Investigadores da NOVA FCSH desvendam naufrágio em Sines.

Pela primeira vez, uma missão arqueológica de verificação e constatação visitou a baía de Sines, num local onde, nos anos 60, já tinham sido identificados canhões e pedras de lastro. A campanha decorreu no âmbito do projeto da Direção-Geral do Património Cultural “Um Mergulho na História”, onde participam diversos arqueólogos da NOVA FCSH. Segundo Alexandre Monteiro, investigador do Instituto Português de Paleociências e coordenador do projeto, “tudo indica que os destroços pertencem a um navio que carregava material de guerra obsoleto da primeira metade do século XIX”, adianta. O próximo passo será o de “descobrir qual terá sido exatamente o navio afundado”, conclui. A campanha arqueológica na baía de Sines decorreu no princípio de julho e foi liderada pela investigadora Sónia Bombico, da Universidade de Évora. Participam também Miguel Martins e Filipe Castro. Os trabalhos contaram ainda com o apoio logístico da Câmara Municipal de Sines e com a participação de Gonçalo Chinita, técnico do município. A equipa do projeto “Um Mergulho na História” é composta por arqueólogos, investigadores, voluntários e mergulhadores. Foi vencedor do Orçamento Participativo de Portugal no ano de 2018, tendo inicio em setembro de 2021. Até ao momento, foram realizadas três campanhas de prospeção visual na área de interface marítimo (Alcácer do Sal, Melides e Troia), uma campanha de prospeção geofísica subaquática ao largo Porto Covo e um Workshop internacional sobre Arqueologia fluvial em Alcácer do Sal.

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