Peritos defendem que redução de contactos nas escolas a um terço pode evitar segunda onda.

O modelo desenvolvido pela equipa de Manuel Carmo Gomes para o Governo prevê que pode ser possível evitar uma segunda onda de covid-19 se os contactos nas escolas forem reduzidos a um terço do que existia até aqui. O investigador apresentou a análise na reunião na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, sublinhando que este seria um objectivo exigente mas possível. Na ausência de redução de contactos, o modelo matemático desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa aponta para uma segunda onda com início nas próximas semanas. Mesmo uma redução dos contactos a 50% mantém a curva de casos a aumentar, o que nas projecções matemáticas só se altera com a redução dos contactos entre jovens a um terço, isto mantendo-se também uma redução geral dos contactos na comunidade em 50%,  o patamar em que os investigadores entendem que os portugueses se encontram neste momento.”A segunda onda não é uma fatalidade”, insistiu o investigador, sublinhando a importância da redução dos contactos de proximidade neste período e medidas como o arejamento das salas de aula. Manuel Carmo Gomes defendeu também que apesar do interesse no ensino presencial, o modelo misto (aulas presenciais e à distância) deve ser considerado.

Fonte: SOL

Covid-19: Novos casos surgiram de grupo que se juntou para ver a Liga dos Campeões

SSegundo avançou a TVI 24, um restaurante em Melides foi encerrado por precaução no sábado devido à ligação a um foco de infecção por covid-19 detectado no concelho de Grândola com, pelo menos, quatro casos positivos, disse o delegado de saúde municipal.

Devido à proximidade de uma pessoa do restaurante de Melides com a cadeia de contágios, que veio a confirmar-se positiva, ordenei o encerramento do estabelecimento no sábado, de forma preventiva”, confirmou o delegado de saúde de Grândola, Ismael Selemane.

No seguimento da confirmação desse caso positivo, relacionado com uma pessoa residente na aldeia de Melides, todos os funcionários do restaurante, “cerca de uma dezena”, estão a ser testados, mas os resultados só devem ser conhecidos hoje.

O município de Grândola informou no domingo que o número de casos activos no concelho subiu durante o fim de semana para seis e que existem, agora, 61 pessoas em vigilância activa, mais 48 do que na sexta-feira, números que Ismael Selemane confirmou estarem relacionados com a investigação epidemiológica em curso.

Os novos casos registados naquele concelho do foram ‘importados’ de um surto detectado em Sines, em 27 de agosto, cuja investigação epidemiológica conduziu, nos últimos dias, à realização de rastreios, que continuam a decorrer, nos concelhos vizinhos de Grândola, Santiago do Cacém e Alcácer do Sal.

Em Sines, seis dos oito casos activos reportados no domingo pelo município estão relacionados com este surto, que se disseminou a partir de um grupo de “pessoas com grau de proximidade elevado, mas que ficaram contagiadas” depois de se juntarem para assistir pela televisão à final da Liga dos Campeões, em 23 de agosto, explicou a responsável da unidade local de saúde pública, Fernanda Santos.

Em Alcácer do Sal, segundo a mesma responsável, não há ainda casos confirmados relacionados com esta cadeia de contágios, “mas os testes de rastreio continuam a decorrer”.

Já em Santiago do Cacém, dois dos seis casos confirmados de covid-19 reportados no domingo pelo município estão também relacionados com esta cadeia de contágios, confirmou à Lusa o delegado de saúde municipal, Joaquin Toro.

Temperaturas podem chegar aos 40 graus e aumentam risco de incêndio.

Cerca de uma centena de concelhos de 14 distritos de Portugal continental estão em risco máximo de incêndio, segundo revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta segunda-feira. As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 12 graus celsius em Bragança e os 24 em Portalegre e as máximas entre os 25 na Guarda e os 40 em Santarém. O IPMA colocou em risco máximo de incêndio cerca de uma centena de concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro. Há ainda outros concelhos em risco muito elevado e elevado de incêndio. Em Sines, a máxima de hoje é de 20°

Livraria A das Artes novamente premiada.

A livraria sineense A das Artes, foi novamente premiada pela APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, pelo sétimo ano consecutivo, com o 1° Lugar na categoria do melhor atendimento ( Com 96% dos votos), em 2° Lugar na categoria de conveniência de serviços e em 12° Lugar nas categoria de melhor catalogo e melhor ambiente

Máscaras em crianças só a partir do 2.º ciclo. Já são conhecidas as orientações da DGS para as escolas.

O uso de máscaras em crianças e jovens só será obrigatório do 5.º ano em diante, segundo a DGS, que esclarece, no mesmo documento, a definição de surto e a situação em que uma escola deverá encerrar. 

“As medidas apresentadas têm como base os princípios de evidência e conhecimento científico, bem como a evolução da situação epidemiológica”, explica a DGS, num comunicado onde da conta da publicação do novo ‘manual’ no seu site.

O documento, de 43 páginas, será objeto de contributos durante a próxima semana para ser “aperfeiçoado e consolidado”, adianta ainda a DGS, sublinhando que as orientações vão ser também enviadas diretamente estabelecimentos de ensino pelo Ministério da Educação.

Protagonistas de obra sobre Mulheres de Sines recebem exemplar.

No âmbito da publicação do livro “Mulheres de Sines no Longo Século XX”, foram entregues, no dia 4 de setembro, dois exemplares às suas protagonistas, Maria Luísa Silva e Maria de Lurdes Silva. O livro foi publicado durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher, em março de 2020, através do Arquivo Municipal. A sua publicação insere-se num projecto que tem vindo a ser desenvolvido pelo Arquivo Municipal de Sines, que consiste na publicação de pequenos apontamentos sobre a história das mulheres do concelho e da sua intervenção na história do mesmo. Este ano, a viagem fez-se pelos documentos do século XX, antes do 25 de Abril, cruzando documentos escritos e testemunhos orais.

Sines recebeu ciclista solidário em Volta a Portugal.

José Cebola, natural de Reguengos de Monsaraz, realizou uma Volta a Portugal Solidária em bicicleta com o objectivo de angariar donativos para a Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, fundação afectada pelo surto de Covid-19. Uma das suas 20 etapas, num total de 2.150 quilómetros, teve uma paragem em Sines no dia 30 de agosto. Em cada localidade, o ciclista teve disponíveis para venda camisolas técnicas alusivas à iniciativa, para todos os que quisessem apoiar a instituição. A primeira etapa, realizada no dia 16 de agosto, teve início em Reguengos de Monsaraz e paragem em Campo Maior. No dia seguinte, o ciclista pedalou até Castelo de Vide e, depois, até Idanha-a-Nova. Seguiu o percurso até à Guarda, na quinta etapa até Figueira de Castelo Rodrigo e Miranda do Douro na sexta etapa. A sétima foi até Vinhais, a seguinte Montalegre e continuou para Ponte da Barca. O ciclista José Cebola prosseguiu a descer o país junto à costa até Viana do Castelo e, na décima etapa, fez uma paragem em Aveiro. Seguiu-se a Nazaré, descendo depois até Lisboa. Da capital, o ciclista parou em Sines, de onde partiu até Aljezur. Já no Algarve, passou por Portimão e Vila Real de Santo António. No regresso ao Alentejo, o ciclista parou em Mértola e Serpa, terminando a Volta a Portugal Solidária na cidade onde iniciou o percurso, Reguengos de Monsaraz, no dia 5 de setembro. A Câmara Municipal de Sines associou-se a esta iniciativa, criando todas as condições para a paragem do atleta na cidade.

Começaram as vindimas. O Alentejo é a única região que escapa às quebras de produção.

As associações regionais de produtores falam de quebras entre os 10 e os 30%. O clima e as doenças afetam as colheitas. Todos esperam que o vinho seja de qualidade, para compensar o menor volume de produção. A vários ritmos, com algumas das vindimas já a decorrer e outras à espera do crescimento final dos bagos, as associações que representam os produtores nas várias regiões do país revelam quebras na produção. Face ao ano de 2019, apenas a região do Alentejo escapa a uma quebra na quantidade de fruto produzido. Francisco Mateus, o presidente da Associação Vitivinícola do Alentejo, conta que até espera um aumento nesta colheita. “Mais 5% do que o ano passado. Algo em torno dos 105 milhões de litros”, garante o responsável. Uma tendência, que, diz, é contrária à do restante do país, tal como tem sido nos últimos anos.

Rita Costa/Tiago Santos