Câmara Municipal de Sines prevê investir 20 milhões € em 2020.

gop2_1_980_2500.jpg

A Assembleia Municipal de Sines aprovou na passada sexta-feira, por maioria, as Grandes Opções do Plano (GOP) 2020-2023 e Orçamento 2020. Para 2020, o montante do orçamento aprovado é de 47 milhões 108 mil e 500 euros, 20 milhões dos quais destinados a investimentos.

Na abertura das GOP, o presidente da Câmara, Nuno Mascarenhas, assinala que 2020 corresponde, essencialmente, a “um período de continuidade”, em que “prosseguir-se-á a concretização das opções globais do mandato, uma vez que a generalidade das suas ações já se encontra em andamento.”

O facto de ser de continuidade não torna, porém, 2020 um ano mais fácil, pois apresentam-se à gestão municipal vários desafios, desde as dificuldades das empresas de construção em satisfazer a procura de empreitadas de grande dimensão, como algumas que estão programadas para Sines, à “necessidade de conciliação de intervenções estruturantes na cidade com a qualidade de vida urbana diária”.

Outro desafio à gestão municipal, refere o presidente da Câmara na abertura das GOP, advém das competências da administração central que foram transferidas para o município. Estas novas competências obrigam ao reforço de alguns setores em recursos humanos, a uma aposta redobrada na formação dos quadros e a uma maior cultura de colaboração entre serviços.

O pagamento de dívidas antigas, decidido em contencioso, será uma condicionante da gestão orçamental, mas o seu impacto estará mitigado pelo trabalho desenvolvido em exercícios anteriores ao nível da redução da dívida.

Na declaração de voto apresentada na Câmara, o vereador da CDU, Hélder Guerreiro, disse que o Orçamento para 2020 “não responde a nenhum dos problemas colocados pela CDU”. Para esta força política, a “regeneração urbana deve assentar num plano de médio prazo cujo objetivo seja dotar a Câmara de meios humanos e capacitação de meios técnicos que lhe permitam assumir essa tarefa no dia-a-dia”. Hélder Guerreiro considerou também que o orçamento é “inflacionado em face à realidade concreta das receitas da Câmara” e que “lança um novo ciclo de sobre-endividamento”.

Na sua declaração de voto, José Ferreira Costa, vereador do SIM, valorizou a existência de muitos projetos com financiamento comunitário, mas disse aguardar “com algum ceticismo” a sua concretização. Na habitação, escreveu que “não são avançadas datas nem programas que prevejam a curto prazo a construção de habitações a custos controlados ou de renda acessível”. Quanto à reabilitação urbana, disse que o SIM valoriza as propostas apresentadas, mas refere “atrasos significativos no avanço das obras”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s