Covid-19: Governo declara prioritário apoio à produção de álcool para hospitais

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“Devido aos efeitos da pandemia covid-19 na saúde pública, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, declarou como prioritários os pagamentos de apoios à produção de álcool para fins hospitalares e farmacêuticos, no âmbito dos pagamentos à desnaturação proveniente dos produtos vinícolas”, indicou, em comunicado, o Governo.

Conforme sublinhou o executivo, estas medidas têm em vista dar resposta à “escassez de álcool nos serviços de saúde, sem prejuízo do apoio económico à indústria vitivinícola”.

O Ministério da Agricultura espera ainda que os destiladores encaminhem os ‘stocks’, estimados em cerca de 500 mil litros, de forma a aumentar a oferta de álcool para fins hospitalares e farmacêuticos.

Covid-19. Bancos também dão moratória no crédito automóvel.

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Além das moratórias no crédito à habitação, alguns bancos portugueses estão também a dar mesma possibilidade no crédito automóvel ou ao consumo, avança o “Jornal de Notícias” esta segunda-feira. A Caixa Geral de Depósitos, o Santander, o BPI e o Crédito Agrícola estão a ir além do que foi decretado pelo Governo – a obrigação de seis meses de moratória.

Segundo o “JN”, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi a primeira a avançar com a disponibilização da moratória no crédito à habitação; agora, também anunciou a extensão aos contratos de crédito ao consumo.

A CGD decidiu tomar um conjunto de medidas, entre as quais a “avaliação de potencial carência de capital até seis meses para crédito à habitação e crédito pessoal, mediante pedido do cliente e em condições de simplicidade de acesso.”

O BPI resolveu lançar um “novo pacote de medidas” para as famílias e empresas disponibilizando “moratórias no crédito à habitação, pessoal e automóvel” por seis meses.

O Crédito Agrícola, por sua vez, é a única instituição financeira que, tanto no crédito à habitação como no do consumo, se disponibiliza a oferecer uma moratória de um ano contra os seis meses da lei que entra hoje em vigor.

Covid-19: Plasma dos recuperados é esperança de tratamento.

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O plasma sanguíneo das pessoas que foram infetadas por Covid-19 e que recuperaram pode ser usado para combater infecções, diz o Guardian. Segundo o jornal britânico, o país já está a identificar possíveis doadores.

A ideia é que, após a administração de soro sanguíneo obtido do sangue de pessoas que já recuperaram da doença, os doentes que ainda estejam a lutar contra a infecção consigam usar os anticorpos desenvolvidos pelos pacientes já recuperados.

Mais detalhadamente, “o plasma de pacientes que recuperaram da Covid-19 conterá anticorpos que o seu sistema imunitário produziu no combate ao vírus. Esse plasma pode ser transferido para pacientes com sistemas imunitários debilitados, que estão a lutar para desenvolver os seus próprios anticorpos. A transfusão de plasma visa, portanto, fornecer anticorpos de um paciente recuperado para ajudar o corpo do doente a combater o vírus Covid-19”,  explica um representante do Serviço Nacional de Saúde britânico, ao Guardian.

Associação do Carnaval de Sines produz equipamentos para HLA e SNS

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A Associação do Carnaval de Sines esta a levar a cabo a produção de equipamentos de protecção visual para apoio ao Hospital do Litoral Alentejano e para o Serviço Nacional de Saúde, mais especificamente cogulas de protecção e mascaras FPP1. As costureiras e apoiantes do nosso Carnaval irão a partir das suas casas, começar já esta semana, com uma equipa que já conta com 30 voluntários. Para fazer parte, contacte a Associação.

Férias da Páscoa interrompem apoio financeiro para os pais

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A chegada das férias escolares, que hoje se iniciam, em contexto de emergência nacional, levou o Governo a reforçar e alargar o regime da justificação de faltas, mas não o apoio financeiro disponível no período de encerramento das escolas.

A decisão de encerramento das escolas a cerca de duas semanas do final do 2.º período, como forma de conter a propagação do novo coronavírus, foi acompanhada de medidas de apoio às famílias com dependentes a cargo, menores de 12 anos, ou independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica, nomeadamente a possibilidade de justificarem as faltas ao trabalho por assistência à família e um apoio financeiro excepcional.

O contexto actual de luta contra o surto de covid-19 levou o Governo, no último Conselho de Ministros, a prolongar o âmbito da medida de justificação das faltas durante as férias e a alargá-la à assistência a ascendentes que se encontrem em lares. O apoio financeiro, porém, continuará a ser concedido apenas aos pais de crianças que frequentam creches (até aos três anos), quando estas se encontrem encerradas.

São ainda consideradas justificadas as faltas motivadas pela prestação de socorro ou transporte, no âmbito da pandemia da doença COVID-19, por bombeiros voluntários com contrato de trabalho com empregador do sector privado ou social, comprovadamente chamados pelo respectivo corpo de bombeiros.

Em causa está um apoio financeiro, que corresponde a dois terços da remuneração — com o limite mínimo de 1 salário mínimo nacional (SMN) e máximo de três SMN — e que será mantido neste período de interrupção letiva apenas para casos de creches fechadas devido à pandemia da covid-19.

Se suspeitar que tem Covid-19 e tiver sintomas ligeiros fique em casa.

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À medida que o número de novos casos de Covid-19 aumenta, a pressão sobre todo o sistema de saúde aumenta também.

Embora a capacidade de diagnóstico tenha aumentado, também aumentou o número de pessoas a ser testadas. Mas há prioridades. E para os casos ligeiros (80% dos casos de Covid-19), mais importante do que a rapidez do teste, é a rapidez com que cumpre as regras de isolamento social.

Se tiver sintomas ligeiros, é urgente a realização do teste? Para alguém que tem suspeita de Covid-19, mas com sintomas ligeiros (sintomas que se assemelham a gripe, como dores de cabeça, queixas digestivas, dores musculares, cansaço, escorrência nasal, dor de garganta ou espirros), a confirmação do diagnóstico pode ser importante (porque pode implicar medidas adicionais de saúde pública), mas na maioria das situações o resultado não muda nada: o doente deve ficar em casa, em isolamento, e os seus contactos devem isolar-se, reforçar higiene e etiqueta respiratória e estar atentos ao aparecimento de sintomas. Ora estes conselhos são aplicáveis a toda a gente, independentemente de haver a confirmação laboratorial no caso suspeito.

Para quem é que é urgente fazer o teste? O teste é prioritário para as pessoas que têm formas graves de doença, que têm de ser hospitalizadas (e terão de ficar internadas em condições especiais), que têm doenças associadas que aumentam o risco de terem formas mais graves de doença, ou para os profissionais de saúde ou outros profissionais que trabalham com populações vulneráveis cujo diagnóstico tardio pode implicar transmissão da doença a muitas pessoas.

Então, o que devo fazer se tiver sintomas ligeiros? O que realmente precisa é de ficar em casa! Ligar à linha SNS24 ou contactar o seu médico de família por telefone. Deve discutir os seus sintomas, isolar-se e evitar expor outras pessoas.