Porto de Sines cresce 9% em carga e mantém liderança dos portos nacionais

Segundo dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, no mês de janeiro de 2022, os portos comerciais do Continente movimentaram 7,2 milhões de toneladas, representando um recuo de -275,6 mil toneladas (mt), correspondente a -3,7%, face ao verificado no mesmo mês de 2021, tendo ficado ainda a -1,12 milhões de toneladas (-13,5%) do máximo registado em janeiro de 2017. A tipologia de carga com maior responsabilidade neste comportamento foi a Carga Contentorizada, que caiu -242,9 mil toneladas, correspondente a -8,1%, por efeito mais intenso da diminuição verificada no tráfego de transhipment em Sines. Embora com menor intensidade, também o Petróleo Bruto e a Carga Fracionada registaram diminuições que influenciaram o comportamento geral, tendo ascendido respetivamente a -99,5 mt (-11,7%), integralmente reflectido no Porto de Sines, e a -72,6 mt (-13,8%), com maior impacto em Aveiro e Leixões.

Dos impactos positivos merece particular referência a tipologia dos Produtos Petrolíferos, que cresce globalmente +142,7 mt (+9%), com origem especial no porto de Sines (+114,1 mt ou +8,9%), a que podem acrescentar-se os Outros Granéis Sólidos e a Carga Contentorizada em Leixões (+60,9 mt ou +49,5% e 45,9 mt ou +8,3%) e ainda os Produtos Agrícolas em Lisboa (+44,3 mt ou +15,1%). A actividade portuária desenvolvida em janeiro confere a Sines a posição cimeira no ranking dos portos que maior volume de carga movimentam, com uma quota de 54,5%, a que se seguem Leixões com 17,3%, Lisboa com 11,9%, Setúbal com 6,9%, Aveiro com 6,8%, Figueira da Foz com 2,1%, Viana do Castelo com 0,3% e Faro com 0,03%. No tráfego com o hinterland, o Porto de Sines cedeu a posição cimeira no ranking ao porto de Leixões, que detém uma quota de 36,8%, quedando-se pela segunda posição com 32,8% do movimento total em TEU, seguindo-se Lisboa com 19,1% e Setúbal com 9,8%. Importa salientar que o tráfego com o hinterland observa no mês em análise o seu valor mais elevado nos meses homólogos, com 148,5 mil TEU, excedendo em +7,4% o registo de janeiro de 2021, reflectindo idêntico desempenho em Leixões e em Sines, após acréscimos respectivos de +9% e de +12,4%.

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