Hidroxicloroquina: o fármaco que está a ser analisado para conter a covid-19.

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Já se esgotou em farmácias pelo mundo fora, já se usa por cá – mas noutras patologias – e poderá ser o “ovo de Colombo” na luta contra a pandemia covid-19. Chama-se hidroxicloroquina, não é algo totalmente novo e trata-se de uma solução aparentemente simples e facilmente disponível aos serviços de saúde, mas cuja eficácia ainda não é inequívoca. E, sobretudo por isso, a utilização ainda não é transversal – apenas a Índia já avançou abertamente – e muito menos em contexto de profilaxia [aplicação para evitar propagação de doenças]. Ainda há muito por fazer.

Este fármaco é usado há muitos anos no tratamento de pacientes com doenças reumatológicas e já é aplicado, em Portugal, em doentes com covid-19, mas em situações particulares: apenas nos que estejam internados com insuficiências respiratórias.

O Infarmed confirmou ao Jornal PÚBLICO que está a ser estudado o alargamento da aplicação deste medicamento – já autorizou três pedidos de utilização –, ainda que o estudo esteja, para já, numa fase de “procura de evidências científicas relativamente à eficácia da substância”.

Referindo que “está a ser utilizada a pouca prova científica que existe”, o organismo de medicamentos e produtos de saúde recusa apontar uma conclusão concreta ou sequer uma estimativa do tempo que demorará a desenvolver essa parca evidência para algo mais palpável. Essencialmente, para algo que permita alargar a utilização ao tratamento de doentes com covid-19.

Resultou em contextos específicos

O que motivou o estudo deste medicamento é a certeza de que, até certas dosagens, a utilização da substância trouxe resultados, havendo a convicção de que este reduz, em pessoas infectadas, o tempo de actividade do vírus. Algo que significa, por extensão, que esta substância poderia ajudar a aumentar a rapidez da cura, acelerar as altas médicas – desobstruindo os serviços de saúde –, evitar a entrada em cuidados intensivos e, sobretudo, reduzir os focos individuais de contágio por doentes infectados.

Foto: Rui Gaudêncio

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