Ministro do Ambiente garante formação a 400 trabalhadores da Central.

Segundo avança o Jornal Económico, o ministro do Ambiente e da Ação Climática (MAAC) afirmou que os cerca de 400 trabalhadores da central termoelétrica de Sines (que tem data prevista de encerramento no início de 2021) são prioridade do Governo afirmando que “estamos a trabalhar para que esses empregos sejam menos acautelados e que as pessoas tenham as formações necessárias para poder ter um outro emprego”.

A afirmação foi dita durante o segundo evento no ciclo de debates “Europa Verde: Rumo à neutralidade climática 2050” que decorreu, ontem, por videoconferência com a participação de Virginijus Sinkevičius, comissário europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas e João Pedro Matos Fernandes.

Durante a sessão de perguntas e respostas, que decorreu a seguir à sua intervenção, o ministro argumentou que “o futuro é de mais emprego qualificado” e que os trabalhadores da central de Sines serão alvos de formação para que possam integrar nos projectos de energia solar que estão a ser desenvolvidos.

“Aquilo que estamos a fazer é garantir que Sines continua a ser um polo essencial para a produção de energia, neste caso a partir do hidrogénio, e que todos os projectos a partir de solar que existem com uma proximidade de Sines — que é a cidade do país que mais risco corre com esta transição — são de um número muito maior do que os empregos que poderão estar em risco neste território”, referiu o responsável do Governo pelo ambiente.

“É preciso estarmos atentos aqueles que sofrem sempre mais com a mudança, porque são mais frágeis socialmente ou porque têm menos competências profissionais”, vincou, argumentando que o investimento na sustentabilidade é criador de emprego mais qualificado.

O investimento previsto no projecto industrial de produção de hidrogénio verde em Sines poderá ser superior a 1,5 mil milhões de euros, de acordo com a Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2).

Segundo o documento, trata-se do “projecto âncora de grandes dimensões à escala industrial de produção de hidrogénio verde, focado em alavancar a energia solar, mas também eólica, enquanto factores de competitividade, tirando partido da localização estratégica de Sines”, cujo investimento base previsto “poderá ser superior a 1,5 mil milhões de euros”.

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