Desafio Legislativas 2019 – Cristina Rodrigues – PAN

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Foi lançado um Desafio aos Cabeças de Lista pelo Distrito de Setúbal. 5 Perguntas sobre Legislativas e Sines. E iremos publicar por ordem de chegada. A primeira resposta veio do PAN, através da sua Cabeça de Lista Cristina Rodrigues, 33 anos, Advogada e Membro da Comissão Política do PAN.

1. Quais são os eixos principais do seu programa para o Distrito de Setúbal.

Cristina Rodrigues: Em Setúbal quase 20% da população é envelhecida pelo que consideramos relevante a melhoria do bem-estar desta população. Assim, propomos criar um conjunto diversificado de equipamentos de residências alternativas para as pessoas idosas, quando já não seja possível permanecerem no seu lar, com um valor de renda definido, mediante os rendimentos mensais de cada pessoa e com distintos graus de assistência assim como criar equipas multidisciplinares com vista ao acompanhamento e intervenção social de proximidade junto da população idosa em situação de pobreza, exclusão e isolamento. No que diz respeito à população activa consideramos de máxima importância a criação de postos de trabalho dentro do próprio distrito e a melhoria dos transportes públicos.

No que diz respeito ao ambiente, Setúbal tem sofrido vários danos ambientais de relevo, veja-se o caso da cimenteira e das pedreiras na Arrábida ou da Siderurgia Nacional na Aldeia de Paio Pires. Por isso, defendemos uma maior protecção dos valores ambientais e o fim da primazia do interesses económicos sobre o meio ambiente. Importa referir que Portugal foi condenado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia por não ter classificado as zonas de conservação previstas na Directiva Habitats e, curiosamente, algumas dessas zonas são precisamente no distrito de Setúbal e têm previstos projectos de interesse económico, como é o caso do Aeroporto do Montijo ou o Projecto de Melhoria das Acessibilidades ao Porto de Setúbal, mais conhecido como as dragagens do Sado.

Consideramos fundamental fazer uma aposta na produção em modo biológico, já que o distrito tem um forte potencial agrícola e sabemos que a procura por produtos de origem biológica é crescente, verificando-se aqui um forte potencial de desenvolvimento económico mas sustentável para o distrito. Assim como deve haver uma aposta no turismo sustentável, após a elaboração de um estudo da carga turística em toda a zona metropolitana de Lisboa e através da criação de rotas de turismo pelo distrito.

No que diz respeito aos animais de companhia, pretendemos dinamizar uma rede de cuidados médico-veterinários que preste apoio efectivo aos animais detidos por famílias carenciadas, que se continue a investir na esterilização dos animais recolhidos e das colónias de gatos que se mantenham em liberdade.

2. Quais são os principais objectivos no que concerne ao Concelho de Sines?

Cristina Rodrigues: Um dos principais objectivos tem a ver com a necessidade de descarbonização da nossa economia e, consequentemente, com o encerramento das centrais a carvão de sines, 50% até 2021 e 50% até 2023. De notar que o nossa proposta prevê um plano de garantia salarial para os funcionários afectos à central. Para além disso prevemos o investimento na produção de fontes renováveis, prevendo-se a criação de cerca de 20 000 postos de trabalho em dez anos.

Outro dos objectivos está relacionado com o Porto de Sines e a necessidade de melhorar os acessos rodoviários e ferroviários ao mesmo, por forma a fomentar o investimento económico nesta zona. E isso por vezes é mais simples do que parece, pois a actual linha ferroviária Sines-Ermidas tem possibilidade de duplicação, mas precisa de ter melhor segurança, pois ainda há passagens de nível sem cancelas. Por outro lado, importa terminar com o transporte de animais vivos por via marítima, cujo embarque ocorre no Porto de Sines, com todos os impactos ambientais e laborais que daí advêm.

Maior fiscalização das indústrias através do aumento das estações de monitorização da qualidade do ar e da água, que é claramente deficitária no concelho.

3. Que áreas considera deficitárias no Distrito?

Cristina Rodrigues: Uma das questões que mais nos preocupa é a falta de emprego dentro do próprio distrito. Estima-se que cerca de 150 000 habitantes de Setúbal, se desloca para fora do distrito diariamente para poder trabalhar. Segundo dados do INE de 2017 passam em média por dia na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama 205 881 viaturas, alguns com proveniência de outros distritos também. Esta situação tem impactos na pegada carbónica, na vida familiar e, consequentemente, na qualidade de vida, devido ao tempo despendido nas deslocações de casa para o trabalho e vice-versa. Sabemos que, em termos ambientais e sociais, é muito mais eficiente as pessoas trabalharem perto do local em que habitam e é isso que pretendemos promover.

Depois da redução do preço dos passes dos transportes públicos, que foi muito positiva, importa melhorar significativamente a qualidade dos transportes públicos, dentro do próprio distrito e nas conexões com outros. É essencial, por exemplo, apostar na melhoria do transporte fluvial. As ligações do Barreiro, Seixal, Montijo e Almada a Lisboa têm de ser alvo de investimento urgente, de forma a que tenham um horário que efectivamente sirva a população, a frota tem de ser renovada por forma a evitar as avarias constantes, etc.

No que diz respeito aos animais de companhia, Setúbal continua a estar referenciado como o distrito onde mais situações de maus tratos são denunciadas, pelo que se verifica a necessidade de apostar em políticas de combate aos maus tratos a animais, ao abandono e à necessidade de esterilização dos animais de companhia, por forma a que se consiga reduzir o número de animais nas ruas ou nos centros de recolha oficial e associações.

4. Quais são os projectos que considera de futuro para a zona Sul do Distrito?

Cristina Rodrigues: O distrito de Setúbal tem grande potencial no que diz respeito a dois sectores que consideramos ser da máxima importância: produção agrícola e produção de energia renovável. Deve haver um investimento na produção de energia fotovoltaica e na produção agrícola em modo biológico. Estes poderão ser factores relevantes de desenvolvimento da zona mais a sul do distrito para além da circunstância do distrito poder dar um contributo significativo para uma maior independência energética e para a soberania alimentar do país. Reiteramos também a importância de apostar fortemente na ferrovia e na ligação do Porto de Sines às capitais de distrito. Nomeadamente a Beja, com a construção de uma ligação a partir das Ermidas.

5. Quais são as expectativas em relação ao resultado do seu partido no Distrito?

Cristina Rodrigues: A nível nacional estamos a trabalhar para conseguir um grupo parlamentar e gostaríamos de eleger um deputado por Setúbal.

 

Um pensamento sobre “Desafio Legislativas 2019 – Cristina Rodrigues – PAN

  1. Bom. Reenviei para alguns amigos da MS

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