Refinaria de Sines retoma actividade após mais de um mês de paragem.

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A refinaria de Sines retomou a actividade, após mais de um mês de paragem devido à impossibilidade de escoar os combustíveis, face à redução do consumo provocada pela pandemia, disse fonte oficial da Galp Energia à Lusa. Questionada pela Lusa sobre a retoma da actividade, fonte oficial da petrolífera adiantou que “o ajustamento planeado do sistema refinador da Galp, anunciado no final de abril, continua a decorrer conforme o programado”. “O calendário previsto para o processo de retoma gradual da produção está a ser cumprido, tendo sido já reativada a produção da refinaria de Sines”. De acordo com a mesma fonte, “assegurando a operação logística de abastecimento ao mercado nacional, a Galp continua a monitorizar a evolução da conjuntura do mercado nacional, ibérico e internacional, de forma ajustar o alinhamento do seu sistema refinador com os contextos desafiantes e incertos à escala global”. Em 20 de abril, a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva anunciou a suspensão da actividade durante pelo menos um mês na refinaria de Sines, a partir de 4 de maio. Sem revelar o impacto que terá nas contas da petrolífera, a Galp justificou então a decisão com a “evolução da conjuntura nacional e internacional decorrente da prorrogação do estado de emergência”, decretado pela primeira vez em 19 de março por causa da pandemia, que impôs “medidas extremas de contenção, quarentenas cada vez mais restritivas e a paralisação da maioria das atividades económicas”. Em abril, mês em que vigorou o estado de emergência, em Portugal o consumo de gasolina caiu 61,3% e o de gasóleo registou um decréscimo de 44,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro). A associação recordou que, tal como tinha previsto na nota referente às reduções de consumo em março, “em abril elas foram cerca do triplo na gasolina (de 20,9% para 61,3%), mais do triplo no gasóleo (de 12,3% para 44,6%) e dispararam no ‘jet’ (de 34,3% para 93,4%)”. Em termos acumulados, desde o início do ano, a quebra de consumo foi de 21,1% na gasolina e de 16% no gasóleo.

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