Assinado contrato de 74,5 milhões de euros para novo troço da ferrovia entre Sines e Caia

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A Infraestruturas de Portugal assinou ontem o contrato, no valor de 74,5 milhões de euros, para a construção do troço ferroviário Freixo/Alandroal do Corredor Internacional Sul, que vai ligar o Porto de Sines à fronteira do Caia (Elvas).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Infraestruturas de Portugal (IP) revelou ter procedido à assinatura do contrato com a MOTA-ENGIL, Engenharia e Construção, S.A., empresa a quem foi adjudicada a construção deste novo troço ferroviário.

A obra, que implica um investimento de 74,5 milhões de euros, no âmbito do Programa Ferrovia 2020, tem uma extensão de 20,5 quilómetros e é a segunda empreitada da nova Linha de Évora do futuro Corredor Internacional Sul a ser adjudicada.

O primeiro troço, Évora Norte/Freixo (no concelho de Redondo), igualmente com 20,5 quilómetros de extensão, foi adjudicado a 11 de fevereiro, conta com um investimento de 46,6 milhões de euros e um prazo de execução de 540 dias.

“O novo troço da Linha de Évora, constituído pelos troços Évora Norte/Freixo, Freixo/Alandroal e Alandroal/ Linha do Leste, terá uma extensão total de cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova, em via única eletrificada (25 kV-50 Hz) sobre plataforma para via dupla, balastrada com carril UIC60 e travessa de betão polivalente (preparada para receber a bitola europeia)”, explicou hoje a IP.

O contrato assinado envolve, entre outros trabalhos, a construção da infraestrutura de via-férrea, incluindo terraplenagem e sistema de drenagem e a criação de uma estação técnica.

Além disso, vão ser construídas cinco pontes (com extensões que variam entre os 148 metros e os 664 metros) e quatro viadutos ferroviários (entre os 310 e os 614 metros de extensão), assim como 16 obras de arte para a criação de desnivelamentos rodoviários.

A execução de caminhos paralelos e caminhos de acesso e emergência contíguos, a vedação do canal ferroviário e trabalhos preparatórios para a colocação de sistemas de Retorno de Corrente de Tração e Terras de Proteção (RCT+TP), telecomunicações, catenária e sinalização estão também incluídos na empreitada.

O contrato assinado entre a IP e a empresa adjudicatária é cofinanciado pela União Europeia, através do programa Connecting Europe Facility (CEF), ao abrigo de contratos de cofinanciamento com comparticipações que variam entre os 40 e os 50%.

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