. Em 2017, a energética tinha apresenta lucro de 125,9 milhões de euros. Esta queda dos resultados deve-se, em parte, segundo a empresa, “pela maior taxa de imposto efectiva a qual, com a manutenção da Contribuição Especial para o Sector Energético (CESE), ascendeu a 42%”, revelou. Mas nos últimos cinco anos, o total de pagamentos relativos à CESE ascendeu a 127,5 milhões de euros.

O presidente da empresa, Rodrigo Costa, em conferência de imprensa, criticou a elevada carga fiscal a que RENestá sujeita. “Não conheço nenhuma empresa do PSI-20 com este peso fiscal”, acrescentando que, quando comparado com outras empresas internacionais do mesmo sector representa “um cenário dramático”.

No entanto, o CEO da energética garante que a “CESE continua a ser um tema importante com um impacto bastante negativo nas nossas contas” e, por isso, defende que a empresa terá “algumas hipóteses de nos ser dada razão [nos tribunais], mas não nos compete a nós decidir.” E deixou uma garantia: “Mantemos a nossa filosofia, estamos a pagar e todos os anos temos pago, mas mantemos a nossa contestação nos tribunais, afirmou.

O EBITDA (lucros antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) totalizou 492,3 milhões de euros, mais 1% do que no período homólogo. “A REN registou em 2018 um sólido desempenho financeiro, sustentado no recuo do custo médio da dívida para 2,2% face aos 2,5% registados em 2017”, refere.

A REN revelou também que, no ano passado, o investimento caiu face à desaceleração em novas infraestruturas de gás e electricidade, daí o capex ter caído 33,6% para 121,9 milhões. Ainda assim, a empresa acredita que este ano o investimento irá voltar a aumentar. “Já contávamos com isso [esta descida], mas em nada altera os nossos objectivos estratégicos. Vamos procurar oportunidades de crescimento”, referiu.

Em 2018 o custo médio da dívida recuou para 2,2%, um número que compara com os 2,5% registados em 2017. No final do ano passado a maturidade média da dívida ficou em 4,35 anos e reduziu a dívida líquida em 103 milhões de euros.

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