DGS muda definição de “caso” Covid. Perda de paladar e olfacto entram nos critérios.

Segundo avança o Observador, sete meses depois de a Covid-19 ter sido declarada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde, a DGS fez esta segunda-feira uma actualização da definição de “caso de infecção por SARS-CoV-2”, atendendo ao conhecimento científico que foi adquirido desde então. A partir de agora, basta um doente apresentar sintomas como perda repentina de olfacto ou de paladar para ser considerado um caso possível de Covid-19, e não precisa de ter necessariamente febre, tosse ou dificuldade respiratória nem tem — necessariamente — de ter tido contacto com um infectado. A última definição de critérios tinha sido feita a 25 de fevereiro, altura em que um doente era considerado suspeito de Covid-19 se acumulasse critérios clínicos como febre, tosse ou dificuldade respiratória com critérios epidemiológicos que iam desde o contacto com um caso positivo nos últimos 14 dias à história de viagem para países como China, Japão, Irão e norte de Itália. Agora já não é assim.

O que muda? A partir de agora, é considerado “caso possível” de Covid-19 um doente que tenha pelo menos um dos seguintes sintomas clínicos:

Tosse de novo ou agravamento do padrão habitual de tosse;

Febre (mais de 38º) sem estar associada a outra causa aparente;

Dificuldade respiratória sem outra causa aparente (intitulado dispneia);

Perda súbita de olfato (anosmia);

Perda súbita de paladar (disgeusia ou ageusia);

Para além disto, também mudam os critérios epidemiológicos, usados para considerar os casos “prováveis” de Covid-19. Até aqui, os critérios epidemiológicos considerados eram o contacto com um caso confirmado nos últimos 14 dias; o contacto com doentes infectados em contexto hospitalar e o histórico de viagem para zonas com transmissão comunitária activa, como a China, o Irão e o norte de Itália.

Agora já não é assim. Entra no critério epidemiológico qualquer pessoa que preencha um dos seguintes critérios nos 14 dias antes do início dos sintomas:

Contacto com caso confirmado de Covid-19;

Ser residente ou trabalhador numa instituição com pessoas vulneráveis e com casos confirmados de Covid-19 (lares, prisões, abrigos, casas de acolhimento);

Se tiver tido exposição laboratorial não protegida a material infectado com o novo coronavírus.

Basta uma pessoa preencher um dos primeiros requisitos (ter um dos sintomas clínicos referidos, como febre ou perda de olfacto) e, cumulativamente, preencher um dos critérios epidemiológicos enumerados (trabalhar num lar ou ter tido contacto com um infectado), para ser considerado não apenas um caso possível de Covid-19 mas sim um caso “provável” de Covid-19.

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