Cães vadios de Sines adoptados no estrangeiro.

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O aumento galopante de cães vadios em Sines traduz-se na formação de matilhas um pouco por toda a cidade e a falta de espaço para os acolher leva a que hoje muitos dos animais sejam enviados para o estrangeiro, onde são adoptados. O processo é levado a cabo por Antoinette Habraken, holandesa com 56 anos, Presidente da Associação São Francisco de Assis, em Santiago do Cacém, de onde desse 2016 saíram 250 cães destes dois concelhos para familias na Suiça, Áustria, Alemanha e Holanda. “Tiro fotos deles, publicamos nas redes sociais e assim que há interessados nos países onde tenho contacto com as associações animais, tratamos de tudo para oa enviar por via aérea”, refere a holandesa moradora em Porto Covo. O transporte dos animais é feito por quem aceita o apelo da associação de Santiago do Cacém para os levar consigo nas viagens de avião. “O custo do transporte é a cargo da familia adoptiva e sou eu própria que levo os cães para o aeroporto às horas dos voos”, afirma Antoinette Habraken.

Insuficiente

Esta medida, no ponto de vista da única associação de animais em Sines, a Associação 4 Patas, ajuda na resolução do problema dos cães vadios na cidade, mas não é o suficiente para o combater na totalidade. “Há quatro anos, eram poucos os animais de rua, mas hoje já temos sinalizadas só na cidade 10 matilhas que provocam grandes transtornos para o trânsito e pessoas que passeiam os seus cães”, afirma Alexandra Bento, Presidente desta Associação de Defesa dos Animais. Ainda que não se tenham registado ataques a pessoas, Alexandra teme que aconteçam a curto prazo. “Temos de resolver o problema antes que surjam ataques a pessoas, mas não há vontade da autarquia em agir”, critica. A Associação realiza Campanhas de Adopção online, colocando fotografias das ninhadas nas redes sociais. Assim que surgem interessados, os cães são encaminhados para as respectivas familias. “Esta é uma luta inglória, temos três pessoas, já com idade avançada, que dão comida aos cães para que eles não ataquem as pessoas, mas já se veem ataques entre eles e gatos vadios, que por vezes aparecem mortos”, lamenta a sineense. Sines não possui um Centro de Recolha Oficial de Animais, apesar da Comunidade Intermunicipal do Litoral Alentejano já ter recebido fundos estatais para a sua construção. Não está, porém, previsto que este centro seja construído este ano. O JN entrou em contacto com a Câmara de Sines, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

Adopção responsável garantida

As associações animais no estrangeiro garantem que as familias interessadas em cães portugueses, tem as condições para os acolher, através de visitas realizadas aos domicílios. Em Santiago do Cacém, os cães são chipados e educados para a viagem.

150 cães errantes em Sines

Estimam-se que existam em Sines, 150 cães vadios, dispersos por dez matilhas no centro urbano. Estas encontram-se junto ao Continente, na Avenida da Praia, na Estrada da Costa do Norte, entre outros pontos. Também em em São Torpes está sinalizada uma matilha.

 

Artigo original de Rogério Matos do JN.

Foto: Facebook – Associação 4 Patas.

 

 

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