Faleceu Américo Leal (1922-2021)

Américo Leal, cidadão, resistente antifascista e deputado natural de Sines, morreu ontem, 18 de junho, aos 99 anos.  

Américo Leal nasce em Sines a 20 de janeiro de 1922. Aos 12 anos, começa a trabalhar como operário corticeiro, classe por cujos direitos se bate desde muito cedo e de cujas lutas deixa um retrato impressivo no livro “Quem Somos – Testemunhos”, que publica em 2001. 

É junto dos corticeiros que forma a sua consciência política e que ganha força a sua oposição à ditadura do Estado Novo.  

Em 1947, filia-se no Partido Comunista Português e, depois de um incidente originado pela realização de inscrições numa parede em Santiago do Cacém, passa à clandestinidade, juntamente com a sua mulher, Cizaltina Santos. 

Dias depois do 1.º de Maio de 1974, é recebido em braços na estação de caminhos de ferro de Sines, recepção entusiástica que é a medida do tributo ao seu percurso na resistência antifascista. 

Já em democracia, é deputado à Assembleia Constituinte e nas duas primeiras legislaturas da Assembleia da República, eleito pelo distrito de Setúbal. 

Ao longo das décadas seguintes, nunca perde uma oportunidade de transmitir às novas gerações a experiência da luta antifascista, como faz, em 2014, no filme “Do Silêncio à Liberdade – O 25 de Abril em Sines.” 

O corpo de Américo Leal estará em câmara ardente na Casa de Velório de Sines, amanhã, 20 de junho, entre as 10h00 e as 12h00, seguindo depois para Setúbal, onde será cremado.  

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