Portos perdem 418 mil toneladas face a Março de 2020.

Segundo avança a Cargo, o primeiro trimestre de 2021, os portos do Continente movimentaram um total de 21,4 milhões de toneladas de mercadorias, perdendo -1,9% face ao mesmo período de 2020 (equivalente a menos 418,8 mil toneladas movimentadas no período Janeiro-Março), adiantou a AMT. Refira-se ainda que a performance de movimentação de cargas nos portos do Continente contou com uma variação positiva homóloga de +0,1%.

Os portos que mais peso tiveram neste resultado foram Leixões e Sines, «respectivamente com uma influência negativa determinada pela diminuição de –1,5 milhões de toneladas (correspondente a –28,4%) e uma influência positiva associada a um acréscimo de +1,1 milhões de toneladas (correspondente a +9,8%)», revela o documento da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), referente ao trimestre inicial.

Por detrás das variações nestes portos (líderes nacionais de movimentação) estão os respectivos mercados do Petróleo Bruto, que observa uma redução de um milhão de toneladas, reforçada pelos Produtos Petrolíferos cujo volume diminui –304,9 mil toneladas e a Carga Contentorizada, que regista um aumento de +847,4 mil toneladas, reforçado igualmente pelos Produtos Petrolíferos, cujo volume aumenta +397,8 mil toneladas.

O desempenho negativo sentido pelo ecossistema portuário resulta, em grande parte, da performance do mercado de Petróleo Bruto, mas, realça a AMT, «importa sublinhar que nesse trajecto negativo é acompanhado por outros mercados, embora com variações menos expressivas». Para além da Carga Contentorizada, em que se verificou um incremento de +892,4 mil toneladas (+11,6%), e do ligeiro incremento dos Produtos Petrolíferos, «apenas o dos Produtos Agrícolas e da carga Ro–Ro registam acréscimos no primeiro trimestre, sendo respectivamente de +20,4 mil toneladas (+1,8%) e de +16,1 mil toneladas (+3,5%)», explica a entidade, que, neste relatório, compila e analisa os dados veiculados pelas administrações portuárias.

Dos mercados com comportamento negativo, ao Petróleo Bruto segue–se, em volume da diminuição, o do Carvão, com uma quebra global de –118,4 mil toneladas (–91%), sendo que «o carvão mineral desembarcado em Sines evolui para o total desaparecimento», explica a AMT. Contudo, ainda se verificou um movimento de 11,7 mil toneladas, que reflecte uma diminuição de –50,8 mil toneladas, a que acresce a diminuição de –67,6 mt de petcoke em Setúbal.Assinala–se ainda a quebra de –68,3 mt (–4%) nos Outros Granéis Sólidos, de –30,1 mt (–2,1%) na Carga Fraccionada e ainda um total de –25 mt no conjunto dos Minérios e dos Outros Granéis Líquidos.

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