Taxa de inflação em outubro com recorde de 11,5% na União Europeia

A taxa de inflação homóloga na zona euro chegou, em outubro, ao recorde de 10,6%, 0,1 pontos abaixo do inicialmente estimado, e na União Europeia (UE) fixou-se no novo máximo de 11,5%, divulgou o Eurostat.

De acordo com dados do serviço estatístico da UE, em outubro de 2021, a inflação anual na zona euro era de 4,1% e no conjunto dos 27 Estados-membros de 4,4%, medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC).

Na variação mensal, os 10,6% de inflação anual na zona euro, em outubro, comparam-se com os 9,9% de setembro e os 11,5% na UE com 10,9%

Atletismo de regresso ao Vasco da Gama AC

Em comunicado na sua página de Facebook, o Vasco da Gama Atlético Clube informou do regresso da Secção de Atletismo. Citando o comunicado:

“É como muito orgulho e nostalgia que informamos os Sineenses e Sócios do Vasco da Gama Atlético Clube que o Atletismo está de regresso a nossa casa por a mão de Luis Cortinhas, que será o responsável por esta secção.

De forma a tornar o Vasco da Gama Atlético Clube um clube cada vez mais eclético e multidisciplinar, foi oficializada hoje a abertura da secção de Atletismo.

Este projeto tem por base garantir as pessoas de Sines que hoje em dia praticam corrida de forma isolada, ou em pequenos grupos, a possibilidade de pertencer a uma equipa e de certa forma a uma família, assim como garantir representação regular da cidade de Sines nas provas de atletismo nacionais e sobretudo regionais, tal como acontece com as principais localidades da região sul.

Este foi o pontapé de saída para um projeto que ainda está no início, mas promete vir a ser bem sucedido.
Brevemente serão partilhados mais detalhes para garantir a quem esteja interessado em abraçar e participar no projeto, o possa fazer de forma fácil e à sua medida.”

Previsto corredor para comboios entre Sines e a fronteira.

Segundo avança o Jornal de Negócios, o Plano Ferroviário Nacional (PFN), apresentado ontem, prevê na área do transporte de mercadorias a criação de novos corredores, designadamente um corredor piloto para comboios de maior comprimento (1.500 metros) entre Sines e a fronteira. De acordo com o documento, que tem como horizonte indicativo o ano de 2050, estão ainda previstos novos corredores internacionais pelo Algarve e por Trás-os-Montes. Segundo é referido, o objectivo nesta área passa ainda por “manter no horizonte a possibilidade de ligação a Espanha e à Europa em bitola europeia, mas preservando sempre continuidade das redes, a estudar num plano para a bitola”.

Na área do transporte de mercadorias, estão atualmente em curso projetos de acesso aos portos e corredores internacionais, como a construção da nova linha Évora-Elvas, que encurta o trajeto dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa até à fronteira do Caia, o acesso de comboios de 750 metros em todas as fronteiras ferroviárias, e a duplicação da capacidade de transporte por ferrovia através das fronteiras.

Para o aumento de capacidade e uniformização da rede principal está prevista a libertação de capacidade com a segregação de tráfegos no corredor Norte-Sul com linha de alta velocidade Porto-Lisboa, assim como uma rede principal apta para comboios de 750 metros, a electrificação da totalidade da rede e a nova linha Sines-Grândola, que elimina constrangimentos ao peso dos comboios e cria redundância.

Em termos de redundâncias, o PFN refere ainda a nova travessia do Tejo no eixo Chelas-Barreiro, que elimina restrições ao tráfego de mercadorias na região de Lisboa, mas também a reabertura da linha do Alentejo entre Beja e Funcheira, que cria um corredor alternativo de acesso a Sines, e corredores alternativos em todos os principais eixos preparados para comboios de, pelo menos, 600 metros.

Sines é já o 14.º maior Porto da Europa

Theo Notteboom publicou uma actualização do ranking da União Europeia, que posiciona Sines na 14ª posição no Top 15 Europeu.

No ano de 2021 o Porto de Sines consolidou a sua posição como líder nacional em volume de carga, com 1.8 milhões de TEU movimentados, mantendo-se no Top 15 dos maiores portos de contentores da União Europeia, de acordo com a PortEconomics, onde o conceituado Theo Notteboom dedica uma análise ao mercado marítimo-portuário europeu.

O relatório publicado a 15 de novembro pela PortEconomics posiciona Sines na 14ª posição, subindo um lugar no ranking anterior, pese embora, à data, se verifique um ligeiro decréscimo de 5%, face ao período homólogo de 2021.

Aliás, de acordo com a análise do especialista, apenas quatro portos no Top 15 registaram índices de crescimento, com Gdansk a destacar-se com um crescimento de 15,5%.

Galp. Escolha de Filipe Silva para CEO é um sinal de “continuidade estratégica”

Os investidores deverão receber bem a nomeação de Filipe Silva para CEO da Galp, apontam alguns analistas que acompanham a empresa, segundo avança o Jornal Económico.

A escolha do CFO é uma prova de continuidade na estratégia da petrolífera portuguesa. Para a Jefferies, a nomeação não é uma surpresa e é um sinal de “continuidade estratégica”, apontando que a escolha é positiva para o outlook da Galp à luz da nova fase de crescimento de produção. Por sua vez, a RBC destaca que a escolha de um gestor que já estava na equipa deverá reduzir a possibilidade de mudanças de fundo na estratégia da companhia. Uma gestão estável é “mais importante agora do que nunca nas empresas de energia” dada a incerteza no clima macroeconómico e no ritmo da transição energética, segundo a RBC. Filipe Silva vai suceder na liderança da Galp a Andy Brown. O atual CFO toma posse a 1 de janeiro de 2023 e o o seu mandato dura até 2026. Até à próxima assembleia-geral de accionistas, e até à composição da nova equipa executiva, Filipe Silva vai acumular os cargos de CEO e CFO. “O Filipe é um gestor com uma vasta experiência na empresa e nos mercados de energia e tenho a certeza que esta sucessão é a que vai permitir melhor à Galp manter-se no caminho do crescimento e transformação, de acordo com as linhas gerais estratégicas. Desejo ao Filipe todo o melhor no seu novo papel”, disse a ‘chairman’ da Galp Paula Amorim. A Galp está a subir 0,44% para 11,45 euros na bolsa de Lisboa esta manhã.

Parque Solar de Morgavel vai abastecer o equivalente a 42 mil casas.

O Parque contará com mais de 91 mil painéis solares, irá localizar-se numa área de 100 hectares na Herdade do Morgavel, e será ligado à central termoelétrica de Sines através de uma linha existente de 60kV. O Parque Solar do Morgavel da RWE terá capacidade para abastecer o equivalente a aproximadamente 42 mil casas em Portugal. Um valor superior à totalidade do consumo doméstico do Município de Sines. A Quadrante é a empresa responsável pela gestão da construção e fiscalização do Parque Solar da RWE 44MWac de Morgavel, em Sines. A construção é da responsabilidade da Omexom, uma marca do Grupo VINCI que se dedica a soluções de geração, transmissão e distribuição de energia eléctrica. A obra conta ainda com a CME, que é responsável pelas linhas de transmissão, posto de seccionamento e edifício de controlo. Em comunicado, a Quadrante avança que será responsável pela gestão da construção e fiscalização, comissionamento e interligação do Parque Solar. Os serviços incluem também controlo de planeamento e custos, controlo de qualidade, coordenação de segurança e controlo ambiental. André Coelho, responsável pela Unidade de Negócio de Gestão da Construção e Fiscalização da Quadrante, refere que “estão reunidas todas as condições para que seja entregue à RWE um Parque Solar de excelência. “Acrescenta ainda que “esta obra vai permitir à Quadrante reforçar a acção na área da Gestão da Construção e Fiscalização no âmbito das Energias Renováveis e cumprir os objectivos que traçou ao nível da sustentabilidade. Contudo, para nós, é sobretudo um orgulho colocar a nossa experiência ao serviço de uma obra inovadora, que irá aumentar a produção de energia verde em Portugal e contribuir para a transição energética da União Europeia. “Para a construção do Parque Solar serão usados módulos bifaciais de alto desempenho, uma solução que permite a absorção de radiação solar de ambos os lados dos módulos.Foi também preparado um plano para a continuidade ecológica, integrando um conjunto de medidas de minimização do impacto ambiental articuladas com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Entre as medidas destaca-se a criação de passagens para fauna, corredores ecológicos e a implementação de uma cortina visual arbórea que tornará a central invisível a partir da estrada N-120-1.

Litoral Alentejano com 100 milhões para mitigar fecho da central de Sines.

O Governo prevê disponibilizar 98,9 milhões de euros para mitigar os efeitos do encerramento da Central Termoelétrica de Sines na região do litoral alentejano através do Fundo para a Transição Justa, revelou a comunidade intermunicipal.

“O valor global [é de] quase 99 milhões de euros, dos quais 20 milhões serão afetos a políticas públicas” a implementar pela Comunidade Intermunicipal do Litoral Alentejano (CIMAL), explicou à agência Lusa o presidente deste organismo, Vítor Proença.

Segundo o presidente da CIMAL, as restantes verbas “vai privilegiar várias áreas” como a “formação, mas também empresas de grande dimensão e PME”, ou seja, pequenas e médias empresas. O montante global do Plano Territorial para a Transição Justa (PTTJ) destinado ao litoral alentejano foi transmitido pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, na segunda-feira, durante uma reunião com os cinco autarcas da CIMAL.

Segundo Vítor Proença, houve “um acréscimo” da verba que será disponibilizada pelo PTTJ, que passou de “cerca de 74 milhões para 98,9 milhões” de euros, para a região do litoral alentejano.

“Há um acréscimo de valores e há sobretudo o resultado aparente da pressão que a CIMAL fez junto da Autoridade de Gestão e do Ministério da Coesão Territorial para que, no Fundo de Transição Justa, que é uma verba disponibilizada pela Comissão Europeia (CE), as políticas públicas não fossem prejudicadas”, frisou.

Em comunicado, a CIMAL, composta pelos municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no de Beja, explicou que o plano visa “mitigar” as “consequências negativas” da “transição para uma economia com impacto neutro no clima”.

“Trata-se de um fundo e um financiamento para regiões que afectadas pelo desmantelamento de empresas que eram grandes produtoras de emissões de gases com efeito de estufa”, como a Central a Carvão de Sines, disse Vítor Proença à Lusa.

Esse fundo prevê que os territórios sejam “ressarcidos” tendo a CE estabelecido um conjunto de regras” relativamente “às candidaturas, ao não financiamento de empreendimentos ou investimentos que sejam portadores de novas emissões gasosas de CO2” e à inclusão “de políticas públicas”, precisou.

“Para surpresa nossa verificámos que, num primeiro aviso de concurso, estavam grandes empresas da área de Sines, grupos económicos muito fortes, inclusive a própria EDP que tinha desmantelado uma empresa”, argumentou o autarca.

Nesse sentido, os cinco municípios transmitiram à ministra Ana Abrunhosa que a CIMAL “estaria a ser ultrapassada” e que o “privilégio das grandes empresas era algo negativo para a região”, vincou o também presidente da Câmara de Alcácer do Sal.

“Na reunião, vimos que há uma sensibilidade para aquilo que a CIMAL colocou”, com o reforço da verba”, acrescentou.

De acordo com o autarca, os 20 milhões de euros que serão “imputados” à CIMAL irão servir para uma candidatura de mobilidade suave, que permitirá a introdução de “modelos de transporte e modelos cicláveis que não sejam emissores de CO2 e gases com efeito de estufa”.

“Congratulamo-nos com o facto de o Governo ter acedido à nossa exigência de que a verba do Fundo de Transição Justa não seja substituída, mas antes seja acumulada com as restantes verbas que venham a ser contratualizadas através do Programa Regional Alentejo 2030”, afirmou.

Segundo a CIMAL, entre as medidas propostas para este território, “está a reintegração profissional possível dos cerca de 550 trabalhadores afectados pelo encerramento” da Central a Carvão de Sines, “a par da criação [de] programas de formação e do apoio ao empreendedorismo com vista à criação do próprio emprego”.

“Mário Rui prefere ganhar o título no Nápoles do que ser convocado para o Mundial”

Mario Giuffredi, empresário de Mário Rui, comentou a ausência do lateral-esquerdo do Nápoles da convocatória de Fernando Santos para o Mundial do Catar, com o seleccionador nacional a dar preferência a Nuno Mendes (PSG) e Raphael Guerreiro (Dortmund).

O agente deixou a garantia de que o português não está desapontado mas sim focado na conquista do Scudetto em Itália.«Desiludido? Nem por isso. O Mário Rui está a sonhar apenas em ganhar o título no Nápoles. Ele já estava à espera, apesar de recentemente ter sido convocado. E garanto que entre participar no Mundial ou ganhar o título no Nápoles ele escolhe, sem dúvida, a segunda hipótese», disse Giuffredi à Radio Marte.

MAISines lança comunicado sobre dívidas de transporte.

O MAISines, o movimento que lidera a oposição nos órgãos autárquicos, lançou um comunicado falando sobre as dívidas de transporte.

O Movimento afirma que: “Nas últimas duas semanas várias associações desportivas de Sines tomaram conhecimento do valor que têm em dívida para com a Câmara Municipal de Sines, no que diz respeito à concessão de transportes por parte do Município para as deslocações de equipas e atletas. Os valores em causa são respeitantes, em alguns casos, aos últimos oito anos de atividade, não tendo sido manifestada, no passado, a intenção por parte da Câmara Municipal de cobrá-los. Sendo certo que se tratam de valores avultados, e que significariam um encaixe financeiro importante para as contas do Município de Sines, o MAISines nota que os moldes em que foi feita a exigência de pagamento significariam a não sustentabilidade a curto-médio prazo de muitas das associações desportivas visadas. O associativismo é uma das pedras fundamentais da vida social em Sines. O desportivo, em particular, é um importante fator de dinamismo e coesão intergeracional, na nossa comunidade: em todos os fins-de-semana centenas de sineenses e famílias deslocam-se para acompanhar os jogos dos clubes da terra. Além disso, o desporto tem sido decisivo no processo de educação, formação e integração das nossas crianças e jovens na sociedade civil. Todos estes fatores deverão estar presentes na mente do decisor político. Não podemos, por esse motivo, avaliar como razoável a proposta efetuada aos clubes para que liquidem os referidos valores num prazo relativamente curto, na medida em que essa hipótese significaria a incapacidade dos clubes em fazer face às mais básicas necessidades do dia-a-dia, colocando em causa os seus projetos desportivos e formativos. O MAISines defende que terá de ser procurada uma solução alternativa, que consiga garantir que nenhuma associação desportiva de Sines tem a sua sobrevivência futura ameaçada por este estado de coisas.”