Covid-19: Portugal regista 266 mortos e 10524 infectados.

Screenshot_20200404-123719_ChromeSão mais 20 mortos em 24 horas (crescimento de 8,1%) e mais 638 novos casos de pessoas infetadas (mais 6,5%)

“Verificam-se variações nos dados, incluindo os óbitos, na sequência da correção da informação que tem sido reportada. O óbito que ontem foi registado na ARS Alentejo veio a confirmar-se COVID negativo”, refere a DGS.

Há 22858 casos em vigilância. Estão internadas 1075 pessoas, sendo que 251 estão nos cuidados intensivos.

De acordo com o boletim da Direção Geral da Saúde, há 75 casos recuperados, mais sete do que no boletim anterior da DGS.A informação apresentada refere ao total de notificações clínicas no sistema SINAVE, correspondente a 79% dos casos confirmados.

Abril mês de vencer o pico da covid-19.

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Abril será um mês duro e baixar a guarda pode ser fatal. Aumento de doentes em cuidados intensivos preocupa médicos e dias críticos da pandemia vão exigir capacidade contínua para internar doentes. ‘Até aqui o SNS está a dar uma boa resposta, mas temos de apostar tudo na antecipação’, apela bastonário dos Médicos.  Mês crucial de abril. A expressão foi usada por Marcelo Rebelo de Sousa para carregar a importância e a dificuldade das semanas que o país vai atravessar. O desfecho é a primeira incógnita do processo de recuperação – espera-se – que se seguirá. “Ganhámos a primeira batalha: adiámos o pico, moderámos a progressão do vírus, onde se o número de infectados começara a crescer a mais de 30%, baixou para 15% e nos últimos dias inferior a 15%. Ganhámos tempo”, disse o PR. “Temos de ganhar a segunda fase. Não podemos desbaratar a consolidação da primeira. Temos de consolidar a moderação do surto com números que vão subir e muito em valores absolutos mas irão, esperamos, descer em percentagem”.

Foto: Miguel Riopa/AFP

Já há uma aplicação para dar informação sobre a covid-19.

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O Governo lançou ontem uma aplicação (App Covid19–Estamos On) que pode ser descarregada na Google (Play Store) e da Apple (App Store) para disponibilizar numa plataforma única a informação mais relevante sobre a pandemia covid-19.

“Com o objectivo de apresentar numa plataforma única todas as informações relevantes sobre as medidas de prevenção e contenção do novo coronavírus, o Governo lançou esta aplicação para reforçar a capacidade de alcance de toda a informação necessária para fazer frente ao novo coronavírus, até agora centralizada num site governamental, diz o Governo em comunicado.

Além de disponibilizar todo o conteúdo constante do site, a aplicação permite ao utilizador receber notificações sobre os números diariamente actualizados do boletim epidemiológico do país bem como sobre as principais novidades da resposta do Governo à actual pandemia.

“Com o objectivo de chegar aos mais diferentes públicos, a aplicação foi desenhada de forma a oferecer uma navegação rápida e intuitiva, esclarecendo cidadãos, famílias e empresas sobre o papel que desempenham no combate aos efeitos causados pela Covid-19 e disponibilizando os recursos necessários para que possam beneficiar dos apoios a que têm direito”, acrescenta a nota.

A aplicação foi desenvolvida com o apoio da VOST Portugal e da Flutter Portugal.

Os links para descarregar a aplicação são as seguintes: Play Store e App Store.

Foto: Gonçalo Dias

Covid-19. Governo prepara reabertura do ensino secundário para 4 de maio.

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Não é uma certeza, é um plano: o Governo quer pôr em marcha a reabertura das aulas do 10º, 11º e 12º anos para 4 de maio, na expectativa de que o controlo do surto de covid-19 possa confirmar-se ao longo deste mês, confirmou o Expresso.

O primeiro-ministro ainda espera os pareceres da DGS e dos especialistas, e quer ouvir o Conselho Nacional de Educação e o Conselho de Escolas, para aferir se todos estão de acordo. Mas sabendo que uma reabertura em maio, se for possível, não poderá ser para todos (o distanciamento social ainda terá de ser prolongar), António Costa prefere retomar as aulas presenciais pelo secundário.

Covid-19: Primeiro-ministro assina despacho de tolerância de ponto nos dias 9 e 13 no período da Páscoa.

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“É concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos, nos dias 9 e 13 de abril”, lê-se no despacho que foi assinado por António Costa na sexta-feira e ao qual a agência Lusa teve acesso.

Segundo fonte do Governo, ao contrário do que tinha sido a prática comum em anos anteriores relativamente ao período da Páscoa, a tolerância de ponto é agora dada para todo o dia da próxima quinta-feira, 09 de abril, e não apenas para o período da tarde desse dia.

Além disso, a tolerância de ponto vai abranger também o dia inteiro da segunda-feira seguinte ao domingo da Páscoa, dia 13, o que antes também não acontecia.

No diploma, para justificar estas mudanças face a anos anteriores, refere-se que “foi renovada a declaração do estado de emergência pelo decreto do Presidente da República” de 2 de abril “e que, no quadro da sua execução, o Governo decidiu limitar especialmente a circulação no período da Páscoa”.

Acrescenta-se em seguida “a importância de serem adoptadas medidas que permitam o reforço do recolhimento domiciliário e contribuam para a menor circulação de cidadãos no referido período, nomeadamente os funcionários públicos”.

Da tolerância de ponto, segundo o mesmo diploma, exceptuam-se “os trabalhadores dos serviços essenciais” referidos no artigo 10.º do decreto de 13 de março que estabelece medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo coronavírus.

Identificado medicamento antiparasitário que ‘mata’ Covid-19 em 48 horas.

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Um estudo conjunto levado a cabo pelo Monash Biomedicine Discovery Institute e pelo Peter Doherty Institute of Infection and Immunity, na Austrália, identificou um medicamento antiparasitário capaz de ‘matar’ a Covid-19 nos testes laboratoriais no espaço de 48 horas.

Kylie Wagstaff, uma das responsáveis pelo estudo, sublinhou, no entanto, em declarações ao jornal australiano The Canberra Times, que ainda é preciso saber qual a dosagem correcta de Ivermectin a usar em humanos para curar por completo a infecção.

“Descobrimos que, mesmo uma dose única, poderia remover, essencialmente, todo o RNA viral no espaço de 48 horas, e que, mesmo num período de 24 horas, é possível haver uma redução verdadeiramente significativa”, afirmou.

“Num período em que temos uma pandemia de global e em que não há qualquer tratamento aprovado, se tivéssemos um composto que estivesse já disponível em todo o mundo, isso poderia ajudar as pessoas mais cedo”, acrescentou.

Kylie Wagstaff deixou, no entanto, um aviso: “Realisticamente, demorará algum tempo para que uma vacina esteja amplamente disponível”. 

Portugueses criam ventilador 25 vezes mais barato do que o normal.

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Aumentar a capacidade dos ventiladores é uma necessidade em todos os países afetados pela pandemia de Covid-19. Sabe-se, no entanto, que é um equipamento caro. Por isso, um grupo de portugueses juntou-se para criar uma versão low cost.

Como avança o jornal “Observador”, uma equipa de engenheiros e médicos criaram um ventilador mais simples e que também pode ser usado em doentes com o novo coronavírus. Além de ser eficaz, é 25 vezes mais barato do que os normais: custa 1000€ — os tradicionais chegam aos 25 mil euros.

É também mais rápido de fabricar, sendo feito com materiais de distribuição de gás. Criado por físicos que  já trabalharam em projectos do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) e engenheiros de uma equipa italiana de Fórmula 1, contou com o apoio do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

A iniciativa “é um claro resultado da capacidade acumulada em Portugal em sistemas de engenharia de elevada complexidade: o movimento de mobilização nacional em torno deste tema é impressionante e tem sido realizado em estreita colaboração com instituições médicas e a indústria”, disse à mesma publicação o ministro.

A ideia foi de Paulo Fonte, físico instrumentalista, professor no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e investigador no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP). Queria conceber um conceito que permitisse criar mil ventiladores em quatro semanas, contou ao “Observador”.

Para isso teve a ajuda do projeto Open Air que é o projecto de um português que pretendia reunir centenas de especialistas por todo o mundo para produzir novos ventiladores. Dois dias depois de um apelo feito no Twitter, 13 de março, João Nascimento já tinha reunido mais de 1400 especialistas. A patente, garante, foi registada em nome da humanidade,“para que nenhuma entidade possa tirar proveito económico.

Foi através desse projeto que Paulo se juntou também a médicos que o ajudaram a levar a sua ideia para a frente. Resultado: um ventilador mais barato e feito com objectos que existem em em qualquer armazém e que não estão a escassear.