Desmantelada rede de traficantes que controlava Porto de Sines.

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Segundo avançou o Jornal de Noticias, a Polícia Judiciária anunciou, esta terça-feira, a conclusão de uma investigação sobre uma rede de tráfico internacional de droga, que introduzia grandes quantidades de cocaína no continente europeu a partir do Porto de Sines. Aos seis arguidos do processo foram apreendidos 22 imóveis e 165 mil euros em numerário, entre outras coisas.

O relatório final da investigação produzido pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ propõe ao Ministério Público que deduza acusação contra os arguidos, entre os quais estão dois “profissionais liberais”, por tráfico de estupefacientes agravado, associação criminosa, branqueamento de capitais, corrupção ativa, falsificação de documentos e posse de armas proibidas.

A estrutura criminosa operava a partir de Portugal, pelo menos desde 2015, e dedicava-se a introduzir, por via marítima e através de contentores, consideráveis quantidades de cocaína no continente europeu. Segundo informações recolhidas pelo JN, era no Porto de Sines que aquela organização conseguia retirar a cocaína do interior de contentores, antes de estes serem inspeccionados pelas autoridades competentes.

A droga provinha de diferentes portos da América Latina, onde era escondida nos contentores, depois de estes serem controlados pelas autoridades locais.

Aquele modus operandi, designado na gíria policial porrip-on/rip-off, “implica o envolvimento de trabalhadores nos portos de origem e de destino”, informou a PJ, esta terça-feira, acrescentando, no entanto, que o expedidor e o destinatário da “mercadoria legítima” transportada no interior dos contentores eram “completamente alheios ao transporte de droga”.

Ainda segundo informou a PJ, os dois profissionais liberais detidos no âmbito desta investigação “tinham por função principal prestar assessoria para branqueamento dos proventos resultantes da atividade criminosa”.

A Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes teve o apoio do Gabinete de Recuperação de Activos, outra unidade da Polícia Judiciária, que identificou e permitiuapreender um total de vinte e dois imóveis com o “valor comercial global de vários milhões de euros”, alegadamente adquiridos com os proventos resultantes do tráfico de estupefacientes.

A propriedade de tais imóveis estava formalmente registada a favor de uma sociedade comercial sedeada num país africano e que também foi constituída como arguida, acrescentou a PJ, sem identificar o país em causa.

Além daqueles 22 imóveis e 165 mil euros em notas, foram apreendidos automóveis, armas de fogo, computadores, telemóveis e documentação. Caso o Ministério Público deduza acusação, é provável que requeira a perda daquele património a favor do Estado.

Fonte: Jornal de Noticias

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