Projecto de hidrogénio verde vai criar “mais de mil” empregos em Sines

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O secretário de Estado da Energia, João Galamba, disse no passado sabado, que o projecto de instalação de uma fábrica de hidrogénio verde em Sines, no distrito de Setúbal, vai permitir criar mais de mil postos de trabalho até 2030.

“A transição energética no Complexo de Sines não implicará uma redução líquida do número de postos de trabalho, mas um aumento do número líquido de postos de trabalho. O projeto do hidrogénio é uma grande oportunidade industrial e de emprego para o país e o saldo é claramente positivo que implicará a criação de mais de mil postos de trabalho”, afirmou.

O governante falava no decorrer do Fórum Social, iniciativa promovida pelo Sindicato das Indústrias, Energias, Serviços e Águas de Portugal (SIEAP), para debater o encerramento da Central Termoeléctrica de Sines e as consequências sociais e económicas para a região do litoral alentejano.

No encontro, que contou com a participação dos autarcas dos concelhos de Sines e Santiago do Cacém, dirigentes sindicais e do diretor da central de Sines da EDP, o secretário de Estado da Energia adiantou que o Governo está a trabalhar em duas áreas para minimizar o impacto social provocado pelo encerramento da produção da central termoeléctrica em 2023.

Nesse sentido, durante o fórum, que se realizou no Centro de Artes de Sines, foi assinado um protocolo entre o Fundo Ambiental e o Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), com um montante de 100 mil euros, para a realização de um estudo de requalificação profissional dos trabalhadores das centrais a carvão do Pego e de Sines.

Em declarações à agência Lusa, à margem do encontro, o governante reforçou que estas iniciativas “servem para mostrar aos trabalhadores que hoje têm uma incerteza em relação ao seu futuro que o Governo está a trabalhar para trazer investimentos muito significativos a esta região que permitirão mostrar que a transição energética pode ser uma oportunidade e não uma ameaça”.

Reconhecendo que “estas oportunidades” não chegarão “a todos” os trabalhadores da central termoelétrica de Sines, por se encontrarem “em situações de pré-reforma ou até de reforma”, o governante adiantou que as medidas irão beneficiar “os trabalhadores mais novos”.

“Para aqueles que sejam mais novos e para quem o futuro profissional não acabará com esta central, poderão continuar a imaginar a sua vida em Sines, no sector da energia, que terá muitas oportunidades e que estamos a trabalhar para, na medida do possível, integrar a maioria dos trabalhadores nesses novos investimentos”, garantiu.

O encerramento da produção da central termoelétrica de Sines, previsto para 2023, abrangerá um universo de 500 trabalhadores, entre trabalhadores directos e indirectos.

Foto: Bruno Simão

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