GALP investe 486M€ em hidrogénio verde e biocombustíveis em Sines.

Energética prepara investimentos na sua refinaria para construir até ao final de 2025 unidades de produção de hidrogénio verde e biocombustíveis (aviação e rodovia) que vai gerar mais de 400 milhões de euros de receitas anuais.

A Galp prepara-se para investir 486 milhões de euros até ao final de 2025 na refinaria de Sines. A energética portuguesa tem duas frentes: o hidrogénio verde e os biocombustíveis rodoviários e de aviação. Serão criados 128 postos de trabalho directos para operar estas unidades, com mais de mil trabalhadores para a fase de construção. Este investimento marca a nova trajetória da petrolífera rumo à descarbonização. A maior fatia do investimento (269 milhões de euros) destina-se
ao projeto HVO@Galp que prevê a construção de uma “unidade de produção de biocombustíveis (bio-jet e biogasóleo, fundamentalmente), para utilização no transporte rodoviário e aviação”. Este projecto vai permitir à Galpa “substituição gradual dos tradicionais gasóleo e querosene de aviação (jet) de origem fóssil porcombustíveis de origem sustentável com base em óleos alimentare susados e resíduos oleosos de animais e plantas”. A companhia espera que o projecto gere receitas anuais no valor de432 milhões de euros quando estiver em operacao. Com esta unidade serão criados76 novos postos de trabalho directos, e 150 a 200 indirectos. Durante a construção serão empregues em média 750 trabalhadores, podendo atingir mais de mil trabalhadores no pico das operações. Esta unidade vai ter uma capacidade para produzir anualmente”262,7 kt/ano de biogasóleo ou de193,0 kt/ano de biojet e de outros produtos, também de origem renovável, como a nafta e o propano”. A construção deverá arrancar no segundo semestre de 2023 e termina na segunda metade de 2025. A petrolífera liderada por Filipe Silva sublinha que este é um “passo para a concretização da descarbonização do sector da mobilidade nacional e internacional, providenciando energia verde para os mais diversos sectores, desde os veículos ligeiros à aviação”. O hidrogénio que vai ser necessário a este processo vai ser produzido totalmente na unidade Gal-pH2Park que está a ser desenvolvida em paralelo com este projecto. Na sua análise, a Galp destaca que”em termos globais, os impactos positivos do projecto sobrepõem-se aos efeitos de natureza negativa. Destaca-se igualmente o baixo nível de impacto negativo gerado por este projecto, quer na fase deconstrução, quer na fase de exploração, que não ultrapassa o nível reduzido”.

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