Portugal de Lés-a-Lés fez paragem no Castelo de Sines.

portugal_de_les_a_les_no_castelo_de_sines_1_980_2500.jpg

A 21.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés trouxe ontem ao Castelo de Sines cerca de 1900 motos e 2115 motociclistas, sendo que 200 deles eram estrangeiros, a maioria com origem em Espanha, e os restantes nos EUA, Canadá, Ucrânia, Alemanha, Hungria, Suíça, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Croácia e Bélgica.

A passagem da caravana mototurística por Sines esteve integrada na 3.ª etapa da iniciativa, com início na Arruda dos Vinhos e terminando em Lagos. O Castelo de Sines recebeu os motociclistas durante todo o dia, desde as 9h00 da manhã até ao final da tarde. A Câmara Municipal de Sines deu o apoio necessário desde a chegada até à partida das últimas motos.

Após saírem da cidade, os mototuristas prosseguiram pelo concelho de Sines, passando por São Torpes, Porto Covo e praia da Ilha do Pessegueiro.

Segundo a vereadora da Câmara Municipal de Sines com o pelouro do Turismo, Filipa Faria, esta passagem do Portugal de Lés-a-Lés pelo concelho foi bastante vantajosa para o Município, dando a possibilidade de promover todo o seu potencial turístico. Proporcionou também aos mototuristas a experiência única de apreciarem a beleza das praias do concelho.

Este evento anual, que existe desde 1999, concilia a resistência e a aventura com a vertente turística, sempre com o objectivo de cruzar Portugal de extremo a extremo, contemplando paisagens e lugares de enorme esplendor.

Esta edição do Portugal de Lés-a-Lés, que terminou no dia em que passou por Sines, ligou as cidades de Felgueiras, Figueira da Foz, Arruda dos Vinhos e Lagos, entre os dias 9 e 12 de junho.

Anúncios

Menos incêndios, mas mais área ardida do que em 2018.

697526.png

Desde o início do ano, arderam 7 373 hectares – mais 51% quando comparado com os 4 876 hectares ardidos no mesmo período do ano passado. No entanto, registaram-se pouco mais de quatro mil incêndio este ano. Ou seja, menos 932  do que em 2018.

Os dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) enviados à Lusa, referem que o Porto é a zona que mais incêndios registou (684), seguido de Braga (434) e Vila Real (355).

Quanto à área ardida, Braga é o distrito onde o fogo queimou mais – desde janeiro já arderam 1.254 hectares.

Escolas podem optar por semestres em vez de períodos.

697544.png

As novas regras publicadas ontem pelo ministério da Educação trazem mais autonomia para as escolas. No próximo ano letivo, os estabelecimentos de ensino podem optar por ter semestres em vez de períodos e também por turmas com menos alunos.

Para mais liberdade, as escolas têm de traçar o seu plano de inovação pedagógica e esperar que seja aceite pela tutela. No entanto, ainda que as escolas tenham mais autonomia para adaptar o calendário escolar, terão de respeitar a data de início, fim e interrupções letivas, como Natal e Páscoa. 

A nova legislação da Lei da Autonomia e Flexibilidade Curricular entra em vigor no primeiro dia de setembro.

Segunda edição do Curso Livre de História Local de Sines.

980castelo_1_980_2500.jpg

A segunda edição do Curso Livre de História Local realiza-se a 12 de julho, dia em que se comemora a elevação de Sines a cidade, em 1997. É promovido pelo Arquivo Municipal de Sines e tem início às 14h00, na cafetaria do Centro de Artes de Sines.

A metodologia do curso inclui perspetivas tanto teóricas como práticas, estimulando a participação dos interessados.

A abertura do evento será feita pelo presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, seguida de uma aula – “Sines: entre Neptuno e Marte” -, sobre aspetos da arqueologia e histórias locais de Sines, dada por António Quaresma.

Por fim, é feita uma visita guiada às fortalezas de Sines: Castelo, Forte do Revelim e Forte de Dentro.

Sines: Alunos vivem experiência de residência artística.

residencias_artisticas_1_980_2500.jpg

A turma 4.º C da Escola Básica n.º 2 de Sines (Quinta dos Passarinhos) participou, entre 20 e 24 de maio, no projeto Residência Artística (R-A), dinamizado no auditório da escola pelo professor Manuel Rocha, ex-director do Conservatório da Música de Coimbra e atual diretor da Comissão Instaladora do Conservatório de Música de Loulé.

Esta iniciativa, mediada pelo Serviço Educativo e Cultural do Centro de Artes de Sines, deu às crianças a possibilidade de desenvolverem a temática da primavera através da música, da poesia e do desenho.

Foram trabalhados conteúdos de educação musical básica, como a pulsação, o ritmo e a afinação em contexto coral, entre outros, e aprenderam-se canções, de modo a aproveitar o potencial educativo das mesmas, tanto dentro de um reportório tradicional, com a Moda de Cante e a Lengalenga, como de um reportório clássico, com a Primavera, de Vivaldi.

O trabalho colectivo na construção de um espectáculo final também foi estimulado, e para além de todo o trabalho musical, os alunos conceberam o cenário do espectáculo, desenhos alusivos à primavera, máscaras de papel e poemas.

O projecto Residência Artística (R-A) tem como principal objetivo o despertar de interesse pelo desenvolvimento das artes em contexto escolar. Está integrado no Programa de Educação Estética e Artística, iniciativa da Direção-Geral da Educação, em articulação interministerial com o Ministério da Cultura, contando com a colaboração ativa da Câmara Municipal de Sines.

Nesta edição do projecto estão representados 19 municípios, dos quais apenas dois são no Alentejo: Sines e Moura.

Sines e Los Angeles

jorge-dalmeida-690x377.png

À partida, uma comparação entre Sines e Los Angeles parece despropositada. Porém, uma visita recente veio revelar que as semelhanças são mais fortes, do que se imagina, não obstante a enorme diferença de escala. Mais do que Roterdão, frequentemente apontada como exemplo, Los Angeles (LA) é a melhor referência para o modelo de desenvolvimento de Sines.

Senão, vejamos:

i) Localização continental:

Sines e LA têm localizações geoestratégicas semelhantes, no extremo sudoeste de dois continentes onde o comércio marítimo com o extremo oriente é um fator preponderante nas respetivas economias. Adicionalmente, Sines é o porto europeu mais próximo de LA, através do Canal do Panamá.

As estatísticas de LA são estratoesféricas: US$ 460 bi [mil milhões de dólares] de comércio externo, mais do dobro do PIB [Produto Interno Bruto] português. Em 2018, o movimento de contentores atingiu 9,5 milhões de TEU [medida padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento] que, combinado com o porto adjacente de Long Beach com 8,1 milhões de TEU, totaliza 17,6 milhões de TEU, cerca de 20% acima de Roterdão. 80% por cento do comércio marítimo é com o extremo-oriente, onde sobressai a China, responsável por mais de metade. No lado negativo, LA regista um forte desequilíbrio entre importações e exportações, de que resulta uma elevada movimentação de contentores vazios da ordem dos 30%.

Em contraste, Sines movimenta atualmente cinco vezes menos que LA, sendo cerca de 80% carga de transbordo. Ao contrário de LA, há um equilíbrio razoável entre importações e exportações, pelo que a movimentação de contentores vazios é relativamente pequena.

Sines e LA têm condições para receber os maiores navios-mãe em operação e em construção, com calados até 16 metros. Contudo, ao contrário de Sines, esta profundidade está limitada apenas a alguns dos terminais em LA.

ii) Ligação ferroviária:

Tal como Sines, LA é servida por ligações ferroviárias diretas nos seus terminais (on-dock rail), que constituem um fator crítico de sucesso. Conjugado com Long Beach, circulam mais de 100 comboios por dia com contentores, sendo que cada composição atinge comprimentos até 4,5 quilómetros com duas alturas de contentores (piggy-back), atingindo capacidades da ordem de 1.000 TEU, com ligação a todo o território americano. É sabido que o transporte ferroviário de/para LA concorre diretamente com o transporte marítimo pelo Canal do Panamá, poupando cerca de seis dias no tempo de trânsito para a costa Leste dos EUA. Cerca de 50% do movimento portuário de LA tem origem ou destino fora da Califórnia, quase totalmente servido por ferrovia.

Em relação a Sines, é sabido que o desenvolvimento do Terminal XXI depende, desde o seu arranque em 2004, da ligação ferroviária a Lisboa/Bobadela, progressivamente estendida a outros portos secos estrategicamente localizados em Portugal e Espanha. Mais de 90% da carga do hinterland ibérico servido por Sines é transportada por ferrovia. A Medway (ex-CP Carga) está apostada num forte crescimento do tráfego ferroviário na Península Ibérica, por enquanto condicionado pelas conhecidas limitações da infraestrutura.

Salvas as devidas proporções, Sines pode imitar LA na conquista, por via ferroviária, do mercado europeu. Para os mais céticos, convém lembrar que a DB Schenker/Transfesa opera comboios diários entre Valladolid e o centro da Europa e que Saragoça já recebeu comboios com origem na China.

A ligação marítimo-ferroviária constitui cada vez mais uma vantagem competitiva para os operadores globais, criando uma séria ameaça para os operadores tradicionais. Um exemplo disso é o serviço ‘Land Sea Express’ que a Cosco oferece a partir do porto de Pireus. O objetivo é chegar ao Norte da Europa por comboio, reduzindo o tempo de trânsito do Extremo Oriente em cerca de dez dias. Por enquanto a via férrea não permite essa ligação, mas se/quando isso acontecer, terá necessariamente um impacto negativo nos portos do Norte da Europa.

iii) Centros de distribuição regional:

LA partilha com Long Beach cerca de 5.000 hectares de área dedicada a parques logísticos e centros de distribuição regional (RDC). As principais cadeias de distribuição americanas, como a Walmart, Target e Cotsco, utilizam LA/LB como RDC para bens de consumo asiáticos. A Amazon também tem aí um enorme centro de distribuição para o comércio eletrónico próprio e de terceiros, conhecido por FBA (Fulfillment by Amazon).

Em Sines, não existem RDC e a atividade logística de contentores fora do Terminal XXI ainda é incipiente. Contudo, o desenvolvimento desta atividade é não só inevitável, pela oportunidade de negócio gerada pelo Terminal XXI, como essencial para a continuação do crescimento deste terminal e desenvolvimento do Terminal Vasco da Gama. A Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), gerida pela Aicep Global Parques, oferece excelentes condições para esse efeito: uma área de 2.400 hectares, extensível até 4.200 hectares, onde se localiza uma zona de 270 hectares, adjacente ao porto, reservada para atividades logísticas (ZALSINES).

iv) Zona de Comércio Internacional:

LA tem a maior zona de comércio internacional nos EUA, cobrindo uma área de 2.100 hectares (Foreign Trade Zone 202). Esta zona tem um estatuto semelhante às Zonas Francas consignadas no Título VII do Código Aduaneiro da União (CAU), permitindo um tratamento aduaneiro de exceção para atividades de natureza industrial, comercial e de prestação de serviços, destinadas ao mercado internacional. Parece evidente que Sines deverá obter este estatuto para potenciar o desejado desenvolvimento da ZALSINES.

v) Ligação porto-cidade:

O Porto de LA é um departamento municipal (LA Harbor Department), administrado por cinco comissários nomeados pelo presidente da Câmara e por uma equipa de gestão liderada por um diretor executivo. Este modelo de governação hanseático, comum nos portos do Norte da Europa, assegura uma grande sintonia entre desenvolvimento urbano e portuário.

Em contraste, o Porto de Sines (APS) é uma sociedade anónima gerida por um conselho de administração nomeado pelo ministério tutelar. Contudo, existe uma ligação próxima e grande sintonia entre a APS e a Câmara Municipal de Sines e entre estas e a Aicep Global Parques, responsável pela ZILS. Para mais, as três entidades são membros associados da CPSI – Comunidade Portuária de Sines, que tem por missão a promoção do desenvolvimento do complexo marítimo, industrial e logístico de Sines.

A CPSI – Comunidade Portuária de Sines, participou recentemente numa missão comercial à Califórnia, no âmbito do programa Alentejo Global Invest, uma iniciativa da ADRAL – Agência para o Desenvolvimento Regional do Alentejo.

O objetivo da missão foi a promoção do complexo marítimo, industrial e logístico de Sines junto de várias comunidades californianas, designadamente S.Francisco/Oakland, San Diego, Ventura/Hueneme e Los Angeles/Long Beach.

Para já, ficou uma certeza: a organização e a qualidade das visitas e reuniões, conseguidas com o apoio da Aicep e do Departamento de Comércio dos EUA, permitem antever boas perspetivas para o futuro, que só o tempo confirmará.

Artigo do Jornal Económico de Jorge D’Almeida – Presidente da CPSI –  Comunidade Portuária de Sines.

Mário Rui “Está a viver um ambiente hostil” no Nápoles , revela Mario Giuffredi.

transferir (9).jpeg

O agente do lateral esquerdo português Mário Rui revelou ontem a uma rádio italiana que o jogador pretende sair já do Nápoles por estar a “viver um ambiente hostil” no clube napolitano.

Em entrevista ao programa ‘Un Calcio alla Radio’, Mario Giuffredi, agente de Mário Rui, explicou porque é que o jogador pretende sair do Nápoles.

“O Mário Rui é um jogador que está a viver num ambiente hostil. Se houver a possibilidade de mudar de ares, acho que o vamos fazer”, disse Mario Giuffredi.

O internacional português tem vários clubes interessados na sua contratação, nomeadamente Benfica, Torino e AC Milan.