Campanha do PAN passou por Sines.

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A comitiva do PAN ( Pessoas-Animais-Natureza), dedicou o dia de hoje ao Litoral Alentejano e foi ao porto de Sines, esteve com a Cristina Rodrigues, cabeça-de-lista por Setúbal, e a elementos da Sines Animal Save, uma associação de defesa dos direitos dos animais. No porto, em frente a um navio de transporte de gado vivo, foi Noel Santos, da associação que luta pelo fim do consumo de animais, que deu início à conversa entre os activistas e os jornalistas — já que a primeira acção não envolveu qualquer contacto com o público. “Aquele navio tem milhares de borregos a bordo”, disse, antes de acrescentar: “Vai demorar cerca de 13 dias a chegar a Israel”. Cristina Rodrigues, cabeça-de-lista pelo distrito de Setúbal, interrompeu-o para lembrar a diretiva europeia que impede os transportes de longa duração de animais vivos — ou seja, superiores a oito horas de duração — e para sublinhar que entre as propostas do PAN se encontra a obrigatoriedade de um médico veterinário a bordo de todos estes navios e também o impedimento de exportação de animais para países onde não sejam cumpridas as normas europeias para o abate de animais. Em Israel, por exemplo, os animais são sangrados até à morte “por causa dos rituais religiosos”, lembrou Noel Santos.

“Portugal está a incumprir a directiva europeia que determina que não deve haver transportes de longa duração, superiores a 8 horas. Os transportes, muitas vezes, duram oito, nove, dez, 13 dias”, disse André Silva, criticando também o envio de animais para países onde não existem condições dignas de abate. Na União Europeia, garante, o abate é feito com recurso ao atordoamento, ao contrário do que é feito em muitos países de destino do gado vivo exportado por Portugal.

“Todas as propostas do PAN têm sido sucessivamente chumbadas. Este é um problema que preocupa cada vez mais pessoas. Não faz sentido que estes produtores recebam apoios da UE. Não faz sentido que estes apoios estejam a ser concedidos para terem vantagem na exportação quando não são os portugueses a beneficiar”, afirmou André Silva, acrescentando ainda que quer que a tutela da proteção dos animais deixe o Ministério da Agricultura e passe para o do Ambiente.

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