CCDR Alentejo: Ligação Ferroviária “serve o Porto de Sines, mas queremos que sirva também o nosso território”

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) recebeu ontem, 14 de maio, o III Forum Corredor Sudoeste Ibérico organizado pela plataforma empresarial estremenha “Sudoeste Ibérico em Rede”.

Com a presença de autarcas, empresários e demais entidades, o Forum teve vários painéis no qual foram debatidos interesses, objectivos e necessidades dos mais variados sectores a quem a nova ligação ferroviária pode abrir uma porta.

Na estratégia de desenvolvimento regional encetada pela CCDRA, a ligação ferroviária é agora “uma ambição antiga que está consolidada, está no terreno e enche de vontade de continuar a somar o posicionamento da região Alentejo”, sublinhou Roberto Grilo.

Para o presidente da CCDRA ficou demonstrado que a região “continua a afirmar-se, a crescer, a cativar e a captar”, no entanto reconhece que em matéria de desenvolvimento “não está tudo feito” e para isso reforça que é necessário “união para fazer melhor e criar sinergias com o nosso vizinho e parceiro da Extremadura”.

Fazer mais e melhor para a CCDR Alentejo designa-se “capilaridade” do troço, quer isto dizer que é preciso paragens no Alentejo porque senão “podemos ter um eixo de atravessamento da região puro e simples”.

Questionado sobre a importância de tirar o maior proveito do troço na estratégia da CCDRA, Roberto Grilo exemplifica com o Porto de Sines que “sendo dos melhores da Europa tem tido alguma dificuldade de promover o escoamento” e reforça que o Alentejo “precisa desta via de comunicação com o centro da Europa” para facilitar a saida de produto e evitar que continuemos a ter “um Porto que tem alguma dificuldade em continuar a crescer”.

Mais, nesse sentido “é vital” para a estratégia de desenvolvimento que se venha a tirar o maior proveito da ligação ferroviária, uma vez que pelo seu desenho estratégico “serve o Porto [de Sines], serve o escoamento, mas queremos que sirva o nosso próprio território em termos de mercadorias”, acrescentou Roberto Grilo, e para isso “é preciso haver paragens para poder haver cargas e descargas de forma a ser viável que tal aconteça”.

Nesse sentido, Roberto Grilo garante que o Alentejo é um território que tem uma atratividade que permite “a ambição de ir ao encontro daqueles que são os maiores do mundo para os desafiar a conhecer o que temos”, e garante que a região está hoje “a desenvolver esforços e a fazer investimentos estruturantes de forma ombrear com aqueles que são reconhecidos como tal”.

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