Hidrogénio verde em Sines. Decisão sobre investimento será tomada nos próximos dois anos.

A EDP Renováveis lidera o consórcio Green H2 Atlantic que visa o desenvolvimento e a operação de um eletrolisador com 100 megawatts para produzir hidrogénio verde.

Segundo avança o Jornal Económico, o grupo EDP diz que vai tomar uma decisão de investimento sobre o hidrogénio verde em Sines no espaço dos próximos dois anos. A EDP Renováveis lidera o consórcio Green H2 Atlantic que teve a luz verde por parte da Comissão Europeia recentemente, com direito a receber fundos europeus no valor de 30 milhões de euros de um total de 76,6 milhões de euros previstos de investimento. O objectivo é construir um eletrolisador para produzir hidrogénio verde com 100 megawatts de potência.“Estes processos de desenvolvimento demoram bastante tempo, é preciso fazer uma análise técnica, económica. O consórcio está a trabalhar nisso, não antevejo uma decisão de investimento no curto prazo, isto são processos que demoram o seu tempo de maturação”, disse o presidente do grupo EDP.

“A própria tecnologia do hidrogénio é bastante embrionária, é preciso perceber o custo de investimento, o que se faz com o hidrogénio, para além de saber o preço a que se poderia vender o hidrogénio. Há ali uma série de temas que têm de ser bastante aprofundados para nos próximos dois anos se poder tomar uma decisão de investimento”, afirmou Miguel Stilwell de Andrade.

A EDP Renováveis vai ser a empresa a coordenar este projecto que visa o desenvolvimento e a operação de um eletrolisador com 100 megawatts nesta cidade.

Para produzir o hidrogénio verde, vai ser usada energia solar e eólica. Depois, o hidrogénio produzido no Green H2 Atlantic vai ser consumido em projectos localizados em Sines.

O objectivo final do Green H2 Atlantic é criar 1 gigawatt de capacidade de produção de hidrogénio verde, criando 1.147 empregos diretos e 2.744 indiretos, pode-se ler.

“O consórcio inclui toda a cadeia de valor, incluindo produtores de eletrolisadores, produção de hidrogénio verde, consumidores da indústria química e redes de gás natural, empresas de electrónica de energia, empresas de gestão de energia usando inteligência artificial, produtores de energias renováveis”, segundo o documento da Comissão Europeia.

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