Ambiente marinho da costa de Sines convive bem com o saneamento da zona portuária e industrial.

Segundo avança o Jornal Público, o ambiente marinho da zona costeira de Sines não apresenta problemas de impacte negativo, apesar das décadas de funcionamento de uma das principais zonas portuárias e industriais do país, conclui a noticia derivada de um estudo da Águas de Santo André apresentado nesta segunda-feira. “Não há degradação da qualidade” da água onde é efectuada a descarga, o fundo do mar está “limpo”, a perturbação das comunidades bentónicas (organismos que habitam os fundos sedimentares) foi “nula”, a qualidade ecológica da macrofauna varia entre “boa e elevada” e não houve “qualquer efeito adverso” para as espécies estudadas, uma vez que “não houve distúrbios” no crescimento nem registos de mortalidade, conclui o trabalho de monitorização realizado durante os dois últimos anos. O estudo, desenvolvido entre 2018 e 2020, e executado pela empresa Smallmatek em parceria com a Hidromod, incluiu a recolha de amostras de água e sedimentos no mar, ao longo de quatro campanhas. O trabalho centrou-se na avaliação do ambiente marinho junto à saída, e na zona envolvente, do grande emissário submarino de Sines, que despeja as águas residuais no oceano. Este emissário submarino, construído em 1976, tem 2,5 quilómetros de cumprimento e desemboca a 40 metros de profundidade, no mar. Debita 21500 metros cúbicos de águas provenientes, sobretudo, da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS). As águas passam primeiro na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Ribeira de Moinhos, considerada única no país, por servir maioritariamente indústria petroquímica. Esta ETAR, construída em 1981, trata as águas residuais de três cidades, Sines, Santiago do Cacém e santo André, mas, ainda assim, 73% dos caudais tratados são provenientes das grandes refinarias existentes na zona industrial. Este sistema de saneamento do Litoral Alentejano é gerido pela Águas de Santo André, do Grupo Águas de Portugal, e a empresa mostra “satisfação” pelos resultados do estudo. Para Luís Faísca, presidente da Águas de Santo André, os resultados obtidos indicam que “o impacto no ambiente é diminuto” e “confirmam que a actividade da empresa está a ser bem desempenhada”. Para ilustrar a qualidade das águas do mar na costa de Sines, o administrador da Águas de Portugal, João Neves, recordou que “as praias na envolvente têm todas bandeira azul”.

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