Escolas, universidades e creches encerradas a partir de hoje em todo o país

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As escolas, as universidades, as creches e as actividades de tempos livres estão encerradas a partir de hoje em todo o país devido à pandemia de Covid-19, uma medida que está prevista ser reavaliada em 9 de abril.

A suspensão de toda a actividade escolar lectiva e não lectiva presencial foi uma das principais medidas extraordinárias de contenção e mitigação do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, adoptadas pelo Conselho de Ministros de quinta-feira. Antes, já as principais universidades do país tinham decidido por sua iniciativa parar as aulas presenciais.

A medida do Governo seguiu-se a um parecer do Centro Europeu para Prevenção e Combate às Doenças, que recomenda aos Estados-membros da União Europeia o encerramento imediato dos estabelecimentos de todos os graus de ensino.

Quando anunciou a suspensão das aulas, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que a pandemia está longe de ter atingido um pico e, em 9 de abril, o Governo determinará o que fazer em relação ao terceiro período e vai preparar medidas alternativas ao ensino presencial, que permitam assegurar a conclusão deste ano letivo.

Os trabalhadores que tenham de ficar em casa com os filhos até 12 anos terão faltas justificadas, segundo as medidas aprovadas pelo Governo, que vai igualmente garantir apoio financeiro excepcional aos empregados por conta de outrem, no valor de 66% da remuneração-base (33% a cargo do empregador, 33% a cargo da Segurança Social) e aos independentes, no total de um terço da remuneração média.

A suspensão de toda a actividade lectiva estava a ser exigida por associações de diretores escolares, de pais e sindicatos da educação, à semelhança do que já estava a acontecer em vários Estados europeus.

Segundo uma orientação do Ministério da Educação, em cada escola estará apenas uma equipa para assegurar a manutenção e vigilância dos espaços, as questões administrativas e a sinalização de situações excecionais.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, advertiu que “ninguém está de férias” com a suspensão das actividades lectivas, e a ideia é continuar a trabalhar à distância, devendo os professores titulares e directores de turma garantir que têm os contactos electrónicos e telefónicos de todos os encarregados de educação e/ou alunos.

O Governo sugere ainda às escolas que falem com as autarquias para que seja encontrada uma solução junto das respostas sociais locais para os alunos cuja refeição escolar é indispensável.

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