Sines almeja a posição de “plataforma giratória” no comércio Ásia-Europa-América.

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Numa recente análise com foco no tráfego marítimo de mercadorias através do Estreito de Gibraltar, o professor e especialista Theo Notteboom efectuou uma abordagem sobre a evolução dos cinco portos que, actualmente, competem pelas cargas nessa região estratégica: o porto português de Sines, como não poderia deixar de ser, não ficou de fora do raciocínio do analista, sendo apontando como uma das infra-estruturas que ambiciona a voos mais altos, na sequência dos investimentos anunciados (expansão do Terminal XXI e concurso para o novo Terminal Vasco da Gama).

Theo Notteboom, que actualmente lecciona cadeiras de ‘Gestão e Economia Marítima’, lembrou que o Estreito de Gibraltar «está estrategicamente localizado em algumas das mais importantes linhas comerciais leste-oeste» e que os portos da região «têm boas razões para convencer as linhas marítimas a escalarem os seus terminais de contentores para fins de transbordo». O Porto de Algeciras, lembrou, «foi um dos primeiros a colher os benefícios da sua localização geográfica». Na luta pelo transhipment, Valência tornou-se também um competidor nato, «resultado, principalmente, das actividades da MSC» – recorde-se que a companhia marítima helvética apostou fortemente no porto valenciano.

O Porto de Valência tanto evoluiu que se tornou, em 2018, o maior porto do Mediterrâneo, «combinando uma importante função de gateway com fluxos de transbordo significativos». Málaga também entrou na corrida, e, desde o arranque do novo milénio, «começou a chamar a atenção como um local com potencial de transhipment», frisou Notteboom. O porto malaguenho atingiu um fenomenal crescimento homólogo de 181% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2019, mostrando as garras à competição…na qual se encontra Sines.

Para o especialista em assuntos marítimos, «Sines e Tanger Med são as mais recentes novidades no negócio do transhipment»: o porto luso «conseguiu aumentar significativamente a sua quota, de 2,7% em 2008 para 11,7% em 2017 e 11,5% em 2018», recordando que a MSC «detém uma forte presença em Sines». Salienta ainda Notteboom que o porto alentejano se trata de uma infra-estrutura «particularmente interessada em desenvolver uma posição de plataforma giratória no comércio entre a Ásia, Europa e América do Sul».

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