Encerrar Central Termoeléctrica de Sines pode custar a perda de 300 postos de trabalho.

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Como tem sido amplamente noticiado, é intenção, da EDP e também do Governo liderado por António Costa, encerrar a curto prazo a Central Termoelétrica de Sines.

Este é um tema que tem preocupado o poder politico da região, pois caso a central encerre podem perder-se centenas de postos de trabalho.

Recentemente o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, manifestou a sua preocupação pelo futuro dos trabalhadores da Central Termoeléctrica da EDP em Sines que não fazem parte dos quadros da empresa, face ao anúncio de cessar a produção desta unidade em Setembro de 2023. Preocupação agravada, tendo em consideração que na sua maioria, estes trabalhadores, residem no concelho de Santiago do Cacém.

Álvaro Beijinha salienta que “não estão aqui em causa as questões ambientais, até porque temos consciência que esta unidade é uma das maiores emissoras de CO2. O que para nós é preocupante é o futuro dos trabalhadores, porque uma grande parte dos que laboram na EDP de Sines são contratados através de empresas prestadoras de serviços”.

Para o Autarca a questão assume outra dimensão tendo em consideração que “destes trabalhadores a grande maioria reside no concelho de Santiago do Cacém, em particular em Vila Nova de Santo André, com o encerramento da Central Termoeléctrica coloca-se uma questão social, daí a nossa apreensão”. Entretanto, o Presidente da Câmara Municipal reuniu com o Sindicato das Indústrias das Energias e Águas de Portugal, tendo os seus representes apresentado as suas preocupações em relação ao assunto. Álvaro Beijinha avança que “segundo as informações que obtivemos, os trabalhadores que são quadros da EDP, a empresa irá acautelar e enquadrar a sua situação”.

O Presidente ressalva que a Câmara Municipal de Santiago do Cacém “está preocupada e solidária com os trabalhadores, não pondo em causa a questão de fundo que tem a ver com o ambiente, e tendo a consciência que Portugal tem metas e compromissos a nível europeu e até mundial para cumprir. Mas preservar um bem comum tem custos que têm reflexos do ponto de vista económico e social na vida de mais de 300 trabalhadores. Por isso questionámos o Governo, através da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, sobre que medidas e soluções têm previstas”.

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