Viver em Sines: não há oferta para tanta procura e preços dos imóveis continuam a subir

Muita procura para pouca oferta. Este é o retrato do mercado imobiliário de Sines, ( no artigo do site do imobiliário Idealista), que tem visto os preços subir, (também) à boleia dos novos investimentos anunciados para a região nas áreas da tecnologia e energia. O produto que existe esgota-se em pouco tempo, e os projectos imobiliários em andamento, ou em vias de chegar ao terreno, são poucos e insuficientes, segundo as imobiliárias da zona ouvidas pelo idealista/news. As casas de campo, herdades e os montes alentejanos dão sinais de ser o novo foco da procura, alimentada também pela mudança de estilo de vida impulsionada pela pandemia.

Sines tem estado nas “bocas do mundo”, quer como destino turístico, quer como centro de atração de investimento, dadas as suas potencialidades económicas e localização geoestratégica. Além de albergar um dos maiores portos da União Europeia e um forte polo petroquímico, irá também ser a “casa” de um megacentro de dados, num investimento que irá rondar os 3,5 mil milhões de euros, entre muitos outros projetos que estão na mira. Nos próximos anos, o emprego deverá crescer, assim como o número de pessoas a viver naquela região.

Mas para dar resposta às novas necessidades, é preciso criar mais habitação – sobretudo acessível . Uma opinião partilhada por Ana Paula, da imobiliária Imonusi, e por Humberto Pereira, da Stop and Buy, dois profissionais no terreno que avaliaram o impacto deste novo ciclo de investimentos no mercado imobiliário local.

Os responsáveis das imobiliárias, em declarações ao idealista/news, são unânimes na altura de traçar um retrato do mercado actualmente: não há oferta para tanta procura, num “mercado parado em termos de novas construções e com preços muito elevados”, refere Humberto Pereira. Ana Paula, da Imonusi, conta mesmo que desde que os projectos foram divulgados na imprensa já este ano, “os preços subiram mais 10.000 ou 20.000 euros” e que a procura “triplicou”, algo que está a tornar o “mercado especulativo”.

O problema, consideram, está na falta de oferta – quer para comprar, quer para arrendar. Para o responsável da imobiliária Stop and Buy, os projectos em andamento (ou em vias de chegar ao terreno) são poucos e “manifestamente” insuficientes, caso se concretizem todos os projectos industriais anunciados. “Provavelmente a procura vai crescer ainda mais, pelo que os preços serão ainda mais elevados. Deverão surgir novos construtores neste mercado que farão novos empreendimentos o que levará, ainda assim, a uma agitação do mercado dos usados”, salienta Humberto Pereira.

Na cidade “já estão a surgir algumas soluções de apartamentos e moradias, mas quando surgem é tudo rapidamente vendido”, acrescenta Ana Paula. A consultora imobiliária considera que o mercado está a estagnar e que, se nada for feito, “vai chegar uma altura em que não há nada para vender”.

No mercado residencial de venda no concelho de Sines, os preços estiveram em crescimento até ao final do ano de 2020, com uma pequena quebra nos valores no 3º trimestre, tal como mostram os dados do idealista/data.

No primeiro trimestre de 2020, o preço unitário estava nos 1.488,80 euros por metro quadrado (euros/m2), passando para os 2.049,90 euros/m2 no quarto trimestre de 2020. A variação foi de 38%.

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