Protesto em Sines contra falta de profissionais nos serviços públicos

A concentração foi marcada pela Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do concelho de Sines, que apontou a alegada falta de recursos humanos como um dos principais problemas que a região enfrenta.

“A falta de recursos humanos e de profissionais suficientes para assegurar os vários serviços públicos existentes no litoral alentejano é um dos maiores problemas que encontramos e que é transversal a todos os concelhos”, criticou à agência Lusa o porta-voz das comissões de utentes da região, Dinis Silva.

A acção de luta “Agir em defesa dos Serviços Públicos” contou com a presença de algumas dezenas de manifestantes, entre utentes, autarcas e profissionais de saúde, constatou a Lusa no local.

“No Hospital do Litoral Alentejano faltam médicos, faltam cerca de 100 enfermeiros e há debilidades na resposta aos vários serviços, com tempos de espera muito elevados. Sabemos que existe um médico cardiologista para 100 mil utentes e, na especialidade de ortopedia, há médicos que já pediram a reforma e não há quem os substitua”, argumentou o porta-voz.

Na educação, “há falta de auxiliares nas escolas”, acrescentou o responsável, dando ainda como exemplo outros sectores, “como a justiça” e “os serviços de correio”, onde “subsiste a falta de profissionais”.

Na cidade de Sines, “há locais em que o carteiro só vai uma vez” e “há serviços entregues a empresas privadas que pagam miseravelmente aos trabalhadores, quando esses profissionais deveriam ser integrados nos serviços dos CTT — Correios de Portugal”, criticou.

Estes problemas “agravaram-se com a pandemia de covid-19”, notou o coordenador, apontando para o “encerramento da Unidade de Convalescença” do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), cuja reabertura exigiu.

De acordo com Dinis Silva, nos cinco concelhos do litoral alentejano, “há problemas físicos nas várias extensões de saúde” e “outras foram encerradas e ainda não reabriram”, como é o caso da extensão de saúde de São Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, que tem “cerca de 700 utentes”.

Nesta acção, a última de quatro que as comissões têm vindo a realizar desde março no litoral alentejano, os utentes exigiram “a colheita de amostras para os meios complementares de diagnóstico no Centro de Saúde de Sines, a contratação de profissionais para o regular funcionamento dos diversos serviços públicos e o cumprimento dos tempos de espera de consultas e cirurgias no HLA”.

Foto: © iStock

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