Trabalhadores defendem nacionalização da Galp após distribuição de dividendos.

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A Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal (CCT), operadora das refinarias de Sines e de Leça da Palmeira, responsabilizou  os accionistas da Galp, entre os quais o Estado, pela distribuição de 314,7 milhões de euros em dividendos, numa fase em que a empresa está “descapitalizada” e que precisa, a seu ver, de passar para a esfera pública.
“A CCT responsabiliza o Governo e os restantes accionistas privados, que determinaram a distribuição de dividendos, pela descapitalização do grupo e parecem estar de acordo com o lema ‘Galp must fall’ [a Galp deve cair, em português]. A CCT refuta este lema e afirma que a Galp tem de continuar – mas pública”, lê-se na nota emitida pela comissão.
Segundo a nota, a nacionalização é a “única forma” de a Galp “continuar a assegurar o papel central que tem na sociedade portuguesa”, em face de “uma crise petrolífera sem precedentes”, de “uma crise económica que se está a avolumar em consequência da pandemia de covid-19” e da “grande interrogação” sobre as “condições de financiamento da empresa no futuro”
A estrutura accionista da Galp, na qual o Estado tem a segunda maior participação (7,48% através da sociedade Parpública), depois da Amorim Energia (33,34%), aprovou a distribuição de 314,7 milhões, depois de, em setembro, já ter distribuído a outra tranche de 2019 (262,25 milhões).
A CCT considerou que a distribuição de dividendos foi unicamente motivada pela “ganância dos lucros” e demonstrou os “limites e as consequências da privatização da empresa”, tendo atribuído a responsabilidade dessas consequências ao actual Governo.
“Este Governo do PS será o principal responsável por tudo o que possa vir acontecer no que diz respeito aos trabalhadores e ao país, no seguimento desta decisão errada”, reitera o comunicado.
A comissão lembrou que o Governo, ao dar o “aval à conversão de investimento em dividendos cujo destino será maioritariamente o estrangeiro”, recusou o “efeito replicador do investimento produtivo para o país, que o Estado viria a colher mais à frente”.

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