FMM Sines. Dez novas entradas e duas saídas.

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Muitas mexidas no cartaz do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, mas primeiro as más notícias. Os concertos de Ladysmith Black Mambazo e Daymé Arocena, previamente anunciados, não vão acontecer nesta edição do festival, restando o desejo de concretização numa futura edição.

Agora as boas. À cabeça o regresso de Konono nº1 ao festival, grupo bandeira do som congotronics da R.D. Congo. Agora com o novo líder, Makonda, transporta-se para o futuro um legado feito de modernidade de som distorcido dos likembés e o encontro ao rock mais aventureiro. Para Sines trazem o convidado Aero Manyelo, DJ sul-africano praticante do “township electro”.

Outra grande novidade é a de Meridian Brothers (na foto), criação de Eblis Alvarez que partiu da música perdida de velhas cassetes para experimentar formas alternativas de explorar a electrónica tropical psicadélica de Bogotá. Igualmente da Colômbia garantem-nos ainda Cero39El Leopardo e Carmelo Torres y Su Cumbia Sabanera para formas distintas de bailar a cumbia e a electrónica próprias do país.

A fechar o leque surge o norte-americano Robert Finley, músico apadrinhado por Dan Auerbach; o supergrupo Havana meets Kingston do eixo Cuba-Jamaica; a viagem pelo Norte de África electrónico de AMMAR 808 do tunisino Sofyann Ben Youssef; a apresentação de Lekhfa da música alternativa árabe de Maryam Saleh, Maurice Louca & Tamer Abu Ghazaleh; e ainda a folk psicadélica de Budapeste de Meszecsinka.

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo decorre em Sines e Porto Covo de 19 a 28 de Julho. Os bilhetes já se encontram à venda, variando os passes entre os 30 e os 50 euros (dependendo do número de dias) e os diários entre os 10 e os 20 euros (consoante o dia pretendido).

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Mário Rui convocado para o Mundial.

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Mário Rui foi convocado para o Mundial da Rússia. O lateral esquerdo sineense, vice-campeão italiano foi convocado para a lista de 23 jogadores que irão representar a selecção das quinas. Ficaram de fora os defesas esquerdos do Sporting – Fábio Coentrão (Opção própria) e do Getafe – Antunes (Opção técnica). Pela frente terá como opção principal o habitual titular Raphaël Guerreiro do Borussia Dortmund. O primeiro jogo da selecção nacional no Mundial é diante da Espanha, dia 15 de junho às 18 horas (hora de Lisboa), em Socchi.

Mário Rui mais perto do Mundial

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O Seleccionador Nacional Fernando Santos divulgou ontem os pré-convocados para o Mundial, que integra o Sineense Mário Rui. O Lateral Esquerdo do Nápoles que ficou no segundo lugar no campeonato engloba o lote de 13 defesas, que incluem igualmente os defesas esquerdos Antunes (Getafe) e Raphael Guerreiro (Dortmund). A lista de defesas esquerdos já tinha sido encurtada em virtude da desistência por parte de Fábio Coentrão (Sporting) que indicou não estar nas melhores condições. O lote final de 23 eleitos será conhecido na quinta-feira ao início da noite. Mário Rui já tinha sido considerado pelo Observatório do Futebol (CIES) como o melhor lateral da Europa, tendo efectuado 29 jogos (falta a última jornada) pelo Vice-Campeão italiano.

Pedida reavaliação do estudo económico sobre novo terminal de Sines

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O Governo pediu à administração do Porto de Sines uma reavaliação do estudo económico-financeiro relativo ao novo terminal de contentores Vasco da Gama solicitando “garantias” sobre o investimento. A governante com a tutela, Ana Paula Vitorino afirmou que: “Foi terminada a avaliação económico-financeira, mas existem matérias que considero que não estavam suficientemente esclarecidas, nomeadamente na relação entre o prazo e o investimento, e por isso solicitei à administração do Porto de Sines que fosse aprofundar essa matéria”. Em causa estão “investimentos demasiado elevados para que não se tenham todas as salvaguardas e garantias”.  O Terminal Vasco da Gama poderá permitir, na primeira fase, a duplicação da capacidade de movimentação de contentores no Porto de Sines.”.

Novidades FMM 2018: Bulimundo e Mtukudzi

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Entre nomes lendários e novos valores, há mais música de África confirmada na 20.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, que se realiza em Sines e Porto Covo, de 19 a 28 de julho de 2018.

Umas das lendas vivas que Sines recebe em 2018 é Bulimundo. A história da música de Cabo Verde é indissociável da história este grupo. Fundado em 1978, no interior da ilha de Santiago, Bulimundo levou o funaná até às zonas urbanas e à diáspora cabo-verdiana espalhada pelo mundo. Com acordeão diatónico, facas que marcam o ritmo raspando barras de ferro, mas também instrumentos eletrónicos, Bulimundo abriu os horizontes do funaná.

Outro nome de peso confirmado no FMM Sines é o de Oliver Mtukudzi, embaixador da música popular do Zimbabué. Com 40 anos de carreira, 60 álbuns de originais, o cargo de embaixador UNICEF para as crianças da África oriental e meridional, “Tuku” (como é conhecido pelos fãs) é admirado um pouco por todo o mundo. Um artista com um estilo único e que estará presente em Sines apoiado pela banda que o acompanha desde os anos 70, The Black Spirits.

Também atuará na 20.ª edição do FMM Sines o grupo Maravillas de Mali, primeiro grupo afro-cubano com origem em África. No concerto em Sines estará presente Boncana Maïga, pertencente ao grupo original de músicos malianos que nos anos 60 viajou para Havana para aprender música cubana, acompanhado por novos músicos que fizeram a mesma viagem. Nesta digressão têm como convidado especial Mory Kanté, cantor e mestre do kora, um dos mais altos representantes da cultura dos griots mandingas.

Filho de Ali Farka Touré e apelidado de “Hendrix do Sahara”, Vieux Farka Touré é um dos grandes guitarristas de África. Nascido em 1981, em Niafunké, o pai não viu com bons olhos o seu sonho de seguir a música. Foi Toumani Diabaté que ajudou a convencer Ali Farka, que acabou por dar a sua bênção à vontade do filho. Com o seu estilo pessoal, feito de blues do deserto com influências de rock, funk, reggae, música latina e sons de outras latitudes de África, estreia-se no festival em formação de trio.

Prémio Découvertes RFI 2015, Elida Almeida é um dos grandes talentos a surgir recentemente na música cabo-verdiana. Volta ao festival com um novo disco, “Kebrada”, onde afirma a sua identidade africana, mas tempera de energia latina os ritmos cabo-verdianos do batuque, funaná, coladera e tabanka. Os temas abordados nas suas canções são as tradições e fragmentos da vida quotidiana no arquipélago subsariano, local de passagem para marinheiros desejosos de juntar as duas costas do Atlântico.

O FMM Sines 2018 terá também privilégio de receber o grupo Imarhan, discípulo de Tinariwen e mais uma banda a trazer a nova onda da música tuaregue para os palcos internacionais. Originários de Tamanrasset, no extremo sul da Argélia, acabam de lançar o seu segundo álbum, “Temet”, blues do deserto com uma vertente contemplativa, mas também, outra, mais extrovertida (nalguns casos, explosiva), absorvendo influências de funk, fuzz, disco e rock.

Outra confirmação africana é a orquestra Timbila Muzimba, que celebra a música de Moçambique em torno de um instrumento que é o orgulho do país, o m’bila (plural: timbila), xilofone do povo Vachopi, que habita as províncias de Gaza e Inhambane. A orquestra nasceu em 1997, a partir de um grupo de músicos e bailarinos que cresceram nos arredores de Maputo, a que se foram juntando outros músicos da capital com raízes em províncias do norte e centro do país.

Finalmente, anunciamos Mark Ernestus’ Ndagga Rhythm Force, colaboração com um pé em Berlim e outro em Dakar. A ideia do projeto foi do produtor alemão Mark Ernestus, um dos mais brilhantes inovadores da música eletrónica, particularmente no estilo dub techno, que viajou para África atraído pelo polirritmos do mbalax, o popular estilo de música senegalês. Com a voz de Mbene Diatta Seck na frente, Ndagga Rhythm Force foi o grupo que reuniu para materializar o seu sonho de fusão.

Francisco Ferreira: “Os gases emitidos em Sines vão afectar outras zonas”

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Em entrevista ao JN, Francisco Ferreira, presidente da “ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável”, considera que é necessário olhar com cuidado para a lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os 15 locais em Portugal que ultrapassam o nível máximo de partículas finas inaláveis. Sines surge no 21° Lugar na lista de cidades com o limite para as partículas mais grossas (PM10), mas não surge na lista de cidades com o nível máximo de partículas finas inaláveis (PM2,5). Questionado sobre o facto de Sines não surgir na lista, Francisco Ferreira afirma que: “A indústria em Sines tem um efeito local, por exemplo, em relação a determinados poluentes, nomeadamente os compostos orgânicos voláteis. Daí o cheiro junto às indústrias de refinação. Mas as partículas finas, o que está aqui em jogo, resultam da transformação de vários gases. E as chaminés em Sines são das mais altas em Portugal. Portanto, o grosso da poluição de Sines é espalhado a partir das chaminés por uma área muito grande. A influência em termos de partículas finas será longe de Sines, para onde o vento arrastar essas partículas, algures para o Alentejo Interior e para o Algarve.” Sobre a influência do vento nas medições afirma ainda que: “Num caso como Sines, com chaminés com mais de 200 metros de altura, os gases emitidos vão afetar outras zonas que não o concelho onde têm origem. Já no tráfego, a dispersão é menor.”

Foto: SARA MATOS/GLOBAL IMAGENS

Poluição: Sines ultrapassa limite PM10

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que a nível global, nove em cada dez pessoas respiram ar poluído e contaminado. Na Europa e no continente americano, os níveis de contaminação do ar têm-se mantido estáveis ao longo dos últimos seis anos, com ligeiras melhorias.

O limite para as partículas mais grossas (PM10), que a OMS põe nos 20 microgramas, este é ultrapassado em Albufeira (25), Almada (22), Aveiro (24), Barreiro (21), Buraca (21), Cascais (30), Coimbra (22), Coimbrão (22), Estarreja (25), Faro (22), Ílhavo (27), Lisboa (28), Loures (21), Marateca (25), Odivelas (21), Perafita (22), Portimão (27), Santiago do Cacém (22), Senhora da Hora (21), Setúbal (23), Sines (21).

Sines ficou em 21° Lugar, curiosamente atrás do concelho vizinho de Santiago do Cacém que ficou em 19° Lugar.